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O que considerar ao escolher um NAS storage rackmount

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Muitas empresas enfrentam um desafio comum com o crescimento dos dados. O volume de arquivos aumenta rapidamente, por isso a necessidade de um armazenamento centralizado, seguro e eficiente se torna cada vez mais evidente. Servidores de arquivos improvisados ou soluções desktop raramente acompanham essa demanda, o que frequentemente causa gargalos de desempenho e dificuldades no gerenciamento.

Um NAS storage rackmount surge como uma solução projetada especificamente para esses ambientes. Montado em um gabinete padronizado, o equipamento se integra perfeitamente a racks de servidores, otimiza o espaço físico e simplifica a gestão de cabos e a refrigeração do datacenter. A escolha correta desse componente é fundamental, pois ele se tornará o coração da infraestrutura de dados da organização.

O que considerar ao escolher um NAS storage rackmount?

A escolha de um NAS storage rackmount envolve a análise de vários fatores técnicos para alinhar o hardware às necessidades do negócio. Um NAS para rack é um dispositivo de armazenamento conectado à rede, construído em um chassi compatível com gabinetes de servidores padrão 19 polegadas. Essa estrutura física facilita a organização e a escalabilidade em datacenters ou salas de TI.

O principal objetivo do equipamento é centralizar o armazenamento de arquivos, backups e dados de aplicações em um único local acessível pela rede. Diferente das soluções desktop, os modelos rackmount são quase sempre construídos com componentes mais duráveis, fontes de alimentação redundantes e melhores opções de conectividade. Portanto, a avaliação deve ir muito além da simples capacidade em terabytes.

Capacidade de armazenamento e potencial de escalabilidade

A capacidade inicial é um ponto de partida óbvio, mas a escalabilidade futura é ainda mais importante. Muitas empresas subestimam o crescimento dos seus dados, por isso compram um sistema que atinge seu limite em pouco tempo. É fundamental avaliar o número de baias para discos que o NAS oferece. Um modelo com 8 ou 12 baias, por exemplo, já entrega um bom espaço para expansão futura.

Além das baias internas, alguns storages suportam unidades de expansão, conhecidas como JBODs (Just a Bunch of Disks). Esses módulos adicionais se conectam ao NAS principal e aumentam a capacidade total sem a necessidade de substituir todo o sistema. Essa abordagem modular protege o investimento inicial e oferece um caminho claro para o crescimento, algo que raramente acontece com sistemas menores.

Desempenho do processador e da memória RAM

Um processador fraco ou pouca memória RAM transforma um NAS de alta capacidade em um gargalo de rede. As tarefas executadas pelo sistema operacional do storage, como o gerenciamento de arranjos RAID, a indexação de arquivos e a execução de aplicações, consomem muitos recursos. Modelos com processadores Intel Xeon ou AMD Ryzen são frequentemente mais indicados para ambientes com múltiplos usuários e cargas de trabalho intensas.

A memória RAM também tem um papel direto no desempenho, especialmente em operações de leitura e escrita. Mais memória permite que o sistema mantenha um cache maior, o que acelera o acesso aos dados mais requisitados. Para ambientes que usam virtualização ou bancos de dados, 16 GB de RAM é um bom ponto de partida, e o suporte a memória ECC (Error-Correcting Code) adiciona uma camada extra de confiabilidade para proteger contra a corrupção de dados.

Conectividade de rede e suas portas

A velocidade da rede define o quão rápido os usuários acessam os dados no NAS. A maioria dos modelos rackmount já vem com pelo menos duas portas Gigabit Ethernet (1GbE), que podem ser combinadas através de agregação de link para aumentar a resiliência e a largura de banda. No entanto, para muitas aplicações modernas, essa velocidade já não é suficiente.

Portas de 10GbE, seja no padrão SFP+ (fibra) ou Base-T (cobre), são quase obrigatórias para tarefas como edição de vídeo, backups de grandes volumes ou hospedagem de máquinas virtuais. Uma única porta de 10GbE oferece dez vezes a taxa de transferência de uma porta 1GbE, o que elimina um dos gargalos mais comuns em infraestruturas de armazenamento. A ausência dessa conectividade pode comprometer todo o investimento em discos rápidos.

Suporte a discos e configurações RAID

A escolha dos discos rígidos (HDDs) ou unidades de estado sólido (SSDs) impacta diretamente o custo, a capacidade e o desempenho do sistema. HDDs corporativos, como os modelos SAS ou SATA para NAS, são projetados para funcionar 24/7 e geralmente oferecem maior capacidade por um custo menor. Já os SSDs entregam IOPS e taxas de transferência muito superiores, ideais para cache ou para pools de armazenamento all-flash.

O arranjo RAID (Redundant Array of Independent Disks) é a tecnologia que combina vários discos em um único volume lógico para proteger os dados contra falhas. Para sistemas com muitos discos, o RAID 6 é uma escolha segura, pois suporta a falha de até duas unidades simultaneamente sem perda de dados. O RAID 10, por sua vez, oferece melhor desempenho de escrita, mas com um custo maior em capacidade útil. A escolha do RAID deve sempre equilibrar proteção e performance.

Redundância para garantir a continuidade

Em um ambiente corporativo, a indisponibilidade do armazenamento causa prejuízos significativos. Por isso, a redundância de componentes é um fator crítico. Fontes de alimentação redundantes (PSUs) são um dos elementos mais importantes. Se uma fonte falhar, a outra assume imediatamente, e o NAS continua funcionando sem qualquer interrupção.

Outro recurso padrão em modelos rackmount é o suporte a discos hot-swappable. Isso significa que um disco com defeito pode ser substituído com o sistema em pleno funcionamento, o que simplifica a manutenção. Em cenários ainda mais críticos, alguns storages de ponta oferecem controladoras redundantes e a possibilidade de criar um cluster de alta disponibilidade (failover), onde um segundo NAS assume as operações se o primeiro falhar.

Sistema operacional e seus recursos

O hardware define o potencial do NAS, mas o sistema operacional define o que ele pode fazer. Fabricantes como Synology (DSM) e QNAP (QTS) oferecem sistemas com interfaces gráficas intuitivas e um vasto ecossistema de aplicações. Recursos como snapshots, que criam cópias de um volume em um ponto no tempo, são essenciais para a recuperação rápida de arquivos deletados ou corrompidos.

É importante também verificar a compatibilidade com os protocolos de rede necessários, como SMB/CIFS para ambientes Windows, NFS para Linux/Unix e iSCSI para armazenamento em bloco usado em virtualização. A integração com serviços de diretório, como o Microsoft Active Directory, simplifica o gerenciamento de permissões para centenas de usuários.

Gerenciamento remoto e suporte do fabricante

Um NAS rackmount geralmente fica em uma sala de servidores, por isso o gerenciamento remoto é indispensável. Uma boa interface web deve fornecer acesso a todas as configurações, monitoramento de saúde do sistema e alertas automáticos por e-mail. Alguns modelos mais avançados ainda incluem uma porta de gerenciamento dedicada (IPMI), que permite o controle do equipamento mesmo que o sistema operacional principal não responda.

O suporte técnico oferecido pelo fabricante também é um diferencial. Verificar os termos da garantia, o tempo de resposta para substituição de peças e a qualidade do suporte pode poupar muitas dores de cabeça no futuro. Em um cenário de falha crítica, ter um suporte ágil e eficiente faz toda a diferença para restabelecer os serviços rapidamente.

A escolha estratégica para a infraestrutura de TI

Analisar a capacidade, o desempenho e a redundância é o caminho para uma decisão acertada. Um NAS rackmount não é apenas um repositório de arquivos, mas um componente ativo que precisa suportar as cargas de trabalho da empresa. O equilíbrio entre o hardware, o software e a escalabilidade futura define o sucesso do projeto.

Portanto, a seleção de um storage para rack deve ser vista como um investimento estratégico na continuidade e na eficiência do negócio. Um sistema bem dimensionado atende às necessidades atuais, protege os dados contra falhas e se adapta ao crescimento da organização. Essa é a base para uma infraestrutura de TI sólida e confiável.


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