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NAS all-flash: redundância como diferencial de segurança

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Muitas empresas adotam sistemas NAS all-flash para acelerar o acesso a dados e otimizar cargas de trabalho intensivas. O foco quase sempre recai sobre o ganho de velocidade e a baixa latência, que são benefícios inegáveis dos SSDs. No entanto, um diferencial frequentemente subestimado nesses equipamentos é a forma como seus múltiplos mecanismos de redundância fortalecem a segurança da informação.

A redundância vai muito além da simples continuidade operacional. Em um ambiente digital onde a indisponibilidade de dados representa uma falha grave de segurança, as camadas de proteção contra falhas de um storage all-flash funcionam como uma barreira robusta. Essa arquitetura resiliente protege os dados não apenas contra defeitos de hardware, mas também contra as consequências de erros humanos e ataques cibernéticos.

O que é redundância em um NAS all-flash?

A redundância em um NAS all-flash é a duplicação estratégica de componentes críticos para que o sistema continue funcionando mesmo após a falha de uma ou mais peças. Essa abordagem elimina pontos únicos de falha, que são elos fracos na infraestrutura. Em vez de depender de um único componente, o storage distribui a carga ou transfere a função para uma peça reserva de forma automática, sem qualquer interrupção para os usuários.

Essa proteção abrange diversos níveis do hardware. Começa com os próprios SSDs, organizados em arranjos RAID que toleram a falha de uma ou mais unidades sem perda de dados. Além disso, se estende a componentes vitais do sistema, como fontes de alimentação, controladoras de armazenamento e portas de rede. Cada elemento duplicado adiciona uma camada extra de segurança, pois garante que um problema isolado não cause um colapso geral.

Vale ressaltar que a implementação correta é fundamental. Por exemplo, fontes redundantes devem ser conectadas a circuitos elétricos distintos. Da mesma forma, portas de rede agregadas precisam estar ligadas a switches diferentes. Sem esse cuidado, a redundância do NAS se torna ineficaz, pois um problema externo ainda poderia derrubar todo o sistema.

Como os arranjos RAID em SSDs fortalecem a segurança?

Os arranjos RAID (Redundant Array of Independent Disks) são a primeira linha de defesa contra a perda de dados causada por falhas de hardware. Em um sistema all-flash, o RAID distribui os dados e a paridade entre vários SSDs. Se uma unidade falhar, o sistema a reconstrói usando as informações das outras, por isso os dados permanecem intactos e acessíveis durante todo o processo.

Embora os SSDs corporativos sejam muito confiáveis, eles não são imunes a falhas. Nesses casos, a escolha do nível RAID é decisiva. Configurações como RAID 6 ou RAID 10 oferecem proteção contra a falha simultânea de duas unidades, algo que aumenta a segurança em pools de armazenamento com muitos drives. O RAID 5, embora popular, raramente é recomendado para grandes volumes, pois uma segunda falha durante o demorado tempo de reconstrução resultaria em perda total dos dados.

A performance dos SSDs também traz um benefício indireto à segurança. O tempo para reconstruir um arranjo RAID degradado é drasticamente menor em um sistema all-flash comparado a um baseado em HDDs. Essa agilidade reduz a "janela de vulnerabilidade", período em que o arranjo opera com proteção reduzida, e restaura a redundância completa muito mais rápido.

O papel das controladoras duplas na continuidade do acesso

A controladora é o cérebro do NAS, responsável por gerenciar todas as operações de leitura e escrita, permissões de acesso e serviços de rede. Em um sistema com apenas uma controladora, sua falha significa a paralisação completa do armazenamento. Por isso, equipamentos corporativos frequentemente utilizam uma arquitetura com controladoras duplas (dual-controller) para eliminar esse ponto único de falha.

Nessa configuração, duas controladoras operam em modo ativo-passivo ou ativo-ativo. Se a controladora principal falhar por qualquer motivo, a secundária assume suas funções instantaneamente em um processo chamado failover. Os usuários e as aplicações não percebem a transição, pois o acesso aos dados é mantido sem interrupções. Essa capacidade de failover automático é um pilar da alta disponibilidade.

A continuidade do acesso é, em si, uma medida de segurança. Um downtime não planejado pode interromper processos críticos, como sistemas de vigilância ou bancos de dados transacionais. Além disso, a indisponibilidade de dados pode violar acordos de nível de serviço (SLAs) e criar um cenário caótico que, algumas vezes, abre brechas para outras ameaças.

Fontes de alimentação e redes redundantes como barreiras físicas

Problemas na infraestrutura física, como falhas elétricas ou de rede, são causas comuns de indisponibilidade. Um NAS all-flash preparado para ambientes críticos mitiga esses riscos com fontes de alimentação (PSUs) e portas de rede redundantes. As PSUs duplas garantem que o equipamento continue ligado mesmo se uma fonte queimar ou um circuito elétrico falhar.

Da mesma forma, múltiplas portas Ethernet aumentam a resiliência da conectividade. Elas podem ser configuradas em modo de agregação de link (LACP) para somar a largura de banda e prover failover. Se um cabo for desconectado, uma porta de switch queimar ou uma das interfaces de rede do NAS falhar, o tráfego é redirecionado automaticamente pelas portas restantes, mantendo a comunicação com a rede.

Esses recursos protegem o sistema contra ameaças que estão fora do próprio storage. Um pico de energia que danifica uma PSU ou um erro de configuração em um switch de rede não resultará em perda de acesso aos arquivos. Assim, a redundância de hardware transforma o NAS em um cofre de dados mais resistente a falhas do ambiente ao seu redor.

Snapshots e replicação como camadas lógicas de proteção

A redundância não se limita ao hardware. Os sistemas operacionais modernos dos storages oferecem mecanismos de proteção lógica, como os snapshots. Um snapshot é uma "fotografia" instantânea e somente leitura de um volume ou pasta em um ponto específico no tempo. Ele protege contra falhas lógicas, como a exclusão acidental de arquivos, corrupção por software ou um ataque de ransomware.

Se um desastre lógico ocorrer, um administrador pode restaurar os dados para o estado em que estavam no momento do snapshot, uma tarefa que leva poucos minutos. Em sistemas de arquivos avançados como Btrfs ou ZFS, os snapshots são muito eficientes e ocupam pouco espaço, o que possibilita a criação de cópias frequentes com impacto mínimo no desempenho do sistema.

A replicação remota eleva essa proteção a um novo patamar. Ela copia os snapshots (ou os dados em tempo real) para um segundo NAS, geralmente localizado em outro prédio ou cidade. Esse mecanismo é a principal defesa contra desastres que afetam um local inteiro, como incêndios, inundações ou quedas de energia prolongadas, pois garante que uma cópia segura dos dados esteja sempre disponível em outro lugar.

Por que o failover automático é essencial para a segurança?

O failover automático, presente em configurações de alta disponibilidade (HA) com dois ou mais storages, é um recurso de segurança proativo. Em um cluster de HA, os servidores de armazenamento trabalham em conjunto. Se o NAS principal ficar totalmente indisponível, o secundário assume todas as operações de forma transparente, um processo que frequentemente leva apenas alguns segundos.

Essa transição imediata preserva a integridade das aplicações que dependem do armazenamento. Para um servidor de virtualização ou um banco de dados, a perda de conexão com o storage pode corromper dados e exigir uma recuperação manual complexa e demorada. O failover automático evita esse cenário, pois mantém o fluxo de dados constante e as aplicações em funcionamento.

Além disso, o failover garante que políticas de segurança, como listas de controle de acesso (ACLs) e configurações de rede, permaneçam ativas. Durante uma recuperação manual, há um risco maior de erros humanos que podem deixar os dados expostos temporariamente. A automação do processo de failover minimiza essa ameaça e assegura a aplicação contínua das regras de segurança.

O impacto do desempenho all-flash nos tempos de recuperação

A alta performance de um NAS all-flash é um fator que acelera diretamente as rotinas de segurança e recuperação. A velocidade de leitura e escrita dos SSDs reduz drasticamente o tempo necessário para executar tarefas críticas, como a reconstrução de um arranjo RAID, a restauração de um backup ou a sincronização de dados entre dois sites.

Por exemplo, restaurar uma máquina virtual de vários terabytes a partir de um snapshot é uma operação muito mais rápida em um ambiente all-flash. O mesmo acontece ao se recuperar de um ataque de ransomware. A capacidade de reverter rapidamente um volume inteiro para um estado anterior ao ataque minimiza o tempo de inatividade (RTO) e, consequentemente, o impacto financeiro e operacional do incidente.

Essa agilidade na recuperação é um componente de segurança por si só. Quanto mais rápido uma empresa consegue restaurar seus sistemas após uma falha, menor é a janela de oportunidade para que ameaças secundárias se aproveitem da instabilidade. Portanto, a velocidade do all-flash não é apenas sobre produtividade, mas também sobre resiliência.

A redundância como pilar de um armazenamento seguro

Ao avaliar um NAS all-flash, é fácil se concentrar apenas nas métricas de IOPS e latência. No entanto, a verdadeira força de uma solução de armazenamento corporativa reside na sua capacidade de proteger os dados em múltiplas frentes. A redundância de hardware, combinada com proteções lógicas como snapshots e replicação, cria um ecossistema de segurança robusto.

Cada camada de redundância, desde os arranjos RAID até os clusters de failover, foi projetada para mitigar um tipo específico de risco. Juntas, elas garantem que os dados permaneçam disponíveis, íntegros e acessíveis, mesmo diante de falhas de componentes, erros humanos ou desastres físicos. Essa abordagem de defesa em profundidade é um princípio fundamental da segurança da informação.

Portanto, ao investir em um NAS all-flash, as empresas não estão apenas comprando velocidade. Elas estão adquirindo uma plataforma resiliente que transforma a continuidade dos negócios em uma realidade. Em um cenário onde os dados são o ativo mais valioso, a redundância é a resposta para um armazenamento verdadeiramente seguro e confiável.


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