Os melhores storages NAS desktop da atualidade
Índice:
- Como escolher o melhor storage NAS desktop?
- A importância do processador e da memória RAM
- Conectividade de rede: O gargalo silencioso
- Baias e a escalabilidade do armazenamento
- O sistema operacional faz toda a diferença
- Slots M.2 NVMe para cache ou armazenamento
- Soluções de backup e recuperação de dados
- Aplicações além do compartilhamento de arquivos
- O NAS ideal para cada necessidade
Muitos usuários e pequenas empresas frequentemente centralizam seus dados em um único local para simplificar o acesso e o gerenciamento. Um storage NAS desktop surge como uma solução prática, pois unifica arquivos, backups e aplicações em um equipamento compacto e sempre conectado à rede local. Esse tipo de dispositivo evoluiu bastante, hoje ele transcende a simples função de um disco de rede compartilhado.
A escolha do modelo ideal, no entanto, raramente é simples. O mercado oferece inúmeras configurações com diferentes processadores, capacidades de memória e opções de conectividade. Entender qual conjunto de especificações atende a uma demanda específica é o primeiro passo para um investimento bem-sucedido. Um equipamento subdimensionado causa lentidão, enquanto um superdimensionado gera custos desnecessários.
Como escolher o melhor storage NAS desktop?
O melhor storage NAS desktop equilibra processamento, memória, conectividade e um sistema operacional com bons recursos para uma carga de trabalho específica. A escolha certa quase sempre começa com uma análise honesta sobre o uso pretendido, seja para backups domésticos, um servidor de mídia para a família, um ambiente colaborativo para um pequeno escritório ou até para hospedar máquinas virtuais.
Para tarefas básicas como compartilhamento de arquivos e backups, um modelo com processador ARM e 2 GB de RAM pode ser suficiente. No entanto, para virtualização, transcodificação de vídeo em tempo real com Plex ou o uso de vários aplicativos simultaneamente, um processador x86 (Intel ou AMD) com pelo menos 4 GB de memória RAM é indispensável. A quantidade de baias para discos também define a capacidade máxima e as opções de redundância disponíveis.
A importância do processador e da memória RAM
O processador é o cérebro do NAS e define diretamente sua capacidade de executar múltiplas tarefas. Processadores ARM são energeticamente eficientes e ótimos para operações de arquivo sequenciais, mas frequentemente sofrem com aplicações mais pesadas. Já as arquiteturas x86, encontradas em modelos mais avançados, entregam um desempenho muito superior para rodar contêineres Docker, máquinas virtuais e softwares que exigem mais poder de computação.
A memória RAM, por sua vez, atua como um espaço de trabalho temporário para o sistema operacional e os aplicativos. Pouca memória causa gargalos, principalmente quando vários usuários acessam o storage ou quando recursos como cache de arquivos estão ativos. Em nossos testes, sistemas com 4 GB ou mais de RAM apresentaram uma resposta significativamente mais rápida em ambientes multitarefa, o que melhora bastante a experiência do usuário.
Conectividade de rede: O gargalo silencioso
Muitos storages modernos ainda vêm com uma porta de rede Gigabit (1GbE), que limita a taxa de transferência a cerca de 125 MB/s. Esse valor é frequentemente insuficiente para tarefas como edição de vídeo diretamente do NAS ou backups de grandes volumes de dados. A lentidão na rede pode mascarar o bom desempenho dos discos e do processador, por isso a conectividade é um ponto crítico.
A presença de portas 2.5GbE ou 10GbE transforma completamente a usabilidade do equipamento. Uma rede 2.5GbE, por exemplo, já eleva a velocidade teórica para mais de 300 MB/s, o que elimina gargalos para a maioria dos HDDs. Alguns modelos ainda oferecem agregação de link, que soma a velocidade de duas ou mais portas para aumentar a largura de banda total e fornecer redundância em caso de falha em uma das conexões.
Baias e a escalabilidade do armazenamento
A quantidade de baias para discos rígidos determina não apenas a capacidade total de armazenamento, mas também as configurações de RAID possíveis. Um NAS com duas baias, por exemplo, geralmente se limita a arranjos RAID 0 (desempenho) ou RAID 1 (espelhamento). Embora o RAID 1 ofereça proteção contra a falha de um disco, ele utiliza apenas metade da capacidade bruta total dos drives.
Equipamentos com quatro ou mais baias abrem um leque muito maior de possibilidades, como os arranjos RAID 5, RAID 6 ou RAID 10. O RAID 5, por exemplo, equilibra desempenho, capacidade e redundância, sendo uma escolha popular para muitos cenários. Ter mais baias também garante uma escalabilidade mais simples no futuro, pois permite adicionar novos discos ao conjunto existente para expandir o espaço sem precisar trocar todo o sistema.
O sistema operacional faz toda a diferença
O software embarcado é talvez o componente mais importante de um NAS moderno. Sistemas como o DiskStation Manager (DSM) da Synology e o QTS da QNAP são extremamente maduros e oferecem interfaces gráficas intuitivas, além de uma vasta loja de aplicativos. Essa característica transforma um simples storage em uma central de serviços multifuncional.
Vale ressaltar a importância do sistema de arquivos utilizado. Opções como Btrfs e ZFS, presentes em vários modelos atuais, oferecem recursos avançados de proteção de dados. Eles suportam snapshots, que criam cópias instantâneas de pastas ou volumes para recuperação rápida, e também realizam a autocorreção de dados para prevenir a "corrupção silenciosa" de arquivos, um problema que raramente é detectado em sistemas mais antigos como o EXT4.
Slots M.2 NVMe para cache ou armazenamento
Vários storages desktop agora incluem slots M.2 NVMe, que podem ser usados de duas maneiras principais. A aplicação mais comum é para a criação de um cache SSD. Nesse cenário, os arquivos acessados com mais frequência são temporariamente armazenados nos SSDs, que são muito mais rápidos que os discos rígidos tradicionais. Isso acelera drasticamente as operações de leitura e escrita de pequenos arquivos.
Em alguns modelos mais sofisticados, os slots M.2 também podem ser usados para criar um volume de armazenamento all-flash. Essa configuração é ideal para hospedar máquinas virtuais ou bancos de dados que demandam altíssimo desempenho de IOPS (operações de entrada e saída por segundo). No entanto, é preciso verificar a compatibilidade, pois nem todo NAS permite usar os slots M.2 para armazenamento direto.
Soluções de backup e recuperação de dados
Um NAS é uma ferramenta fantástica para centralizar backups, mas ele não é um backup em si. A estratégia correta envolve o uso do storage como um repositório primário, com uma cópia adicional dos dados mais críticos em outro local. Os sistemas operacionais dos principais fabricantes oferecem aplicativos robustos para automatizar essa tarefa.
É possível configurar o backup de vários computadores (Windows, macOS, Linux) para o NAS e, em seguida, replicar essas informações para um serviço de nuvem ou para outro storage remoto. A funcionalidade de snapshots, já mencionada, é um grande diferencial, pois protege contra ataques de ransomware. Se os arquivos forem criptografados por um invasor, basta restaurar um snapshot de um momento anterior para recuperar tudo em poucos minutos.
Aplicações além do compartilhamento de arquivos
A versatilidade é um dos maiores atrativos dos storages NAS atuais. Com o hardware adequado, o equipamento pode funcionar como um servidor de mídia Plex, organizando e transmitindo filmes e séries para qualquer dispositivo na rede. Muitos modelos também possuem softwares de vigilância que os transformam em um NVR (Network Video Recorder) para câmeras de segurança.
Para usuários mais técnicos, a capacidade de rodar contêineres Docker e máquinas virtuais abre um mundo de possibilidades. É possível hospedar sites, sistemas de automação residencial, bancos de dados e muito mais, tudo dentro de um único aparelho de baixo consumo energético. Essa flexibilidade consolida vários serviços que antes exigiriam múltiplos servidores dedicados.
O NAS ideal para cada necessidade
Ao final, não existe um único "melhor" storage NAS desktop, mas sim o modelo mais adequado para cada perfil de uso. Para um usuário doméstico que busca apenas centralizar fotos e fazer backups, um modelo de duas baias com processador ARM e rede 1GbE geralmente cumpre bem o seu papel, com um custo bastante acessível.
Já um profissional criativo ou um pequeno escritório que manipula arquivos grandes e precisa de acesso rápido por múltiplos usuários deve investir em um equipamento com pelo menos quatro baias, processador x86, 8 GB de RAM e conectividade 2.5GbE ou superior. A adição de um cache NVMe nesse cenário também trará um ganho de desempenho perceptível. Portanto, a análise criteriosa das próprias necessidades é a resposta para encontrar a solução de armazenamento perfeita.
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