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Servidores NAS híbridos: onde e como utilizar

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Muitas empresas enfrentam um dilema constante ao planejar sua infraestrutura de armazenamento. A necessidade por alto desempenho para aplicações críticas compete diretamente com a demanda por grande capacidade para guardar volumes crescentes de dados. Essa disputa frequentemente resulta em soluções caras ou lentas, sem um meio-termo aparente.

Os servidores NAS híbridos surgem como uma resposta inteligente para esse problema. Eles combinam o melhor dos dois mundos, pois usam discos de estado sólido (SSDs) para velocidade e discos rígidos tradicionais (HDDs) para capacidade. Essa arquitetura mista entrega um desempenho aprimorado sem o custo proibitivo das soluções all-flash.

O que define um servidor NAS híbrido?

Um servidor NAS híbrido é um sistema de armazenamento que integra diferentes tecnologias de disco em uma única solução. Geralmente, ele combina alguns SSDs, que são extremamente rápidos para leitura e escrita, com vários HDDs, que oferecem terabytes de espaço a um custo muito menor por gigabyte. O objetivo dessa combinação é acelerar o acesso aos dados mais importantes.

O funcionamento quase sempre se baseia em duas técnicas principais: cache e tiering. No cache, os dados acessados com frequência são copiados para os SSDs, por isso as futuras leituras são muito mais rápidas. No tiering, o sistema move fisicamente os blocos de dados "quentes" para o nível dos SSDs e os dados "frios" para o nível dos HDDs, otimizando permanentemente o local de armazenamento.

Essa abordagem é bem mais eficiente que um sistema baseado apenas em HDDs, que sofre com a latência mecânica. Ao mesmo tempo, é consideravelmente mais acessível que um storage all-flash, que, embora veloz, ainda apresenta um custo elevado para arquivamento de grandes volumes. Portanto, o modelo híbrido se posiciona como uma escolha equilibrada.

Onde a arquitetura híbrida realmente brilha?

Pequenas e médias empresas são um dos principais públicos para os servidores NAS híbridos. Elas raramente dispõem de orçamentos ilimitados, mas ainda assim precisam de um desempenho sólido para seus servidores de arquivos, bancos de dados e sistemas internos. Um storage híbrido entrega essa agilidade com um investimento inicial bastante razoável.

Ambientes de virtualização também se beneficiam imensamente dessa tecnologia. As imagens das máquinas virtuais mais ativas podem residir no tier de SSDs, o que acelera drasticamente o tempo de boot e a resposta das aplicações. Enquanto isso, os snapshots e os arquivos menos críticos ficam seguros nos HDDs, sem consumir o precioso e caro espaço flash.

Outro cenário ideal é o de criadores de conteúdo e agências de publicidade. Nesses locais de trabalho, os projetos ativos, como vídeos em edição, exigem altíssima velocidade de acesso. Um NAS híbrido coloca esses arquivos no tier rápido, enquanto armazena com segurança o imenso volume de material bruto e projetos finalizados no tier de capacidade.

Implementando o cache SSD de forma eficaz

A configuração do cache SSD é um passo fundamental para extrair o máximo de um NAS híbrido. Existem duas modalidades principais: cache de leitura e cache de leitura e escrita. O primeiro acelera apenas as solicitações de leitura, uma opção segura que já melhora bastante a experiência do usuário em servidores de arquivos.

O cache de leitura e escrita, por sua vez, também acelera as operações de escrita, o que é ótimo para bancos de dados e máquinas virtuais. No entanto, ele introduz um pequeno risco, pois os dados são gravados primeiro no cache. Se houver uma queda de energia antes que eles sejam movidos para os HDDs, pode ocorrer perda. Por isso, o uso de fontes redundantes e nobreaks é sempre recomendado.

O dimensionamento correto do cache também é muito importante. Uma regra geral sugere um cache com cerca de 10% da capacidade total, mas a análise do conjunto de dados ativos da empresa é o melhor guia. Um cache pequeno demais não trará benefícios significativos, enquanto um cache excessivamente grande pode representar um gasto desnecessário.

A importância do tiering automatizado

Diferente do cache, o tiering automatizado move fisicamente os dados entre os diferentes níveis de armazenamento. O sistema operacional do NAS analisa continuamente os padrões de acesso aos arquivos. Com base nessa análise, ele promove os blocos de dados mais requisitados para o tier de SSDs.

Esse processo é transparente para o usuário e para as aplicações. O sistema simplesmente garante que os dados certos estejam no lugar certo e na hora certa. Conforme um arquivo se torna menos popular, o sistema o rebaixa para o tier de HDDs, liberando espaço nobre no SSD para dados mais relevantes. Essa gestão dinâmica melhora o desempenho geral.

A grande vantagem do tiering é que ele otimiza todo o volume de armazenamento, não apenas uma pequena porção como o cache. Para cargas de trabalho com padrões de acesso que mudam com o tempo, como em projetos com diferentes fases, o tiering automatizado se adapta de forma muito mais inteligente e eficiente.

Servidores de arquivos com acesso rápido

Em um servidor de arquivos corporativo, é comum que uma pequena fração dos documentos seja acessada por dezenas ou centenas de usuários todos os dias. Planilhas compartilhadas, apresentações e documentos de projetos ativos são exemplos clássicos. Um NAS híbrido identifica esses arquivos "quentes" e os mantém no cache ou no tier de SSD.

O resultado prático é uma melhora notável na produtividade da equipe. A abertura, a edição e o salvamento desses arquivos se tornam tarefas quase instantâneas, o que elimina a frustração com a lentidão da rede. O equipamento faz todo esse trabalho de forma autônoma, sem exigir qualquer intervenção do administrador de TI.

Ao mesmo tempo, o vasto arquivo de documentos antigos, contratos e registros históricos permanece disponível no tier de HDDs. Esses dados, embora raramente acessados, precisam estar online, e o armazenamento em disco rígido cumpre essa função com um custo-benefício imbatível. Assim, a solução atende a duas necessidades distintas com um único sistema.

Desafios e pontos de atenção na configuração

Apesar de suas muitas vantagens, um servidor NAS híbrido mal configurado pode não entregar o desempenho esperado. Um erro comum é subestimar o tamanho do conjunto de dados ativos. Se os arquivos mais acessados ocuparem mais espaço que o tier de SSDs, o sistema ficará constantemente movendo dados, um fenômeno que na verdade degrada a performance.

A escolha dos SSDs também é um fator crítico. Para a função de cache, especialmente o de leitura e escrita, é fundamental usar SSDs de nível corporativo. Esses modelos possuem uma durabilidade muito maior, medida em DWPD (gravações de disco por dia), e são projetados para suportar a carga intensa de reescrita de dados que a tarefa exige.

Além disso, vale ressaltar que nem todas as cargas de trabalho se beneficiam igualmente de uma arquitetura híbrida. Aplicações que realizam leituras e escritas sequenciais em arquivos muito grandes, como streaming de vídeo de alta resolução, podem não obter grande aceleração com o cache, pois os dados não são acessados repetidamente.

Backup e recuperação em ambientes híbridos

A estrutura de um NAS híbrido também otimiza as rotinas de backup e recuperação. É possível, por exemplo, configurar snapshots muito rápidos do tier de SSDs, criando pontos de recuperação quase instantâneos para as máquinas virtuais ou bancos de dados mais importantes da empresa. Essa agilidade é um diferencial em caso de falhas.

O tier de HDDs, com sua enorme capacidade, se torna o destino perfeito para centralizar os backups de outros servidores e estações de trabalho da rede. Sua relação custo por terabyte o torna ideal para armazenar múltiplas versões de backups, o que garante uma política de retenção de dados mais longa e segura.

Essa versatilidade transforma o NAS híbrido em uma solução de armazenamento 2 em 1. Ele atua como um storage primário de alto desempenho para as aplicações do dia a dia e, simultaneamente, como um repositório de backup centralizado e de baixo custo, simplificando a infraestrutura de TI.

A solução de armazenamento equilibrada

Os servidores NAS híbridos resolvem com elegância o conflito entre velocidade e capacidade. Eles oferecem um caminho pragmático para empresas que precisam de performance, mas não podem arcar com o custo de uma solução 100% flash. Essa tecnologia democratiza o acesso ao armazenamento de alto desempenho.

O segredo para o sucesso na sua implementação é o conhecimento da carga de trabalho. Ao entender quais dados são mais acessados e qual o volume desse conjunto ativo, a equipe de TI consegue dimensionar o tier de SSDs corretamente. Essa análise prévia garante que o investimento traga o máximo retorno em agilidade e produtividade.

No final das contas, um NAS híbrido bem planejado entrega uma experiência de uso muito próxima a de um sistema all-flash para a maioria das tarefas cotidianas, mas com um custo total de propriedade significativamente menor. Para quem busca performance inteligente sem estourar o orçamento, essa é a resposta.


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