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Estratégias de backup e recuperação para NAS híbridos

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Muitas empresas e usuários avançados adotam storages NAS híbridos para equilibrar desempenho e capacidade. Esses sistemas combinam a velocidade dos SSDs para cache ou tiering com o custo-benefício dos HDDs para armazenamento massivo. Essa arquitetura, no entanto, introduz algumas complexidades nas rotinas de proteção de dados. Uma falha na estratégia de backup pode expor tanto os dados "quentes" nos SSDs quanto o grande volume de arquivos nos discos rígidos.

Proteger um ambiente híbrido exige mais que uma simples cópia dos arquivos. A estratégia ideal deve considerar a integridade dos dados, a velocidade para recuperação e a proteção contra desastres. Sem um plano bem definido, a restauração de um sistema pode se tornar um processo lento e falho. Portanto, é fundamental conhecer as ferramentas e as metodologias disponíveis para garantir a continuidade das operações.

O que caracteriza um backup eficaz para um NAS híbrido?

Um backup eficaz para um NAS híbrido vai além da cópia de arquivos, pois precisa preservar a estrutura lógica dos dados e as configurações do sistema. A solução deve ser capaz de lidar com a dinâmica do tiering, onde os dados se movem entre os SSDs e HDDs. Felizmente, a maioria dos softwares de backup opera no nível do sistema de arquivos. Isso simplifica o processo, pois o software lê os dados sem precisar saber sua localização física.

A eficácia também é medida pelos objetivos de tempo de recuperação (RTO) e ponto de recuperação (RPO). O RTO define quanto tempo a empresa pode ficar com o sistema indisponível, enquanto o RPO estabelece a quantidade máxima de dados que pode ser perdida. Em um NAS híbrido, snapshots frequentes podem reduzir drasticamente o RPO para minutos. Já um backup completo em outra localidade atende a um RTO mais longo, focado em desastres.

A regra 3-2-1 aplicada a ambientes híbridos

A clássica regra 3-2-1 continua sendo uma base sólida para a proteção de dados em qualquer sistema, incluindo os NAS híbridos. Ela recomenda manter três cópias dos seus dados, em dois tipos de mídia diferentes, com pelo menos uma cópia armazenada fora do local principal. Essa abordagem minimiza o risco de perda total por uma falha única, seja um defeito no hardware, um ataque de ransomware ou um desastre natural.

Para um NAS híbrido, a primeira cópia é o dado original no próprio equipamento. A segunda cópia pode ser um backup local em um disco rígido externo ou em outro servidor na mesma rede, o que agiliza bastante as restaurações. A terceira cópia, e talvez a mais importante, deve estar em um local geograficamente distinto. Muitas organizações utilizam serviços de armazenamento em nuvem para cumprir esse requisito, garantindo a recuperação mesmo se o escritório principal for comprometido.

Snapshots como ferramenta de recuperação rápida

Vários sistemas operacionais de NAS modernos, como os baseados em Btrfs ou ZFS, oferecem a funcionalidade de snapshots. Um snapshot cria um registro pontual e imutável do estado dos arquivos e pastas. Esse processo é quase instantâneo e consome pouquíssimo espaço adicional inicialmente. Por isso, ele se torna uma ferramenta poderosa para reverter rapidamente alterações indesejadas, como a exclusão acidental de um arquivo ou a criptografia por ransomware.

É fundamental entender que snapshots não são um backup verdadeiro. Eles residem no mesmo volume de armazenamento que os dados originais. Se o array de discos falhar ou o equipamento for danificado, os snapshots serão perdidos junto com os dados. Portanto, eles devem ser usados como uma primeira camada de defesa para recuperações operacionais do dia a dia. A sua combinação com um backup tradicional cria uma defesa muito mais completa.

Backup local como primeira linha de defesa

Realizar um backup do NAS para outro dispositivo na mesma rede local é frequentemente a estratégia mais rápida para recuperação. Um segundo NAS, um servidor de arquivos ou até mesmo um DAS (Direct Attached Storage) podem servir como destino. A principal vantagem dessa abordagem é a velocidade, pois a transferência de dados ocorre pela rede local, geralmente em gigabit ou 10GbE, sem depender da velocidade da internet.

Essa cópia local é ideal para restaurar grandes volumes de dados ou até mesmo o sistema inteiro após uma falha lógica ou um problema de hardware que não afete todo o ambiente. No entanto, o backup local compartilha as mesmas vulnerabilidades físicas do sistema principal. Um incêndio, uma inundação ou um roubo no local comprometeriam ambas as cópias. Por essa razão, ele nunca deve ser a única estratégia de proteção existente.

Replicação remota para continuidade dos negócios

Para ambientes corporativos que não podem tolerar tempo de inatividade, a replicação remota é uma solução avançada. Essa técnica sincroniza os dados do NAS híbrido principal com um segundo equipamento idêntico em outro local. A sincronização pode ser assíncrona, com atualizações periódicas, ou síncrona, que espelha as escritas em tempo real, embora esta última exija uma conexão de rede de altíssima velocidade e baixa latência.

Com a replicação, se o NAS principal falhar, o administrador de sistemas pode rapidamente acionar o failover para o equipamento secundário. Isso minimiza a interrupção dos serviços e mantém as operações funcionando. Embora seja uma estratégia muito eficaz, seu custo é consideravelmente mais alto. A empresa precisa investir em um segundo hardware e em um link de rede robusto entre os dois locais.

A importância do backup na nuvem

O backup na nuvem cumpre perfeitamente o requisito de uma cópia offsite da regra 3-2-1. Muitos fabricantes de NAS já integram clientes para serviços como Amazon S3, Google Cloud Storage ou Microsoft Azure Blob Storage em seus sistemas operacionais. Essa integração simplifica a configuração de rotinas automáticas que enviam os dados importantes para um datacenter seguro e geograficamente distante.

A principal vantagem é a resiliência contra desastres locais. Além disso, a nuvem oferece escalabilidade quase infinita, onde você paga apenas pelo espaço que utiliza. O ponto de atenção, no entanto, é o tempo de recuperação. Restaurar terabytes de dados a partir da nuvem pode levar muitas horas ou até dias, dependendo da velocidade do link de internet. Por isso, a nuvem funciona melhor para recuperação de desastres do que para restauros operacionais rápidos.

Como o tiering automático afeta as políticas de backup?

Uma dúvida comum em NAS híbridos é como o tiering automático, que move dados entre SSDs e HDDs, impacta o backup. A boa notícia é que, na maioria dos casos, o impacto é mínimo para o administrador. O software de backup interage com o sistema de arquivos, que apresenta uma visão unificada dos dados. O backup copia o arquivo "documento.docx" sem se preocupar se ele está fisicamente no SSD ou no HDD naquele momento.

O desempenho do backup, contudo, pode ser afetado. Se a rotina de backup precisar ler uma grande quantidade de dados "frios" que foram movidos para os HDDs, a velocidade da cópia será limitada pela performance dos discos rígidos. Algumas soluções mais avançadas podem se beneficiar do cache SSD para acelerar a leitura, mas isso depende da implementação específica do fabricante do NAS. Geralmente, o processo é transparente para o usuário final.

Verificação e testes de recuperação são essenciais

Uma estratégia de backup só é confiável se for testada. Muitas equipes de TI executam rotinas de backup por meses ou anos sem nunca tentar uma restauração. Esse é um erro perigoso, pois o backup pode estar corrompido ou incompleto sem que ninguém perceba. Apenas um teste prático de recuperação valida a integridade dos dados e a eficácia do procedimento.

É recomendável agendar testes de recuperação periódicos, talvez trimestralmente. O ideal é restaurar uma amostra de arquivos importantes, ou até mesmo uma máquina virtual inteira, para um ambiente de teste isolado. Esse processo confirma que os dados estão legíveis e que a equipe sabe executar os passos necessários durante uma emergência real. Um backup que nunca foi testado é pouco mais que uma esperança.

Integrando as estratégias para uma proteção completa

Nenhuma estratégia isolada oferece proteção absoluta para um NAS híbrido. A segurança real vem da combinação de várias camadas de defesa. Uma abordagem robusta integra diferentes métodos para cobrir múltiplos cenários de falha. Essa diversidade de técnicas garante que sempre haverá um caminho para recuperar os dados, independentemente da natureza do problema.

Um plano de proteção ideal pode, por exemplo, usar snapshots a cada hora para recuperação rápida de erros do usuário. Adicionalmente, um backup local completo pode ser executado todas as noites para restauros operacionais. Para completar, um backup semanal dos dados mais críticos para a nuvem protege contra desastres de grande escala. A combinação inteligente dessas estratégias é a resposta para a segurança dos dados em ambientes híbridos.


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