Como extrair mais desempenho de um storage NAS
Índice:
- Como extrair mais desempenho de um storage NAS?
- A importância dos discos rígidos e SSDs no conjunto
- Configurando arranjos RAID para velocidade
- O papel do cache SSD na aceleração das operações
- Atualizando a memória RAM do servidor
- A rede como um gargalo comum
- Otimizando os protocolos de compartilhamento
- A escolha do sistema de arquivos ideal
- Manutenção e monitoramento contínuo do sistema
- O impacto das cargas de trabalho no desempenho
- Desempenho máximo exige uma abordagem integrada
Muitos administradores de sistemas enfrentam um problema recorrente com a lentidão em seus storages NAS. Um equipamento que antes era rápido frequentemente se torna um gargalo para a produtividade da equipe. Esse cenário dificulta o acesso a arquivos e a execução das aplicações, pois a infraestrutura não acompanha mais a demanda por dados.
A performance de um servidor de arquivos depende de vários fatores interligados. O hardware, a configuração da rede e os ajustes no sistema operacional formam um ecossistema complexo. Felizmente, existem diversas estratégias que melhoram a velocidade do equipamento. Algumas delas são simples, enquanto outras exigem um investimento maior, mas quase sempre trazem resultados expressivos.
Como extrair mais desempenho de um storage NAS?
Para extrair mais desempenho de um storage NAS, é preciso otimizar o hardware, a rede e o software conjuntamente. A abordagem envolve desde a troca dos discos rígidos por SSDs até a configuração avançada dos protocolos de rede. Raramente uma única mudança resolve todos os problemas, por isso uma análise completa do ambiente é fundamental.
O primeiro passo consiste em identificar o gargalo. A lentidão pode vir dos discos, da memória RAM insuficiente, da controladora de rede ou até mesmo das configurações do sistema. Ferramentas de monitoramento presentes no próprio NAS ajudam a visualizar o consumo dos recursos em tempo real. Com esses dados, a decisão sobre qual componente atualizar ou reconfigurar se torna muito mais precisa e eficiente.
A importância dos discos rígidos e SSDs no conjunto
A escolha das unidades de armazenamento impacta diretamente a performance do NAS. Hard disks (HDDs) tradicionais, especialmente os modelos com 5400 RPM, frequentemente limitam a velocidade das operações com arquivos pequenos. Discos corporativos com 7200 RPM ou mais já oferecem uma melhora considerável, mas ainda possuem uma latência mecânica inerente.
Os SSDs, por sua vez, eliminam completamente os gargalos mecânicos. Um sistema all-flash, composto apenas por SSDs, entrega taxas de IOPS (operações de entrada e saída por segundo) muito superiores. Essa característica acelera o acesso a bancos de dados e a inicialização de máquinas virtuais. Mesmo a substituição de apenas alguns HDDs por SSDs em um arranjo híbrido já melhora bastante a agilidade do sistema.
Configurando arranjos RAID para velocidade
O arranjo RAID (Redundant Array of Independent Disks) é outro ponto vital para o desempenho. Configurações como RAID 5 e RAID 6 priorizam a redundância com paridade, mas impõem uma penalidade na escrita. Cada operação exige um cálculo adicional, o que algumas vezes torna o processo mais lento, principalmente com controladoras de baixo poder computacional.
Para quem busca velocidade máxima, o RAID 10 é uma das melhores opções. Ele combina o espelhamento do RAID 1 com a distribuição do RAID 0, por isso entrega alta performance na leitura e na escrita, além de boa redundância. O RAID 0, por sua vez, oferece o maior desempenho bruto, pois distribui os dados entre todos os discos sem paridade. No entanto, a falha em qualquer disco resulta na perda total dos arquivos, o que o torna inadequado para ambientes críticos.
O papel do cache SSD na aceleração das operações
Muitos storages NAS modernos suportam o uso de SSDs como cache. Essa tecnologia armazena cópias dos dados mais acessados em unidades de estado sólido, que são muito mais rápidas que os discos rígidos tradicionais. Assim, quando um usuário solicita um arquivo "quente", o sistema o entrega diretamente do cache, o que reduz drasticamente a latência.
Existem dois tipos principais de cache. O cache de leitura apenas acelera o acesso aos dados, sem risco de perda em caso de falha. Já o cache de leitura e escrita também acelera o recebimento dos arquivos, mas exige pelo menos dois SSDs em RAID 1 para proteger as informações antes que elas sejam gravadas permanentemente nos HDDs. Essa abordagem melhora muito a experiência em ambientes com múltiplas solicitações simultâneas.
Atualizando a memória RAM do servidor
A memória RAM em um NAS funciona como uma área de trabalho ultrarrápida para o sistema operacional. Uma quantidade maior de RAM permite que o servidor armazene mais metadados do sistema de arquivos e informações de cache. Isso acelera a navegação por pastas com milhares de arquivos e também melhora a resposta geral do sistema.
Além disso, muitos equipamentos executam aplicações adicionais, como servidores de backup ou máquinas virtuais. Cada serviço consome uma porção da memória disponível. Se a RAM for insuficiente, o sistema começa a usar os discos como memória virtual (swap), uma operação extremamente lenta que degrada o desempenho. Dobrar a quantidade de RAM é frequentemente um upgrade com ótimo custo-benefício.
A rede como um gargalo comum
Um storage veloz com discos SSD e muita memória pode ser completamente limitado por uma rede lenta. A maioria das infraestruturas ainda opera com redes Gigabit Ethernet (1GbE), cuja taxa de transferência máxima é de aproximadamente 125 MB/s. Esse valor é facilmente superado por um único SSD moderno ou um bom arranjo de HDDs.
A migração para redes mais rápidas, como 2.5GbE ou 10GbE, remove esse gargalo e libera todo o potencial do NAS. Outra técnica útil é a agregação de link (LACP), que combina duas ou mais portas de rede para aumentar a largura de banda total e fornecer redundância. É sempre importante garantir que os switches e os dispositivos clientes também suportem essas velocidades maiores.
Otimizando os protocolos de compartilhamento
Os protocolos usados para compartilhar arquivos, como SMB (para Windows) e NFS (para Linux/Unix), também possuem configurações que afetam a velocidade. Versões mais recentes do SMB, por exemplo, introduziram o recurso SMB Multichannel. Ele permite que um cliente estabeleça múltiplas conexões com o servidor por uma única interface de rede, o que aumenta a taxa de transferência.
Ajustes finos no tamanho dos pacotes (MTU) também podem trazer ganhos, especialmente em redes 10GbE. Aumentar o MTU para valores maiores, como 9000 bytes (Jumbo Frames), reduz o overhead do protocolo e melhora a eficiência na transferência de arquivos grandes. No entanto, essa mudança precisa ser aplicada em toda a cadeia de rede, incluindo o NAS, os switches e os clientes, para funcionar corretamente.
A escolha do sistema de arquivos ideal
O sistema de arquivos gerencia como os dados são organizados nos discos e também influencia o desempenho. Sistemas como EXT4 são conhecidos pela sua estabilidade e velocidade em operações sequenciais, o que os torna uma boa escolha para armazenamento de arquivos de mídia. Eles são geralmente mais leves e consomem menos recursos do sistema.
Por outro lado, sistemas de arquivos mais avançados como Btrfs ou ZFS oferecem recursos valiosos como snapshots e autCorreção de dados (data scrubbing). Essas funcionalidades aumentam a integridade dos arquivos, mas podem introduzir uma pequena sobrecarga de processamento. A escolha ideal depende do equilíbrio entre a necessidade de performance bruta e a importância da proteção avançada contra a corrupção silenciosa dos dados.
Manutenção e monitoramento contínuo do sistema
Um NAS, como qualquer servidor, precisa de manutenção regular para operar com máxima eficiência. Manter o sistema operacional sempre atualizado corrige bugs e, muitas vezes, traz otimizações de desempenho. Além disso, é crucial monitorar a saúde dos discos através dos relatórios S.M.A.R.T. para prever falhas e evitar a degradação da performance do arranjo RAID.
Outra boa prática é verificar periodicamente os processos em execução no storage. Aplicações em segundo plano, como indexação de arquivos ou varreduras de antivírus, podem consumir muitos recursos e deixar o sistema lento. Agendar essas tarefas para horários de baixa atividade, como durante a madrugada, ajuda a preservar o desempenho nos momentos de maior demanda.
O impacto das cargas de trabalho no desempenho
Diferentes aplicações geram cargas de trabalho distintas, e o NAS reage de maneira diferente a cada uma delas. A transferência de arquivos grandes, como vídeos, é uma carga de trabalho sequencial que beneficia arranjos RAID com alto throughput. Já um ambiente com muitas máquinas virtuais gera uma carga de trabalho aleatória, com incontáveis operações de leitura e escrita de pequenos blocos, que exige um IOPS elevado.
Compreender a principal carga de trabalho do seu ambiente é essencial para uma otimização eficaz. Um NAS para edição de vídeo, por exemplo, se beneficia mais de uma rede 10GbE e discos rápidos em RAID 10. Já um servidor que hospeda bancos de dados pode extrair mais ganhos com um cache SSD robusto para acelerar as operações aleatórias. Não existe uma configuração única que seja perfeita para todos os cenários.
Desempenho máximo exige uma abordagem integrada
A busca por mais desempenho em um storage NAS raramente se resolve com uma única ação. A performance do sistema é o resultado da interação entre hardware, software e rede. Um gargalo em qualquer um desses pontos compromete todo o conjunto. Por isso, a otimização precisa ser um processo contínuo de análise e ajuste.
Comece identificando o ponto mais fraco da sua infraestrutura e trabalhe a partir dali. Seja trocando os discos, adicionando memória, atualizando a rede ou ajustando o software, cada melhora contribui para um sistema mais ágil e responsivo. Uma abordagem holística, que considera todos os componentes da cadeia de dados, é a resposta para extrair a máxima velocidade do seu equipamento.
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