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Storage NAS all-flash: vale o investimento?

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Muitas empresas enfrentam um desafio crescente com a lentidão no acesso a dados críticos. Servidores de arquivos tradicionais, baseados em discos rígidos mecânicos, frequentemente se tornam gargalos de desempenho, pois a demanda por velocidade e baixo tempo de resposta aumenta cada vez mais. Esse problema afeta diretamente a produtividade das equipes e a experiência dos usuários com as aplicações.

Nesse cenário, os storages NAS all-flash surgem como uma solução poderosa. Esses equipamentos substituem completamente os HDDs por unidades de estado sólido (SSDs), o que promete uma aceleração drástica nas operações de leitura e escrita. A tecnologia elimina as partes móveis, por isso reduz a latência a níveis mínimos e entrega um volume de IOPS (operações de entrada e saída por segundo) muito superior.

Ainda assim, a questão principal para muitos gestores de TI permanece. O alto custo inicial desses sistemas compensa os ganhos de performance? A resposta depende quase sempre da análise cuidadosa das cargas de trabalho, dos objetivos do negócio e do custo total de propriedade, que vai além do preço de compra.

Storage NAS all-flash: vale o investimento?

Um storage NAS all-flash representa um investimento valioso para ambientes que exigem altíssimo desempenho e latência mínima. A tecnologia é ideal para aplicações como virtualização, bancos de dados transacionais e edição de vídeo colaborativa, onde qualquer atraso compromete a operação. Nesses casos, o retorno sobre o investimento aparece rapidamente com o aumento da produtividade e a agilidade nos processos.

Diferente dos sistemas tradicionais, um equipamento all-flash usa apenas SSDs, o que elimina os gargalos mecânicos dos discos rígidos. Essa arquitetura entrega taxas de transferência e IOPS muito mais altas, um fator decisivo para workloads intensivos. No entanto, para tarefas mais simples, como um servidor de arquivos com poucos acessos simultâneos, seu custo pode não se justificar. Portanto, a avaliação do cenário de uso é fundamental.

O que define o desempenho em um NAS all-flash?

O desempenho de um NAS all-flash vai muito além da velocidade dos SSDs instalados. A controladora do sistema, o processador e a quantidade de memória RAM são componentes igualmente importantes. Um processador potente, por exemplo, é necessário para gerenciar o alto volume de IOPS que as unidades flash geram, sem se tornar um novo gargalo. Frequentemente, sistemas de entrada falham nesse ponto.

A infraestrutura de rede também tem um papel central. Uma conexão de 1GbE, por exemplo, limita severamente a performance que um conjunto de SSDs pode entregar. Para extrair o máximo potencial do storage, uma rede de 10GbE ou superior é quase obrigatória. Sem uma rede adequada, o investimento no armazenamento flash raramente se traduz em ganhos reais para os usuários finais.

Aplicações que mais se beneficiam com a tecnologia

Algumas cargas de trabalho obtêm um benefício imediato e expressivo com a migração para um NAS all-flash. Ambientes de virtualização, que hospedam dezenas ou centenas de máquinas virtuais, são um exemplo clássico. A baixa latência dos SSDs melhora drasticamente o tempo de resposta das VMs, especialmente durante picos de acesso ou operações de boot storm.

Bancos de dados que processam um grande volume de transações por segundo também se transformam com essa tecnologia. As operações de leitura e escrita aleatórias, que são o ponto fraco dos HDDs, são executadas com extrema rapidez nos SSDs. Da mesma forma, estúdios de edição de vídeo em 4K ou 8K, onde múltiplos editores acessam e manipulam arquivos pesados simultaneamente, veem a produtividade aumentar bastante.

Como a latência impacta as operações diárias?

A latência, ou o tempo de espera para uma operação de dados começar, é talvez o fator mais perceptível para o usuário final. Em um sistema com HDDs, esse atraso é medido em milissegundos e aumenta sob carga pesada. Em um NAS all-flash, a latência cai para microssegundos, o que torna o acesso a arquivos e a resposta das aplicações praticamente instantâneos.

Esse impacto é direto e mensurável. Um sistema de e-commerce, por exemplo, consegue processar mais pedidos por minuto, pois as consultas ao banco de dados são muito mais rápidas. Em um ambiente de desenvolvimento de software, a compilação de código, que envolve a leitura de milhares de pequenos arquivos, pode ter seu tempo reduzido drasticamente. Essa agilidade melhora a experiência do usuário e otimiza muitos processos de negócio.

O custo por Terabyte ainda é um fator limitante?

O preço por terabyte dos SSDs ainda é consideravelmente mais alto que o dos HDDs corporativos. Esse fator, isoladamente, muitas vezes afasta potenciais compradores. No entanto, uma análise baseada apenas no custo de aquisição é incompleta. É preciso avaliar o Custo Total de Propriedade (TCO) para entender o verdadeiro impacto financeiro da solução.

Um NAS all-flash consome muito menos energia e gera menos calor que um sistema equivalente com discos mecânicos. Isso resulta em uma economia significativa nos custos de eletricidade e refrigeração do datacenter. Além disso, a alta densidade dos SSDs permite armazenar mais dados em menos espaço físico, o que otimiza o uso de racks. Esses fatores, somados ao ganho de produtividade, frequentemente diluem a diferença do investimento inicial ao longo do tempo.

A durabilidade dos SSDs em ambientes corporativos

Uma preocupação comum sobre a tecnologia flash é a vida útil das células de memória, que se degradam a cada ciclo de escrita. No entanto, os SSDs de classe empresarial são projetados para suportar cargas de trabalho intensas e contínuas. Eles possuem classificações de durabilidade muito altas, medidas em DWPD (gravações de unidade por dia) ou TBW (terabytes gravados).

Os sistemas operacionais dos storages modernos também incorporam várias tecnologias para maximizar a longevidade dos SSDs. Recursos como wear leveling distribuem as gravações de maneira uniforme por todas as células de memória, o que evita o desgaste prematuro de uma área específica. Além disso, a deduplicação e a compressão de dados reduzem a quantidade de informação que precisa ser fisicamente escrita nos drives, o que estende ainda mais sua vida útil.

A importância dos protocolos de rede e da infraestrutura

Adquirir um NAS all-flash e conectá-lo a uma rede antiga de 1GbE é como comprar um carro de corrida para andar no trânsito da cidade. A rede se torna o principal gargalo, e o potencial do armazenamento é completamente desperdiçado. Para que os clientes e servidores acessem os dados na velocidade que o sistema pode oferecer, a infraestrutura precisa ser compatível.

Uma rede de 10GbE é o ponto de partida recomendado para a maioria dos cenários com all-flash. Em ambientes mais exigentes, como computação de alto desempenho ou edição de vídeo em 8K, redes de 25GbE ou 40GbE podem ser necessárias. A agregação de link também é uma técnica útil, pois combina múltiplas portas de rede para aumentar a largura de banda total e fornecer redundância em caso de falha de uma conexão.

Recursos de software que otimizam o armazenamento flash

O software que gerencia o storage desempenha um papel fundamental na eficiência de um sistema all-flash. Recursos como a deduplicação em linha, por exemplo, identificam e eliminam dados repetidos antes que eles sejam gravados nos SSDs. Isso economiza um espaço valioso e, como efeito secundário, reduz o desgaste das unidades de armazenamento.

A compressão de dados funciona de forma similar, ao diminuir o tamanho dos arquivos para ocupar menos espaço. Em um sistema all-flash, o impacto dessas operações no desempenho é quase nulo, graças à alta performance do processador e dos SSDs. Outras funcionalidades, como snapshots instantâneos e thin provisioning, também se tornam muito mais ágeis e eficientes em uma arquitetura baseada em flash.

Comparativo: NAS all-flash versus sistemas híbridos

Os sistemas híbridos, que combinam uma pequena quantidade de SSDs para cache com um grande volume de HDDs para capacidade, surgiram como uma alternativa de custo mais baixo. Eles tentam oferecer o melhor dos dois mundos. O software move os dados mais acessados (dados "quentes") para o cache SSD, o que acelera o acesso a eles. Essa abordagem funciona bem para muitas cargas de trabalho.

No entanto, a eficácia de um sistema híbrido depende da previsibilidade do padrão de acesso aos dados. Se uma aplicação precisa acessar repentinamente dados "frios" que estão nos HDDs, o desempenho cai drasticamente. Um NAS all-flash, por outro lado, oferece um desempenho alto e consistente para todos os dados, o tempo todo. A escolha entre os dois depende da necessidade de performance constante versus a sensibilidade ao custo.

A escolha certa para cada cenário de negócio

A decisão de investir em um NAS all-flash não deve ser puramente técnica, mas sim estratégica. Para um pequeno escritório que precisa apenas de um local centralizado para compartilhar documentos e fazer backups, a tecnologia é certamente um exagero. Um NAS tradicional com discos rígidos cumpre essa função com um custo muito menor.

Porém, para uma empresa cuja operação depende da agilidade no processamento de grandes volumes de dados, o cenário muda completamente. Nesses ambientes, o tempo economizado em tarefas diárias, a maior satisfação dos clientes e a capacidade de inovar mais rápido justificam o investimento. Quando a velocidade se traduz diretamente em vantagem competitiva, o NAS all-flash é a resposta.


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