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Erros mais frequentes ao adquirir um network server

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Muitas empresas enfrentam dificuldades com sua infraestrutura de TI porque a escolha de um network server parece uma tarefa simples à primeira vista. No entanto, um erro nessa etapa frequentemente resulta em gargalos de desempenho, custos inesperados e até mesmo na perda de dados críticos. A decisão raramente se resume apenas ao preço ou à capacidade de armazenamento anunciada pelo fabricante.

Um equívoco bastante comum é focar apenas nas especificações de hardware sem considerar o ecossistema completo onde o equipamento vai operar. Alguns gestores compram servidores potentes que, na prática, ficam subutilizados ou são incompatíveis com softwares legados. Por isso, uma análise prévia das necessidades reais do negócio evita muitos problemas futuros e otimiza o investimento.

Quais são os erros mais comuns ao escolher um network server?

Os erros mais comuns ao escolher um network server incluem o dimensionamento inadequado, a escolha de componentes de baixo desempenho, a negligência com a redundância e a falta de planejamento para escalabilidade. Muitos compradores também confundem arranjos RAID com uma solução de backup, o que expõe a empresa a riscos graves.

Outro ponto frequentemente ignorado é a compatibilidade do sistema com a infraestrutura de rede e os protocolos já existentes. Um servidor com portas de 1GbE, por exemplo, se torna um grande gargalo em uma rede projetada para 10GbE. Da mesma forma, a falta de suporte a protocolos como iSCSI ou NFS pode inviabilizar projetos de virtualização ou compartilhamento centralizado.

Ignorar o dimensionamento correto da capacidade e do desempenho

Um dos erros mais caros é adquirir um servidor sem uma análise detalhada da demanda atual e futura. Muitas equipes de TI compram um equipamento que atende às necessidades do presente, mas que se esgota em poucos meses. Esse cenário quase sempre força a aquisição de um novo sistema ou uma expansão custosa e complexa.

O problema inverso também acontece. Alguns gestores investem em um network server superdimensionado, com muito mais processamento e armazenamento do que o necessário. Embora pareça uma atitude segura, essa escolha imobiliza um capital que poderia ser alocado em outras áreas estratégicas. Portanto, o ideal é projetar o crescimento para um período entre três e cinco anos.

Subestimar a importância dos componentes internos

O desempenho de um network server depende diretamente da qualidade de seus componentes internos, como processador, memória RAM e controladoras. Um erro frequente é escolher um modelo com um processador de entrada para economizar. No entanto, uma CPU fraca limita severamente o número de conexões simultâneas e a velocidade de processamento das tarefas.

A memória RAM também exerce um papel fundamental, principalmente em ambientes que executam máquinas virtuais ou aplicações que demandam muito cache. Pouca memória causa lentidão e instabilidade, pois o sistema operacional precisa usar o armazenamento em disco para compensar. Esse processo, conhecido como swapping, degrada bastante a experiência do usuário e a resposta das aplicações.

Escolher os discos rígidos errados para a carga de trabalho

Muitos compradores instalam discos rígidos de desktop em servidores para reduzir o custo inicial do projeto. Essa é uma péssima ideia, porque esses HDDs não foram projetados para operar 24/7 sob cargas de trabalho intensas. Como resultado, a taxa de falha é muito maior, o que compromete a integridade dos dados e a disponibilidade do serviço.

Para ambientes corporativos, a escolha correta são os discos SAS ou SATA de classe empresarial, que possuem maior MTBF (tempo médio entre falhas) e tecnologias para mitigar vibrações. Em cenários que exigem alta performance, os SSDs corporativos são a melhor alternativa, pois oferecem IOPS e taxas de transferência muito superiores, ainda que o custo por terabyte seja mais elevado.

Negligenciar a redundância e a tolerância a falhas

Qualquer componente de hardware pode falhar, e um network server sem redundância é um ponto único de falha em toda a infraestrutura. Um erro grave é adquirir um equipamento com apenas uma fonte de alimentação ou uma única porta de rede. Se um desses componentes falhar, todo o serviço fica indisponível até a substituição da peça.

Para mitigar esse risco, é essencial investir em servidores com fontes de alimentação redundantes e hot-swappable. O mesmo vale para as portas de rede, que podem ser configuradas em agregação de link para aumentar a largura de banda e garantir o failover. Arranjos RAID, como RAID 5, 6 ou 10, também são indispensáveis para proteger os dados contra a falha de um ou mais discos.

Não planejar a escalabilidade futura do sistema

Uma empresa dinâmica precisa de uma infraestrutura de TI que acompanhe seu crescimento. No entanto, muitos gestores compram um network server sem pensar na expansão futura. Adquirir um modelo com todas as baias de disco já ocupadas, por exemplo, limita drasticamente as opções de upgrade de capacidade no futuro.

Existem duas principais estratégias de escalabilidade: scale-up e scale-out. O scale-up envolve adicionar mais recursos (discos, RAM) ao servidor existente. Já o scale-out consiste em adicionar novos servidores (nós) ao cluster. A escolha entre as duas abordagens depende da aplicação, mas o equipamento adquirido precisa suportar pelo menos uma delas de forma eficiente.

Desconsiderar a compatibilidade com o ecossistema existente

Um network server nunca opera isoladamente. Ele precisa se integrar perfeitamente ao ambiente de TI existente, o que inclui sistemas operacionais, softwares de virtualização e soluções de backup. Ignorar a compatibilidade frequentemente gera problemas complexos de configuração e gerenciamento.

Antes da compra, é fundamental verificar se o sistema operacional do servidor suporta os protocolos de rede utilizados pela empresa, como SMB/CIFS para ambientes Windows ou NFS para Linux. Além disso, a compatibilidade com plataformas como VMware vSphere ou Microsoft Hyper-V é crucial para projetos de virtualização. A falta de um driver ou de uma certificação oficial pode inviabilizar todo o projeto.

Confundir RAID com uma estratégia de backup

Talvez o erro conceitual mais perigoso seja acreditar que um arranjo RAID substitui a necessidade de um backup. O RAID é uma tecnologia de redundância que protege os dados contra a falha física de um ou mais discos rígidos. Ele não oferece qualquer proteção contra exclusão acidental, corrupção de arquivos ou ataques de ransomware.

Se um usuário apagar uma pasta importante ou se um malware criptografar todos os dados, o RAID vai simplesmente replicar essa ação destrutiva em todos os discos do arranjo. Por isso, uma estratégia de backup robusta, baseada na regra 3-2-1, é absolutamente necessária. Ela garante que existam múltiplas cópias dos dados em mídias e locais diferentes para uma recuperação segura.

Como uma escolha informada impacta a infraestrutura de TI?

Evitar esses erros comuns transforma a aquisição de um network server de um potencial problema em um verdadeiro ativo estratégico. Um sistema bem dimensionado, redundante e escalável melhora a produtividade dos colaboradores e a estabilidade dos serviços. Ele também reduz os custos operacionais a longo prazo, pois minimiza a necessidade de manutenções emergenciais e upgrades prematuros.

Portanto, a análise cuidadosa das necessidades, a escolha de componentes adequados e o planejamento para o futuro são as bases para uma decisão acertada. Um network server corretamente implementado fortalece toda a infraestrutura de TI, pois garante que os dados estejam sempre disponíveis, seguros e acessíveis para quem precisa. Essa é a resposta para construir um ambiente tecnológico confiável.


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