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Ugreen NAS NVMe: desempenho na prática, muda mesmo?

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Muitos entusiastas de tecnologia e administradores de TI acompanham com interesse a entrada da Ugreen no mercado de Network Attached Storage (NAS). A promessa de hardware moderno, incluindo slots M.2 para SSDs NVMe, gera uma pergunta inevitável: essa tecnologia realmente entrega um ganho prático de desempenho ou é apenas um diferencial de marketing? A resposta, como frequentemente acontece em TI, depende muito do cenário de uso.

A tecnologia NVMe (Non-Volatile Memory Express) foi projetada para explorar todo o potencial dos SSDs, pois se comunica diretamente com o processador via barramento PCIe. Isso elimina os gargalos das antigas interfaces SATA, criadas para discos rígidos mecânicos. Na teoria, a diferença de velocidade é brutal. No entanto, em um ambiente de rede, vários outros fatores podem limitar esse potencial, transformando um upgrade caro em um benefício quase imperceptível para alguns usuários.

Ugreen NAS NVMe: desempenho na prática, muda mesmo?

Sim, o uso de SSDs NVMe em um NAS da Ugreen muda o desempenho, mas o impacto real está diretamente ligado à sua infraestrutura de rede e ao tipo de carga de trabalho. Para tarefas que exigem alta taxa de IOPS (operações de entrada e saída por segundo), como virtualização ou manipulação de muitos arquivos pequenos, a diferença é bastante significativa. Nessas situações, a baixa latência do NVMe acelera drasticamente as respostas do sistema.

Por outro lado, se o seu principal uso for armazenar e assistir a filmes em uma rede Gigabit (1GbE), o gargalo não é o storage, mas sim a própria rede. Uma conexão de 1GbE transfere, no máximo, cerca de 125 MB/s, uma velocidade que até mesmo um bom disco rígido consegue sustentar. Portanto, para esse perfil, um SSD NVMe raramente mostrará seu verdadeiro potencial, pois o equipamento ficará quase sempre ocioso esperando a rede.

Onde o cache NVMe realmente brilha?

Uma das aplicações mais inteligentes para SSDs NVMe em um NAS é como um cache de leitura e escrita para um volume principal composto por discos rígidos. Essa configuração híbrida oferece um excelente equilíbrio entre custo e performance. O sistema operacional do NAS identifica os dados mais acessados, os chamados "dados quentes", e os mantém no cache NVMe para acesso quase instantâneo.

Isso melhora muito a experiência em diversas tarefas cotidianas. A interface de gerenciamento do NAS fica mais ágil, a indexação de fotos e arquivos termina mais rápido e a execução de aplicações instaladas no storage, como um servidor Plex, ganha uma nova vida. O cache funciona como uma memória de acesso rápido, diminuindo a necessidade de buscar dados nos discos mecânicos, que são inerentemente mais lentos, especialmente para leituras aleatórias.

A rede como o principal gargalo de desempenho

Vale reforçar um ponto técnico fundamental: de nada adianta ter o armazenamento mais rápido do mundo se a sua rede não consegue acompanhar. Para que um SSD NVMe em um NAS Ugreen mostre seu valor em transferências de arquivos grandes, uma infraestrutura de rede com portas de 2.5GbE ou, idealmente, 10GbE é quase obrigatória. Sem isso, o investimento em drives NVMe para o volume principal frequentemente se justifica pouco.

Muitos modelos da Ugreen já vêm equipados com portas de rede mais rápidas, justamente para atender a essa demanda. Ao usar uma porta 10GbE, a taxa de transferência teórica salta para aproximadamente 1.250 MB/s. Nesse cenário, os discos rígidos tradicionais se tornam o gargalo, e um volume composto por SSDs NVMe finalmente consegue operar próximo à sua capacidade, entregando velocidades de leitura e escrita impressionantes.

Transferência de arquivos grandes versus pequenos

O tipo de arquivo que você manipula também define o tamanho do benefício. Na transferência de arquivos grandes e sequenciais, como um único vídeo de 80 GB, a velocidade sustentada é o mais importante. Um bom arranjo de discos rígidos em RAID pode alcançar velocidades razoáveis, mas um pool de SSDs NVMe em uma rede 10GbE fará essa tarefa em uma fração do tempo.

Já em cenários com milhares de arquivos pequenos, como um backup de um projeto de software ou a sincronização de uma biblioteca de fotos, a latência e o IOPS são os reis. Cada arquivo exige uma nova operação de abertura, escrita e fechamento. Os discos rígidos sofrem muito com isso devido ao tempo de busca da cabeça de leitura. O cache NVMe, por sua vez, processa essas micro-operações de forma quase instantânea, o que torna o processo todo muito mais rápido.

Impacto em aplicações como virtualização e bancos de dados

Para profissionais de TI e entusiastas que rodam máquinas virtuais ou pequenos bancos de dados diretamente no NAS, os SSDs NVMe são transformadores. Essas aplicações geram uma carga de trabalho com leituras e escritas aleatórias e intensivas, um cenário onde a latência é o principal inimigo do desempenho. Um volume all-flash NVMe reduz drasticamente o tempo de resposta das VMs.

Na prática, isso significa que o boot de um sistema operacional virtualizado é muito mais rápido, e os aplicativos dentro da VM abrem sem atrasos. Para um pequeno servidor de banco de dados, consultas que antes levavam vários segundos podem ser executadas em milissegundos. Nesses casos, o investimento em NVMe não é um luxo, mas sim uma necessidade para garantir a fluidez das operações.

Configuração do pool de armazenamento: NVMe puro ou cache?

A escolha entre usar os SSDs NVMe como um volume de armazenamento principal ou como cache depende do orçamento e da necessidade. Um pool de armazenamento totalmente NVMe oferece o desempenho máximo possível, ideal para edição de vídeo 8K diretamente na rede ou para hospedar várias máquinas virtuais de alta performance. Contudo, o custo por terabyte é bastante elevado.

Por outro lado, usar dois SSDs NVMe em RAID 1 como cache para um volume maior de HDDs é uma abordagem muito mais equilibrada para a maioria dos usuários. Essa estratégia acelera as tarefas mais comuns sem exigir um investimento pesado em armazenamento. A maior parte dos dados, que são acessados com pouca frequência, fica segura nos discos rígidos, enquanto os dados "quentes" se beneficiam da velocidade do NVMe. Frequentemente, essa é a melhor opção.

O sistema operacional e o gerenciamento do cache

A eficácia de um cache NVMe depende imensamente do algoritmo que o sistema operacional do NAS utiliza para gerenciar os dados. Um bom algoritmo consegue prever com precisão quais blocos de dados serão necessários em breve e os promove para o cache antes mesmo da solicitação. Isso torna o acesso transparente e rápido para o usuário.

Sistemas mais maduros, como os encontrados em outras marcas consolidadas, possuem algoritmos refinados ao longo de muitos anos. Sendo a Ugreen uma nova competidora, a eficiência do seu sistema de gerenciamento de cache ainda precisa ser provada em campo sob diversas cargas de trabalho. Um algoritmo ineficiente pode, em alguns casos, até mesmo prejudicar o desempenho se errar constantemente ao prever os dados necessários.

E para o usuário doméstico, vale a pena?

Para um usuário doméstico típico, cujo uso do NAS se resume a backups automáticos, armazenamento de fotos e streaming de mídia para uma TV, o investimento em NVMe é quase sempre um exagero. Um ou dois SSDs SATA para cache já seriam suficientes para deixar a interface mais fluida e acelerar a exibição de miniaturas de fotos, por exemplo.

No entanto, o perfil do "prosumer" ou do criador de conteúdo doméstico muda essa equação. Se você edita vídeos, trabalha com grandes projetos de fotografia ou possui uma rede doméstica de 2.5GbE ou superior, o cache NVMe ou até mesmo um pequeno volume all-flash pode acelerar bastante seu fluxo de trabalho. A decisão final sempre passa por uma análise honesta sobre o seu uso real do equipamento.

O investimento se justifica pelo ganho real?

Analisando friamente, o investimento em SSDs NVMe para um NAS Ugreen se justifica quando existe um gargalo de desempenho claro que pode ser resolvido com armazenamento mais rápido. Se suas transferências são lentas por causa da rede 1GbE, comprar um NVMe não resolverá nada. Primeiro, você precisa melhorar a infraestrutura de rede.

Se você já possui uma rede rápida e ainda sente lentidão ao manipular bancos de dados, máquinas virtuais ou milhares de arquivos pequenos, então o NVMe é a solução. O custo extra dos drives se paga com o tempo economizado e a maior produtividade. Para muitos ambientes corporativos pequenos e profissionais criativos, essa conta fecha facilmente.

A evolução do armazenamento conectado à rede

A inclusão de slots NVMe nos NAS da Ugreen não é apenas um item a mais na lista de especificações. Ela representa uma adaptação necessária às novas demandas de velocidade e baixa latência, impulsionadas por redes mais rápidas e aplicações cada vez mais exigentes. A tecnologia muda, de fato, o desempenho, mas exige que todo o ecossistema ao redor dela também evolua.

Portanto, a resposta para a pergunta inicial é um "sim" condicional. O desempenho muda drasticamente, desde que o seu ambiente de rede e sua carga de trabalho estejam preparados para extrair esse potencial. Para quem entende suas próprias necessidades e identifica o armazenamento como o verdadeiro gargalo, a tecnologia NVMe em um NAS é a resposta para um novo patamar de velocidade.


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