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Network storages all-flash com recursos avançados de alta disponibilidade

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Muitas empresas enfrentam perdas financeiras significativas por causa da indisponibilidade dos seus sistemas. Qualquer interrupção no acesso a dados críticos paralisa operações, afeta clientes e prejudica a reputação da marca. Ambientes que executam bancos de dados, máquinas virtuais ou aplicações de missão crítica simplesmente não podem parar, o que torna a resiliência da infraestrutura uma prioridade absoluta.

Um storage all-flash, por si só, já entrega um desempenho muito superior aos sistemas baseados em discos rígidos. Sua baixa latência e alta taxa de IOPS aceleram qualquer carga de trabalho. No entanto, a velocidade isoladamente não resolve o problema da continuidade. Para isso, os fabricantes desenvolveram network storages com recursos avançados de alta disponibilidade, que combinam a performance dos SSDs com uma arquitetura tolerante a falhas.

O que são storages all-flash com alta disponibilidade?

Um storage all-flash com alta disponibilidade é um sistema de armazenamento em rede que utiliza exclusivamente memórias SSD e foi projetado com redundância em todos os seus componentes críticos. O objetivo principal dessa arquitetura é eliminar qualquer ponto único de falha, para que o sistema continue operacional mesmo após a avaria de um ou mais elementos de hardware ou software.

Essa estrutura geralmente inclui controladoras, fontes de alimentação, módulos de ventilação e portas de rede duplicadas. Se um desses componentes falha, seu par redundante assume a carga de trabalho automaticamente, quase sempre sem qualquer interrupção perceptível para os usuários ou aplicações. Essa transição transparente é o que define um verdadeiro sistema de alta disponibilidade e o diferencia de soluções de armazenamento comuns.

Como as controladoras redundantes evitam a paralisação do sistema?

As controladoras redundantes são o cérebro de um storage de alta disponibilidade e frequentemente operam em um modelo ativo-ativo ou ativo-passivo. No modo ativo-ativo, ambas as controladoras processam requisições de leitura e escrita simultaneamente, o que equilibra a carga e melhora o desempenho geral. Se uma delas falha, a outra assume imediatamente todo o fluxo de trabalho, sem qualquer impacto no acesso aos dados.

No modelo ativo-passivo, uma controladora principal gerencia todas as operações, enquanto a secundária permanece em standby, sincronizada em tempo real. Caso a controladora ativa apresente algum problema, um processo chamado failover é acionado e a controladora passiva assume o controle em poucos segundos. Para as aplicações conectadas, essa troca é quase sempre transparente, o que impede a paralisação dos serviços.

Qual o papel das fontes e ventoinhas hot-swappable na continuidade?

As fontes de alimentação e os módulos de ventilação são componentes físicos essenciais para a operação contínua de qualquer equipamento. Vários storages de alta disponibilidade possuem duas ou mais fontes de energia. Cada uma delas é capaz de alimentar todo o sistema sozinha. Assim, se uma fonte queimar ou o circuito elétrico conectado a ela falhar, a outra mantém o equipamento funcionando sem interrupções.

A característica hot-swappable desses componentes também simplifica muito a manutenção. Isso significa que um técnico pode substituir uma fonte de alimentação ou um módulo de ventilação defeituoso com o storage em pleno funcionamento. Não há necessidade de agendar uma janela de manutenção para desligar o sistema, o que garante a disponibilidade dos dados e reduz drasticamente o tempo de reparo.

RAID avançado e snapshots protegem os dados contra falhas?

O arranjo RAID (Redundant Array of Independent Disks) é uma tecnologia fundamental para a proteção contra falhas de disco. Configurações como RAID 6 ou RAID 10 distribuem os dados e a paridade entre vários SSDs. Desse modo, o sistema pode suportar a falha de um ou até mais discos sem perder dados. Enquanto o disco defeituoso é substituído, o storage continua acessível, embora com um desempenho ligeiramente reduzido durante o processo de reconstrução do arranjo.

Por outro lado, os snapshots protegem contra falhas lógicas, como a corrupção de arquivos, exclusões acidentais ou ataques de ransomware. Eles criam cópias pontuais e imutáveis dos dados que podem ser restauradas rapidamente. Muitos sistemas modernos, com sistemas de arquivos como Btrfs ou ZFS, executam essa tarefa com eficiência e sem impacto significativo no desempenho, o que adiciona uma camada extra de segurança.

A replicação de dados entre storages garante a recuperação em desastres?

A replicação de dados eleva a alta disponibilidade para um nível geográfico, pois copia os dados para um segundo storage localizado em outro rack, sala ou até mesmo em um datacenter diferente. Essa técnica é vital para um plano de recuperação de desastres. Se o local principal for comprometido por um incêndio, inundação ou falha de energia generalizada, as operações podem ser transferidas para o site secundário.

Existem dois tipos principais de replicação. A replicação síncrona garante que um dado só é confirmado após ser gravado nos dois storages, o que resulta em zero perda de dados (RPO=0). No entanto, ela exige uma conexão de rede com latência muito baixa. Já a replicação assíncrona envia os dados em intervalos programados, o que tolera distâncias maiores, mas pode ter uma pequena janela de perda de dados (RPO>0).

Como a redundância de rede impede a perda de acesso ao storage?

Um storage pode estar perfeitamente funcional, mas se a rede falhar, ele se torna inacessível. Para evitar esse problema, os sistemas de alta disponibilidade usam duas estratégias principais. A primeira é a agregação de link (LACP), que combina várias portas de rede físicas em um único canal lógico. Isso aumenta a largura de banda e garante que, se um cabo ou porta de switch falhar, o tráfego de dados continue fluindo pelos caminhos restantes.

A segunda estratégia é o Multipath I/O (MPIO), comum em ambientes SAN com protocolos como iSCSI ou Fibre Channel. O MPIO estabelece múltiplos caminhos entre os servidores e o storage. Se um caminho completo, incluindo switches e adaptadores de rede, ficar indisponível, o tráfego é automaticamente redirecionado por uma rota alternativa. Essa abordagem remove a rede como um ponto único de falha.

O que é um cluster de armazenamento e como ele funciona?

Um cluster de armazenamento representa um dos níveis mais altos de disponibilidade, pois une dois ou mais storages (nós) para que trabalhem como uma única entidade. Os dados são espelhados ou distribuídos entre os nós do cluster. Essa configuração garante que, se um nó inteiro falhar, o outro nó assume imediatamente todas as suas operações, mantendo os dados e serviços online sem qualquer interrupção.

O processo de failover em um cluster é totalmente automatizado. Os nós monitoram constantemente a saúde um do outro através de uma conexão dedicada, conhecida como heartbeat. Se um nó para de responder, o outro assume seu endereço IP e suas LUNs, redirecionando todo o tráfego. Essa arquitetura é frequentemente usada em ambientes de virtualização e bancos de dados, onde a continuidade do negócio é inegociável.

Por que a baixa latência do all-flash é vital para a alta disponibilidade?

A performance do storage impacta diretamente a percepção de disponibilidade. Um sistema lento, com alta latência, pode fazer com que algumas aplicações expirem suas requisições (timeout) e se comportem como se o armazenamento estivesse offline. Os storages all-flash entregam tempos de resposta consistentemente baixos, na casa dos microssegundos, o que garante que as aplicações sempre recebam os dados dentro do tempo esperado.

Além disso, a baixa latência acelera os próprios mecanismos de alta disponibilidade. Um processo de failover ou a reconstrução de um arranjo RAID ocorrem muito mais rápido em um ambiente all-flash. Isso reduz a janela de vulnerabilidade na qual o sistema opera em um estado de degradação. Em resumo, a performance dos SSDs não apenas acelera as operações normais, mas também fortalece a resiliência do sistema durante uma falha.

A escolha certa para ambientes que não podem parar

Os network storages all-flash com recursos avançados de alta disponibilidade são muito mais do que apenas soluções de armazenamento rápidas. Eles formam a base de uma infraestrutura de TI resiliente, projetada para suportar falhas de hardware, problemas de software e até mesmo desastres locais sem comprometer a continuidade das operações de negócio.

O investimento em controladoras redundantes, componentes hot-swappable, replicação de dados e clusters de armazenamento se traduz diretamente em menos tempo de inatividade, maior produtividade e proteção contra perdas financeiras. Cada um desses recursos mitiga um risco específico, e juntos eles criam um ecossistema de armazenamento extremamente confiável.

Portanto, para qualquer organização que dependa do acesso contínuo aos seus dados para operar, a adoção dessa tecnologia não é um luxo, mas uma necessidade estratégica. Para ambientes críticos que exigem desempenho e resiliência, essa arquitetura é a resposta definitiva.


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