Melhores storages NAS para soluções de backup
Índice:
- Por que usar um storage NAS para backup?
- A capacidade de armazenamento ideal
- A importância do sistema de arquivos
- Redundância e proteção com arranjos RAID
- O papel do processador e da memória RAM
- Conectividade de rede e seu impacto na velocidade
- Softwares de backup integrados ao sistema
- Snapshots e replicação remota
- A escolha entre HDDs e SSDs para o backup
- Unificando a estratégia de proteção de dados
Muitas empresas e usuários domésticos enfrentam o risco constante da perda de dados. Falhas de hardware, ataques de ransomware ou simples erros humanos podem apagar informações valiosas em segundos. Por isso, uma estratégia de backup consistente é fundamental para qualquer operação, seja ela corporativa ou pessoal.
Um storage NAS (Network Attached Storage) surge como uma das soluções mais eficientes para centralizar e automatizar cópias de segurança. Diferente de discos externos ou serviços de nuvem, um servidor NAS oferece controle local, alta velocidade e recursos avançados de proteção. No entanto, nem todos os equipamentos são iguais, e a escolha correta depende de várias características técnicas.
Por que usar um storage NAS para backup?
Um storage NAS é um servidor de armazenamento conectado à rede que centraliza os backups de múltiplos dispositivos. Ele simplifica a gestão das cópias de segurança de servidores, computadores e máquinas virtuais em um único repositório. Essa centralização quase sempre melhora a organização e acelera a recuperação em caso de desastres.
A principal vantagem dessa abordagem é a combinação de velocidade e controle. Como o equipamento fica na rede local (LAN), as transferências de dados são muito mais rápidas que os envios para a nuvem. Além disso, o administrador tem total domínio sobre as políticas de acesso e a segurança física dos dados, sem depender de provedores externos.
A capacidade de armazenamento ideal
Muitos administradores subestimam o espaço necessário para uma rotina de backup eficaz. A capacidade ideal deve acomodar não apenas a cópia completa inicial dos dados, mas também as versões incrementais ou diferenciais ao longo do tempo. Uma boa prática é seguir a regra 3-2-1, que recomenda ter três cópias dos dados, em duas mídias diferentes, com uma cópia fora do local.
Para calcular o volume, considere o total de dados a proteger e multiplique por um fator entre 2 e 3 para cobrir o histórico de versões e o crescimento futuro. Por exemplo, para proteger 10 TB de dados, um NAS com pelo menos 20 TB a 30 TB de espaço útil é uma aposta segura. Essa folga evita problemas de armazenamento a médio e longo prazo.
A importância do sistema de arquivos
O sistema de arquivos de um NAS é frequentemente negligenciado, mas ele é vital para a integridade dos backups. Sistemas modernos como o Btrfs ou o ZFS oferecem recursos muito superiores ao tradicional EXT4. Eles utilizam checksums para verificar a integridade dos dados e conseguem corrigir erros silenciosos, conhecidos como bit rot, que corrompem arquivos ao longo do tempo.
Além da autocorreção, esses sistemas de arquivos avançados suportam snapshots quase instantâneos. Um snapshot cria um ponto de recuperação imutável do sistema de arquivos, que protege os backups contra ransomware. Se um ataque criptografar os dados, o administrador pode simplesmente restaurar o estado a partir de um snapshot anterior ao incidente, uma tarefa que frequentemente leva poucos minutos.
Redundância e proteção com arranjos RAID
Qualquer bom storage NAS para backup precisa operar com um arranjo RAID (Redundant Array of Independent Disks). Essa tecnologia combina vários discos rígidos em um único volume lógico para proteger os dados contra a falha de um ou mais HDDs. Vale ressaltar que RAID não é backup, mas sim uma camada de tolerância a falhas para o repositório que armazena as cópias.
Para essa finalidade, os níveis RAID 5 e RAID 6 são os mais comuns. O RAID 5 tolera a falha de um disco, oferecendo um bom equilíbrio entre capacidade e segurança. Já o RAID 6 suporta a falha simultânea de até dois discos, sendo a escolha mais segura para arranjos com muitos HDDs, onde a probabilidade de uma segunda falha durante o rebuild é maior.
O papel do processador e da memória RAM
O desempenho de um NAS em tarefas de backup não depende apenas dos discos. O processador e a memória RAM exercem um papel crucial, especialmente em ambientes com múltiplos trabalhos simultâneos. Um processador quad-core, por exemplo, executa com mais eficiência tarefas como compressão, deduplicação e criptografia dos dados de backup.
A memória RAM também impacta diretamente a velocidade das operações. Mais memória melhora o desempenho do cache de leitura e escrita, acelera as operações do sistema de arquivos e permite que o NAS execute mais serviços ao mesmo tempo. Para um ambiente corporativo, 8 GB de RAM é um bom ponto de partida, enquanto modelos mais avançados se beneficiam de 16 GB ou mais.
Conectividade de rede e seu impacto na velocidade
A interface de rede pode ser o principal gargalo em um processo de backup. Uma porta Gigabit Ethernet (1GbE), padrão em muitos modelos de entrada, limita a taxa de transferência a cerca de 125 MB/s, o que pode ser lento para grandes volumes de dados. Por isso, os melhores storages NAS para backup já vêm com portas mais rápidas.
Interfaces de 2.5GbE ou 10GbE aumentam drasticamente a velocidade dos backups e reduzem as janelas de operação. Outro recurso importante é a agregação de link (LACP), que combina duas ou mais portas de rede para aumentar a largura de banda total e fornecer redundância. Se uma porta falhar, o tráfego continua fluindo pela outra sem interrupção.
Softwares de backup integrados ao sistema
Um grande diferencial dos melhores storages NAS são os pacotes de software que acompanham o sistema operacional. Fabricantes como Synology e QNAP oferecem suítes de backup completas e sem custo adicional. Essas ferramentas nativas centralizam a proteção de computadores Windows e macOS, servidores de arquivos e até máquinas virtuais VMware e Hyper-V.
Essas soluções integradas geralmente simplificam bastante a configuração e o gerenciamento das rotinas de backup. Elas suportam agendamentos flexíveis, políticas de retenção e notificações automáticas. Usar o software nativo do NAS também elimina a necessidade de comprar e manter licenças de softwares de terceiros, o que reduz o custo total da solução.
Snapshots e replicação remota
Para uma proteção completa, os backups precisam de múltiplas camadas de segurança. A tecnologia de snapshots, já mencionada, cria cópias pontuais e imutáveis que são a primeira linha de defesa contra alterações indesejadas, como ataques de ransomware. A recuperação a partir de um snapshot é extremamente rápida e eficiente.
A replicação remota, por sua vez, atende à necessidade de ter uma cópia de segurança fora do local. Esse recurso sincroniza os backups do NAS principal com um segundo NAS em outra localidade geográfica. Em caso de um desastre local, como um incêndio ou inundação, os dados podem ser recuperados a partir do equipamento remoto, o que garante a continuidade dos negócios.
A escolha entre HDDs e SSDs para o backup
A decisão entre usar discos rígidos (HDDs) ou unidades de estado sólido (SSDs) em um NAS de backup envolve um balanço entre custo e desempenho. Para o armazenamento principal dos backups, os HDDs corporativos, como os modelos SATA ou SAS, ainda oferecem o melhor custo por terabyte. Eles são ideais para reter grandes volumes de dados por longos períodos.
Os SSDs, no entanto, têm seu lugar nessa arquitetura. Eles podem ser usados como um cache de leitura/escrita para acelerar as operações de I/O do volume principal de HDDs. Em alguns cenários, um volume all-flash pode ser usado para backups de bancos de dados ou aplicações que exigem uma janela de backup muito curta e baixa latência.
Unificando a estratégia de proteção de dados
A escolha de um storage NAS para backup vai muito além da simples capacidade de armazenamento. É preciso analisar o conjunto completo, que inclui um sistema de arquivos robusto como o Btrfs, hardware com poder de processamento adequado e conectividade de rede rápida. Esses elementos, juntos, definem a eficiência e a confiabilidade da solução.
As melhores práticas também indicam o uso de recursos avançados como snapshots para proteção instantânea e replicação remota para recuperação de desastres. Ao integrar essas tecnologias, o NAS deixa de ser um simples repositório de arquivos e se transforma no centro de uma estratégia de proteção de dados resiliente e automatizada. Portanto, investir em um equipamento com essas características é a resposta para garantir a segurança da informação.
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