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Guia completo sobre Network Attached Storages corporativos

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Muitas empresas enfrentam um desafio crescente com o volume de dados gerados diariamente. As informações ficam espalhadas por diversas estações de trabalho e servidores, o que dificulta o gerenciamento, o backup e a colaboração entre equipes. Essa descentralização frequentemente resulta em arquivos duplicados, problemas de controle de versão e sérios riscos de segurança.

Um Network Attached Storage, ou NAS, surge como uma resposta centralizada para esse problema. Esse equipamento funciona como um repositório único de arquivos na rede, acessível para múltiplos usuários e dispositivos autorizados. Sua principal função é simplificar o armazenamento e o compartilhamento de dados, com uma infraestrutura dedicada e otimizada para essa tarefa.

Diferente das soluções domésticas, um NAS corporativo incorpora recursos avançados de redundância, desempenho e segurança. Ele foi projetado para suportar cargas de trabalho intensas e garantir a continuidade dos negócios, o que o torna uma peça fundamental na infraestrutura de TI de qualquer organização.

O que é um Network Attached Storage corporativo?

Um Network Attached Storage corporativo é um servidor dedicado exclusivamente ao armazenamento de arquivos, que se conecta diretamente a uma rede de computadores. Em vez de gerenciar o armazenamento em cada máquina individualmente, o NAS consolida os dados em um único local, por isso facilita o acesso e a administração para todos os usuários.

Sua arquitetura é bastante otimizada para servir arquivos. O sistema operacional do equipamento é leve e focado em tarefas de armazenamento, como o compartilhamento por meio de protocolos de rede como SMB/CIFS e NFS. Diferente de um servidor de uso geral, ele raramente executa outras aplicações, o que melhora seu desempenho e estabilidade para a função principal.

Como um NAS centraliza o armazenamento na rede?

O equipamento se conecta diretamente a um switch da rede local, assim como qualquer outro computador ou servidor. Após a configuração inicial, ele recebe um endereço IP e se torna visível para todos os dispositivos na mesma rede. Os administradores criam volumes de armazenamento e pastas compartilhadas, com permissões de acesso específicas para cada usuário ou grupo.

Para os usuários, o acesso é quase transparente. Em ambientes Windows, por exemplo, as pastas do NAS podem ser mapeadas como unidades de rede, como se fossem um disco local. Já em sistemas Linux ou macOS, o acesso geralmente ocorre via protocolo NFS. Essa abordagem unifica o armazenamento e elimina a necessidade de transferir arquivos por e-mail ou dispositivos externos.

Quais componentes definem o desempenho do equipamento?

O processador e a memória RAM do storage determinam sua capacidade de lidar com múltiplas requisições simultâneas. Um processador mais potente e uma maior quantidade de RAM permitem que mais usuários acessem arquivos ao mesmo tempo sem degradação do serviço. Em ambientes corporativos, esses dois componentes são cruciais para suportar cargas de trabalho pesadas.

As portas de rede e os discos rígidos também impactam diretamente a velocidade. Interfaces de 1GbE são comuns, mas redes de 10GbE ou superiores entregam taxas de transferência muito maiores. A escolha entre HDDs e SSDs também é fundamental. Enquanto os HDDs oferecem grande capacidade a um custo menor, os SSDs proporcionam latência extremamente baixa e IOPS elevado, ideais para aplicações que exigem acesso rápido aos dados.

A importância dos arranjos RAID para a segurança dos dados

Qualquer disco rígido pode falhar, e a falha de um único drive em um sistema sem proteção resulta na perda de todos os dados armazenados. Os arranjos RAID (Redundant Array of Independent Disks) resolvem esse problema ao combinar vários discos em um único volume lógico, com redundância para proteger as informações.

Em ambientes corporativos, os níveis de RAID mais utilizados são o RAID 5, RAID 6 e RAID 10. O RAID 5 suporta a falha de um disco, enquanto o RAID 6 tolera a falha de até dois discos simultaneamente, o que oferece uma camada extra de segurança. Já o RAID 10 combina espelhamento e distribuição, por isso entrega alto desempenho e excelente redundância, embora com um custo de capacidade maior.

Protocolos de compartilhamento: SMB, NFS e iSCSI

O protocolo SMB (Server Message Block), também conhecido como CIFS, é o padrão para compartilhamento de arquivos em redes Windows. Ele é nativamente compatível com o sistema operacional da Microsoft e se integra facilmente a serviços como o Active Directory para um gerenciamento de permissões centralizado. Quase todos os NAS corporativos suportam esse protocolo.

O NFS (Network File System) é a alternativa mais comum em ambientes baseados em Linux e Unix. Ele oferece um desempenho robusto e é a escolha preferida para muitas aplicações de servidor. Além desses, alguns storages também suportam o iSCSI, um protocolo de armazenamento em bloco que permite a um servidor tratar o espaço no NAS como um disco local, ideal para virtualização e bancos de dados.

Recursos avançados além do simples compartilhamento

Um NAS corporativo vai muito além de apenas servir arquivos. Um dos recursos mais importantes são os snapshots, que criam cópias pontuais do estado dos arquivos. Se os dados forem corrompidos ou atacados por ransomware, os administradores podem restaurar uma versão anterior em poucos minutos, o que minimiza o tempo de inatividade.

A replicação de dados é outra funcionalidade essencial. Ela permite sincronizar automaticamente as informações do NAS principal com um segundo equipamento, que pode estar no mesmo local ou em um site remoto. Em caso de desastre no datacenter principal, o NAS secundário assume as operações, o que garante a continuidade dos serviços.

Escalabilidade: como planejar o crescimento futuro?

Muitas empresas subestimam o crescimento do volume de dados, por isso o planejamento da escalabilidade é fundamental. A abordagem mais simples é o scale-up, que consiste em adicionar mais discos rígidos ao storage existente ou substituir os drives atuais por outros de maior capacidade. Essa estratégia funciona bem até o limite físico do gabinete.

Quando o scale-up não é mais suficiente, a alternativa é o scale-out. Essa técnica envolve adicionar novos servidores NAS ao cluster de armazenamento. O sistema distribui os dados e a carga de trabalho entre todos os nós, o que aumenta tanto a capacidade quanto o desempenho. Soluções de scale-out são mais complexas, mas oferecem uma escalabilidade quase ilimitada.

Integração com serviços de diretório como o Active Directory

Gerenciar centenas ou milhares de contas de usuário localmente em um NAS seria uma tarefa impraticável. Por essa razão, a integração com serviços de diretório, como o Microsoft Active Directory (AD) ou LDAP, é um requisito indispensável em qualquer ambiente corporativo. Essa integração simplifica muito a administração.

Com a integração ativa, o NAS consulta o serviço de diretório para autenticar os usuários e aplicar as permissões de acesso. Os administradores gerenciam as credenciais e as políticas de grupo em um único local, e o storage herda essas configurações automaticamente. Isso garante que apenas pessoas autorizadas acessem pastas e arquivos específicos.

Backup e recuperação: a última linha de defesa

Embora o RAID proteja contra falhas de disco, ele não protege contra exclusão acidental, corrupção de arquivos ou desastres naturais. Portanto, um plano de backup robusto é essencial. Muitos sistemas NAS incluem software de backup integrado que automatiza a cópia dos dados para outros dispositivos ou para a nuvem.

Uma estratégia comum é a regra 3-2-1: manter três cópias dos dados, em dois tipos de mídia diferentes, com uma cópia armazenada fora do local. Um NAS pode ser o repositório principal, com backups replicados para um segundo NAS em outro prédio e também para um serviço de armazenamento em nuvem. Essa abordagem oferece múltiplas camadas de proteção.

Escolhendo a solução de armazenamento ideal para a empresa

A escolha de um Network Attached Storage exige uma análise cuidadosa das necessidades atuais e futuras da organização. O primeiro passo é estimar a capacidade de armazenamento necessária e projetar seu crescimento para os próximos três a cinco anos. Isso evita que o equipamento se torne obsoleto rapidamente.

O desempenho é outro fator decisivo. É preciso avaliar a quantidade de usuários simultâneos e o tipo de carga de trabalho. Aplicações que manipulam arquivos grandes, como edição de vídeo, exigem uma infraestrutura de rede mais rápida e discos de alto desempenho. Já um simples servidor de arquivos para documentos de escritório talvez não precise de tanto poder de processamento.

Por fim, os recursos de segurança e continuidade de negócios, como snapshots, replicação e integração com sistemas de backup, devem ser avaliados. Um bom NAS corporativo não apenas armazena dados, mas também os protege ativamente contra falhas e ameaças. Analisar esses três pilares, capacidade, desempenho e segurança, é a resposta para uma escolha bem-sucedida.


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