Como escolher um sistema de armazenamento em rede Lenovo
Índice:
- Como escolher um sistema de armazenamento em rede Lenovo?
- Avaliação da capacidade e escalabilidade
- Desempenho do processador e da memória RAM
- Conectividade de rede: 1GbE, 10GbE ou mais?
- Tipos de discos: HDD, SSD ou um arranjo híbrido?
- A importância dos arranjos RAID para proteção de dados
- Recursos de software e sistema operacional
- Compatibilidade com protocolos de rede e ambientes
- Soluções de backup e recuperação de desastres
- Considerações sobre o ambiente físico e o gerenciamento
- Alinhando a escolha com o orçamento de TI
A escolha por um sistema de armazenamento em rede centraliza o acesso aos dados e também simplifica a gestão das informações. Muitas empresas enfrentam o desafio de organizar arquivos dispersos em várias máquinas, o que frequentemente aumenta os riscos com segurança e dificulta a execução de backups consistentes. Um storage de rede resolve esses problemas ao criar um repositório único e controlado.
Os equipamentos da Lenovo oferecem diversas configurações para atender desde pequenos escritórios até grandes datacenters. Cada modelo possui características específicas em hardware e software, por isso a seleção correta depende de uma análise cuidadosa das necessidades do ambiente. Fatores como capacidade, desempenho e recursos para proteção de dados são cruciais para um bom investimento.
Como escolher um sistema de armazenamento em rede Lenovo?
A escolha de um sistema de armazenamento em rede Lenovo exige uma análise detalhada sobre a capacidade, o desempenho, a conectividade e os recursos para proteção de dados. Primeiramente, o volume de informações que será armazenado determina o número de baias e a capacidade dos discos. Além disso, a performance necessária para as aplicações define o processador, a memória RAM e o tipo de rede. Por fim, as funcionalidades do software garantem a segurança e a integridade dos arquivos.
Cada ambiente de TI possui demandas únicas, por isso não existe uma solução universal. Um escritório pequeno talvez precise apenas de um servidor de arquivos simples com dois discos em espelhamento. Em contrapartida, uma empresa com dezenas de máquinas virtuais necessita de um storage com múltiplas portas 10GbE, cache SSD e replicação remota para recuperação de desastres. Portanto, o processo de escolha é sempre consultivo.
Avaliação da capacidade e escalabilidade
Muitos administradores subestimam o crescimento dos dados, o que causa a troca prematura dos equipamentos. Ao avaliar um storage Lenovo, verifique o número máximo de discos que o sistema suporta e se ele aceita unidades de expansão. Alguns modelos desktop são limitados a poucas baias, enquanto as soluções para rackmount frequentemente escalam para dezenas de terabytes.
A escalabilidade é um fator econômico importante. Um sistema que cresce com a demanda evita grandes investimentos iniciais e protege o orçamento. Por exemplo, começar com metade das baias povoadas e adicionar mais discos conforme a necessidade surge é uma estratégia bastante eficiente. Essa abordagem modular oferece flexibilidade e dilui os custos ao longo do tempo.
Desempenho do processador e da memória RAM
O processador e a memória RAM são o coração de qualquer NAS, pois eles ditam a velocidade com que o sistema responde às solicitações. Um processador mais potente, como um Intel Xeon, processa um número maior de conexões simultâneas e executa aplicações internas sem comprometer a transferência de arquivos. Isso é essencial em ambientes com muitos usuários ou com virtualização.
A memória RAM, por sua vez, atua diretamente no cache de leitura e escrita, o que acelera o acesso aos dados mais frequentes. Sistemas com pouca memória podem apresentar lentidão ao lidar com múltiplos serviços, como backup, sincronização com a nuvem e vigilância por vídeo. Geralmente, 8 GB de RAM é um bom ponto de partida para a maioria das pequenas e médias empresas.
Conectividade de rede: 1GbE, 10GbE ou mais?
A interface de rede pode ser o principal gargalo de um sistema de armazenamento. A maioria dos storages Lenovo vem com portas Gigabit Ethernet (1GbE), que são suficientes para tarefas básicas de compartilhamento de arquivos. No entanto, para aplicações mais exigentes, como edição de vídeo em rede ou bancos de dados, uma conexão 10GbE é quase obrigatória.
Alguns equipamentos também oferecem agregação de link, um recurso que combina duas ou mais portas de rede para aumentar a taxa de transferência e fornecer redundância. Se uma porta falhar, o tráfego é automaticamente redirecionado para a outra. Essa funcionalidade melhora a disponibilidade do serviço, um requisito fundamental em qualquer ambiente corporativo.
Tipos de discos: HDD, SSD ou um arranjo híbrido?
A escolha entre discos rígidos (HDD) e unidades de estado sólido (SSD) impacta diretamente o custo e o desempenho do storage. Os HDDs oferecem uma grande capacidade por um preço menor, ideais para arquivamento e backup. Já os SSDs entregam velocidades de leitura e escrita muito superiores, perfeitos para hospedar máquinas virtuais ou bancos de dados com alta demanda de IOPS.
Uma solução híbrida, que combina ambos os tipos de disco, frequentemente representa o melhor equilíbrio. Nesse cenário, os SSDs funcionam como um cache para os dados mais acessados, enquanto os HDDs fornecem a capacidade bruta para armazenamento. Muitos sistemas da Lenovo gerenciam esse tiering de forma automática, o que simplifica a administração e otimiza a performance sem estourar o orçamento.
A importância dos arranjos RAID para proteção de dados
Um arranjo RAID (Redundant Array of Independent Disks) protege os dados contra a falha de um ou mais discos. Sem essa tecnologia, a perda de uma única unidade resultaria na perda total das informações contidas nela. Os storages Lenovo suportam vários níveis RAID, cada um com um balanço diferente entre desempenho, capacidade e redundância.
Para a maioria dos casos de uso corporativo, RAID 5 ou RAID 6 são as escolhas mais comuns. O RAID 5 tolera a falha de um disco, enquanto o RAID 6 suporta a perda de até duas unidades simultaneamente, oferecendo um nível de segurança ainda maior. Vale ressaltar que o RAID não substitui uma rotina de backup, pois ele não protege contra exclusão acidental, corrupção de arquivos ou ataques de ransomware.
Recursos de software e sistema operacional
O sistema operacional de um NAS define suas funcionalidades e a facilidade de gerenciamento. As soluções da Lenovo geralmente utilizam um sistema baseado em Linux com uma interface web intuitiva, que permite configurar compartilhamentos, usuários e permissões com poucos cliques. Além disso, o software embarcado oferece recursos avançados que agregam muito valor ao hardware.
Funcionalidades como snapshots, por exemplo, criam cópias instantâneas dos dados em um ponto no tempo. Elas são extremamente úteis para reverter rapidamente alterações indesejadas ou recuperar arquivos após um ataque de ransomware. Outro recurso importante é a replicação remota, que sincroniza os dados com outro storage em um local físico diferente para fins de recuperação de desastres.
Compatibilidade com protocolos de rede e ambientes
Um sistema de armazenamento precisa se integrar perfeitamente à infraestrutura existente. Por isso, a compatibilidade com múltiplos protocolos de rede é fundamental. Os storages da Lenovo suportam os principais protocolos do mercado, como SMB/CIFS para redes Windows, NFS para ambientes Linux e Unix, e AFP para dispositivos macOS.
Para ambientes de virtualização, o suporte ao protocolo iSCSI é essencial. Ele permite que servidores VMware vSphere ou Microsoft Hyper-V acessem o armazenamento em bloco pela rede como se fosse um disco local. A integração com serviços de diretório, como o Microsoft Active Directory, também simplifica muito o gerenciamento de permissões, pois utiliza as mesmas contas de usuário e grupos já existentes na rede.
Soluções de backup e recuperação de desastres
Muitas empresas utilizam um NAS como destino principal para o backup de servidores e estações de trabalho. Os sistemas da Lenovo são compatíveis com as principais ferramentas de backup do mercado e também incluem soluções nativas para automatizar essas tarefas. É possível agendar backups de pastas específicas e até mesmo sincronizar os dados com serviços de nuvem como Amazon S3 ou Microsoft Azure.
Ainda assim, o próprio storage precisa ser protegido. Uma estratégia de backup 3-2-1 recomenda manter três cópias dos dados, em duas mídias diferentes, com uma cópia fora do local principal. A replicação para um segundo NAS em outra filial ou para a nuvem cumpre esse requisito e garante a continuidade dos negócios mesmo em caso de um desastre local, como um incêndio ou uma inundação.
Considerações sobre o ambiente físico e o gerenciamento
O formato físico do equipamento é uma decisão prática, mas importante. Os modelos desktop são compactos e mais silenciosos, ideais para escritórios sem uma sala de servidores dedicada. Já os modelos para rackmount são projetados para instalação em gabinetes padrão de 19 polegadas, comuns em datacenters, onde a densidade e o gerenciamento centralizado são prioridades.
O consumo de energia e a geração de calor também devem ser considerados, especialmente em operações contínuas. Muitos storages Lenovo possuem fontes de alimentação redundantes e hot swappable, o que aumenta a disponibilidade do sistema. Esses recursos permitem a troca de um componente defeituoso sem a necessidade de desligar o equipamento, uma característica vital para operações críticas.
Alinhando a escolha com o orçamento de TI
O custo final de um sistema de armazenamento em rede varia drasticamente com base na configuração escolhida. Um modelo básico com dois discos rígidos pode ter um preço acessível, enquanto uma solução all-flash com conectividade 10GbE e software avançado exige um investimento consideravelmente maior. Por isso, é fundamental alinhar as especificações técnicas com o orçamento disponível.
Uma análise criteriosa do custo total de propriedade, que inclui não apenas o preço de compra, mas também os custos com energia, manutenção e possíveis atualizações, ajuda a tomar uma decisão mais informada. Frequentemente, investir um pouco mais em um sistema com maior escalabilidade ou melhores recursos de gerenciamento se paga a longo prazo. A escolha correta transforma o storage de uma simples despesa em um ativo estratégico para a empresa.
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