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Como escolher o melhor storage all-flash para cada necessidade

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Muitas empresas enfrentam gargalos de desempenho com sistemas de armazenamento antigos baseados em discos rígidos. A lentidão para acessar dados críticos frequentemente paralisa operações, afeta a produtividade dos times e prejudica a experiência do cliente. Por isso, a migração para uma infraestrutura mais ágil se tornou uma necessidade competitiva.

Um storage all-flash surge como uma solução para esses problemas, pois elimina as limitações mecânicas dos HDDs. Esses equipamentos usam exclusivamente memórias SSD para entregar velocidades muito superiores de leitura e escrita. No entanto, a escolha do modelo ideal exige uma análise cuidadosa das necessidades específicas de cada ambiente, pois nem toda solução all-flash é igual.

Como escolher o melhor storage all-flash para cada necessidade?

Um storage all-flash é um sistema de armazenamento que utiliza apenas unidades de estado sólido (SSDs), sem nenhum disco rígido (HDD). Essa arquitetura foi projetada para maximizar o desempenho, pois elimina a latência associada às partes móveis dos discos tradicionais. Frequentemente, a escolha correta acelera aplicações críticas, como bancos de dados e ambientes virtualizados, em várias ordens de grandeza.

Para selecionar o equipamento adequado, é preciso ir além da capacidade em terabytes. A análise deve considerar a carga de trabalho, os protocolos de rede, a durabilidade dos SSDs e os recursos de software. Um sistema ideal para um banco de dados transacional, por exemplo, raramente será a melhor opção para um fluxo de trabalho com edição de vídeo 4K, que possui demandas completamente distintas.

Analisando a carga de trabalho: IOPS, latência e taxa de transferência

A carga de trabalho da sua empresa define qual métrica de desempenho é mais importante. Aplicações que processam muitas transações pequenas e aleatórias, como bancos de dados OLTP ou servidores de virtualização, demandam um alto número de IOPS (operações de entrada e saída por segundo). Nesses cenários, a capacidade do storage para responder a milhares de requisições simultâneas é o fator decisivo.

Por outro lado, tarefas que manipulam arquivos grandes de forma sequencial, como edição de vídeo, backups ou análise de big data, se beneficiam mais de uma alta taxa de transferência (throughput), medida em MB/s ou GB/s. A latência, o tempo que o sistema leva para responder a uma solicitação, também é um indicador vital. Uma baixa latência, quase sempre, melhora a agilidade de qualquer aplicação.

A importância dos tipos de SSD: SAS, SATA e NVMe

Nem todos os SSDs são criados iguais, e a interface que eles usam impacta diretamente o desempenho do storage. Os SSDs SATA são geralmente os mais acessíveis e oferecem uma melhoria significativa sobre os HDDs, mas sua performance é limitada pela própria interface. Eles são adequados para cargas de trabalho menos intensivas ou como uma camada de cache em sistemas híbridos.

Os SSDs SAS, por sua vez, são projetados para ambientes corporativos e entregam maior confiabilidade e desempenho, além de suportarem caminhos duplos para redundância. Já os SSDs NVMe (Non-Volatile Memory Express) representam o ápice da velocidade, pois se comunicam diretamente com o processador via barramento PCIe. Se a sua aplicação exige latência ultrabaixa, um sistema baseado em NVMe é a escolha mais indicada.

Storages all-flash para virtualização e bancos de dados

Ambientes com alta densidade de máquinas virtuais (VMs) geram um padrão de I/O aleatório e imprevisível, conhecido como "I/O blender". Um storage all-flash resolve esse problema com seu alto IOPS e baixa latência, o que garante que todas as VMs operem com agilidade. Muitos sistemas também oferecem integração com plataformas como VMware e Hyper-V para simplificar o gerenciamento.

Bancos de dados, especialmente os transacionais, também são extremamente sensíveis à latência do armazenamento. Uma resposta rápida do storage acelera consultas, processa mais transações por segundo e melhora a experiência do usuário final. Para essas cargas de trabalho, um equipamento com SSDs NVMe e software otimizado para baixa latência faz uma diferença notável.

Soluções para edição de vídeo e cargas de trabalho criativas

Diferente dos bancos de dados, os fluxos de trabalho criativos, como edição de vídeo em 4K ou 8K e renderização 3D, exigem uma altíssima taxa de transferência sustentada. Nesses casos, o sistema precisa entregar múltiplos gigabytes por segundo para que vários editores possam trabalhar simultaneamente em arquivos grandes sem qualquer tipo de travamento.

Para atender essa demanda, o storage all-flash deve ter não apenas SSDs rápidos, mas também uma conectividade de rede robusta, como portas 25GbE ou 100GbE. Protocolos de compartilhamento de arquivos como SMB e NFS precisam ser otimizados para alto throughput. Alguns sistemas também incluem recursos específicos para colaboração em ambientes de mídia.

Avaliando a escalabilidade: scale-up vs. scale-out

O crescimento futuro dos seus dados é um fator que precisa ser considerado desde o início. Uma arquitetura scale-up expande a capacidade e o desempenho com a adição de mais discos ou controladoras mais potentes ao mesmo sistema. Essa abordagem é geralmente mais simples de gerenciar, mas possui um limite físico de expansão.

Já uma arquitetura scale-out permite que você adicione novos nós (servidores de armazenamento) ao cluster, o que expande a capacidade e o desempenho de forma linear. Embora talvez seja um pouco mais complexa, essa abordagem oferece uma escalabilidade quase ilimitada e maior resiliência. Se você prevê um crescimento exponencial dos dados, um modelo scale-out é provavelmente a aposta mais segura.

Recursos essenciais: replicação, snapshots e thin provisioning

Um bom storage all-flash vai muito além da velocidade bruta. Recursos de software avançados são fundamentais para a proteção e o gerenciamento eficiente dos dados. Snapshots, por exemplo, criam cópias instantâneas de volumes ou LUNs, o que facilita a recuperação de arquivos ou a reversão para um estado anterior sem impacto no desempenho.

A replicação de dados, seja síncrona ou assíncrona, copia as informações para um segundo storage em outro local, o que garante a continuidade dos negócios em caso de desastre. Outra funcionalidade importante é o thin provisioning, que aloca espaço de armazenamento sob demanda. Isso melhora a eficiência e evita o desperdício de capacidade cara dos SSDs.

Conectividade de rede: 10GbE, 25GbE e Fibre Channel

A performance de um storage all-flash pode ser completamente desperdiçada se a rede não acompanhar. Uma infraestrutura de 1GbE é um gargalo certo para qualquer sistema moderno. O padrão mínimo hoje para a maioria das empresas é uma rede de 10GbE, que oferece um bom equilíbrio entre custo e desempenho.

Para cargas de trabalho mais exigentes, redes de 25GbE, 40GbE ou até 100GbE são necessárias para extrair todo o potencial dos SSDs, especialmente os NVMe. Em ambientes SAN (Storage Area Network), o protocolo Fibre Channel (FC) continua sendo uma opção muito popular por sua baixa latência e alta confiabilidade, embora exija uma infraestrutura dedicada.

Durabilidade e vida útil dos SSDs: DWPD e TBW

Uma preocupação comum com a tecnologia flash é a sua vida útil, já que as células de memória possuem um número finito de ciclos de escrita. Para medir a durabilidade, os fabricantes usam duas métricas principais: DWPD (Drive Writes Per Day) e TBW (Terabytes Written). O DWPD indica quantas vezes você pode reescrever a capacidade total do drive por dia durante o período de garantia.

O TBW, por sua vez, especifica a quantidade total de terabytes que podem ser escritos no SSD ao longo de sua vida útil. Para a maioria das cargas de trabalho corporativas, os SSDs de classe enterprise com 1 a 3 DWPD são mais que suficientes. Cargas de escrita extremamente intensas, como logs ou cache, talvez exijam drives com 10 DWPD ou mais.

Integrando o storage all-flash na infraestrutura existente

A escolha final do storage all-flash deve considerar a compatibilidade com sua infraestrutura atual. Verifique se o sistema se integra facilmente com seus servidores, sistemas operacionais e softwares de backup. Um bom gerenciamento centralizado também simplifica a administração e reduz a carga de trabalho da sua equipe de TI.

Finalmente, realize uma prova de conceito (PoC) sempre que possível. Testar o equipamento no seu próprio ambiente com suas aplicações reais é a melhor maneira de validar o desempenho e garantir que a solução atende às suas expectativas. Uma análise criteriosa de todos esses fatores garante que o investimento em all-flash trará o retorno esperado. Assim, a tecnologia se torna a resposta para os desafios de desempenho.


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