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Dicas essenciais para a compra de um NAS storage

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Muitas empresas e usuários domésticos enfrentam um desafio comum: gerenciar um volume crescente de dados digitais. Arquivos espalhados por vários computadores, backups inconsistentes e dificuldades no compartilhamento criam um cenário caótico e pouco produtivo. Um storage NAS (Network Attached Storage) surge como uma solução centralizada para resolver esses problemas, mas a escolha do equipamento certo exige bastante atenção.

Comprar um NAS envolve muito mais que apenas olhar a capacidade em terabytes ou o número de baias para discos. É preciso analisar o processador, a memória, a conectividade e, principalmente, o sistema operacional que gerencia o hardware. Uma escolha inadequada frequentemente resulta em gargalos de desempenho, falta de recursos essenciais e até mesmo riscos para a segurança dos dados. Por isso, um planejamento cuidadoso evita futuras dores de cabeça.

O que considerar ao comprar um NAS storage?

Um NAS storage é um servidor de arquivos dedicado que se conecta a uma rede e centraliza o armazenamento para múltiplos usuários e dispositivos. A compra ideal depende da análise criteriosa do hardware, como processador e memória, da capacidade de armazenamento, das portas de rede disponíveis e dos recursos do software. Cada um desses componentes impacta diretamente o desempenho e a funcionalidade do equipamento para tarefas específicas.

Para um uso doméstico, como backup de fotos e streaming de mídia, um modelo com processador ARM e 1 GB de RAM pode ser suficiente. No entanto, um ambiente corporativo que executa máquinas virtuais ou atende dezenas de usuários simultaneamente necessita de um processador Intel Xeon, pelo menos 8 GB de memória RAM e conectividade 10GbE. Avaliar a carga de trabalho futura é, talvez, o passo mais importante para um investimento acertado.

Capacidade de armazenamento: quanto é suficiente?

A capacidade bruta de um NAS é determinada pelo número de baias e pelos discos instalados, mas a capacidade útil é quase sempre menor. Isso acontece porque os arranjos RAID, que protegem os dados contra falhas de disco, utilizam parte do espaço para paridade. Por exemplo, um sistema com quatro discos de 4 TB em RAID 5 oferece 12 TB úteis, pois um disco inteiro é reservado para a redundância.

Nossa recomendação é sempre planejar com folga. Calcule sua necessidade atual e adicione uma margem de crescimento entre 30% e 50% para os próximos três anos. Muitos storages também suportam unidades de expansão, que são gabinetes adicionais conectados ao equipamento principal para aumentar o número de baias. Essa flexibilidade evita a troca completa do sistema quando o espaço acaba.

Processador e memória RAM: o motor do seu NAS

O processador e a memória RAM definem a capacidade multitarefa do seu storage. Um processador fraco, como alguns modelos ARM ou Intel Celeron mais antigos, pode apresentar lentidão ao executar várias tarefas, como transferir arquivos, rodar um backup e transcodificar um vídeo ao mesmo tempo. A CPU é, portanto, um dos principais fatores que limitam o desempenho geral do sistema.

A memória RAM, por sua vez, acelera o acesso aos dados usados com frequência, pois atua como um cache de leitura e escrita. Para tarefas simples de compartilhamento, 2 GB de RAM geralmente bastam. Se você pretende usar aplicativos mais pesados, virtualização ou contêineres Docker, o ideal é partir de 8 GB. Felizmente, muitos modelos de NAS permitem a expansão da memória, o que melhora bastante a resposta do sistema.

Conectividade de rede: a importância das portas Ethernet

A maioria dos NAS de entrada vem com uma ou duas portas de rede Gigabit Ethernet (1GbE). Para muitos usuários, essa velocidade é adequada. No entanto, em ambientes com vários acessos simultâneos ou na edição de vídeos diretamente do servidor, uma conexão 1GbE rapidamente se torna um gargalo. A taxa de transferência teórica dessa porta é de cerca de 125 MB/s, frequentemente limitada pelo desempenho dos próprios discos.

Modelos mais avançados oferecem portas de 2.5GbE ou 10GbE, que multiplicam a velocidade da rede e eliminam esses gargalos. Outro recurso valioso é a agregação de link (Link Aggregation), que combina duas ou mais portas de rede para aumentar a largura de banda e fornecer redundância. Se uma porta falhar, o tráfego é automaticamente redirecionado para a outra, o que mantém o storage sempre acessível.

Sistema de arquivos e RAID: protegendo seus dados

A escolha do sistema de arquivos impacta diretamente a integridade e os recursos disponíveis para seus dados. Sistemas de arquivos modernos como o Btrfs, presente em muitos equipamentos, oferecem funcionalidades avançadas. Ele cria snapshots instantâneos para recuperação rápida de arquivos e protege contra a corrupção silenciosa de dados, um problema que raramente é detectado por sistemas mais antigos como o EXT4.

O RAID (Redundant Array of Independent Disks) é a tecnologia que agrupa vários discos para funcionar como uma única unidade lógica, com foco em desempenho ou redundância. Níveis como RAID 5 e RAID 6 protegem contra a falha de um ou dois discos, respectivamente, sem interromper o acesso aos arquivos. Vale ressaltar que RAID não é backup. Ele apenas protege contra falhas de hardware, não contra exclusão acidental, malware ou desastres.

Compatibilidade com discos rígidos e SSDs

Nem todo disco rígido ou SSD funciona bem em um NAS. Os fabricantes de storages mantêm uma Lista de Compatibilidade de Hardware (HCL) que detalha os modelos de drives testados e aprovados. Usar um disco que não está nessa lista pode causar instabilidade, baixo desempenho ou até mesmo perda de dados. Por isso, a consulta a essa lista é obrigatória antes da compra dos discos.

Discos projetados para NAS, como as linhas WD Red Pro ou Seagate IronWolf Pro, são construídos para operar 24/7 e possuem sensores que mitigam a vibração em gabinetes com múltiplas baias. Além disso, muitos sistemas permitem o uso de SSDs como cache para acelerar as operações de leitura e escrita. Essa configuração melhora drasticamente o tempo de resposta para aplicações que acessam pequenos arquivos com frequência, como bancos de dados e máquinas virtuais.

Recursos de software e ecossistema de aplicativos

O sistema operacional é o que realmente diferencia um NAS de um simples HD externo conectado na rede. Fabricantes como Synology (DSM) e QNAP (QTS) oferecem interfaces gráficas intuitivas e um vasto ecossistema de aplicativos. Esses aplicativos transformam o storage em uma central multimídia, um servidor de vigilância por vídeo, uma plataforma para contêineres Docker ou até mesmo um servidor de e-mail privado.

Antes de decidir, explore a loja de aplicativos de cada fabricante e verifique se eles oferecem as funcionalidades que você precisa. Alguns sistemas também se integram melhor com serviços de nuvem como Google Drive ou Dropbox para sincronização de arquivos. Essa capacidade de expansão por software agrega um valor imenso ao hardware e deve ser um fator decisivo na sua escolha.

Backup e recuperação de desastres

Centralizar dados em um NAS simplifica o gerenciamento, mas também cria um ponto único de falha. Por isso, uma estratégia de backup robusta é fundamental. A maioria dos sistemas operacionais de NAS inclui ferramentas nativas para automatizar backups. Você pode agendar cópias para um disco USB externo, outro NAS em um local diferente ou para um serviço de armazenamento em nuvem.

A regra de backup 3-2-1 é uma excelente prática: mantenha três cópias dos seus dados, em dois tipos de mídia diferentes, com pelo menos uma cópia fora do local principal. O uso de snapshots, oferecido por sistemas de arquivos como o Btrfs, também é um grande aliado. Ele permite reverter pastas ou arquivos para um estado anterior em segundos, o que é extremamente útil para se recuperar de um ataque de ransomware ou de uma exclusão acidental.

Segurança: como proteger o acesso ao storage

Um NAS conectado à internet está potencialmente exposto a ameaças. A primeira linha de defesa é configurar corretamente as permissões de usuário, o que garante que cada pessoa acesse apenas as pastas autorizadas. Além disso, é essencial usar senhas fortes e ativar a autenticação de dois fatores (2FA) para adicionar uma camada extra de segurança ao login.

Muitos storages também incluem um firewall integrado para bloquear tentativas de acesso não autorizado e ferramentas que detectam e barram IPs maliciosos. Manter o sistema operacional e todos os aplicativos sempre atualizados é outra medida protetiva crucial, pois as atualizações frequentemente corrigem vulnerabilidades de segurança. Desativar serviços que não são utilizados, como o acesso por SSH ou FTP, também reduz a superfície de ataque.

Escalabilidade futura: pensando no crescimento

O volume de dados tende a crescer exponencialmente, por isso é importante pensar na escalabilidade desde o início. A forma mais comum de expansão é a vertical (scale-up), que consiste em substituir os discos existentes por outros de maior capacidade ou adicionar uma unidade de expansão externa. Verifique se o modelo que você está considerando suporta essas unidades e qual o limite máximo de discos.

Para empresas com demandas ainda maiores, a escalabilidade horizontal (scale-out) é uma alternativa. Essa abordagem permite adicionar novos servidores NAS a um cluster, distribuindo a carga de trabalho e o armazenamento entre eles. Embora seja uma solução mais complexa e cara, ela oferece um caminho de crescimento quase ilimitado. Escolher um sistema sem opções de escalabilidade pode forçar uma migração completa e custosa no futuro.

Onde o NAS se encaixa na sua infraestrutura?

Um NAS pode assumir múltiplos papéis em uma infraestrutura de TI. Em um pequeno escritório, ele geralmente atua como um servidor de arquivos central, que simplifica o compartilhamento e o backup. Em ambientes maiores, o equipamento pode fornecer armazenamento em bloco via iSCSI para servidores de virtualização, o que melhora a gestão e a flexibilidade das máquinas virtuais.

A escolha final sempre dependerá da aplicação principal. Um fotógrafo precisa de alto desempenho para editar arquivos grandes, enquanto uma empresa pode priorizar a redundância e os recursos de recuperação de desastres. Avaliar cuidadosamente suas necessidades atuais e prever as demandas futuras é o que transforma a compra de um NAS em um investimento inteligente. A análise correta dos requisitos técnicos alinhados ao uso prático é a resposta para uma aquisição bem-sucedida.


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