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Como decidir qual será seu próximo network storage

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A escolha de um novo network storage é uma decisão que impacta diretamente a disponibilidade e o desempenho dos dados em qualquer ambiente. Muitas empresas e usuários avançados enfrentam dificuldades para navegar entre as diversas tecnologias, como NAS, DAS e SAN, cada uma com suas particularidades. Um erro nessa etapa pode resultar em gargalos de performance, custos inesperados ou até mesmo na perda de informações críticas.

O processo de decisão frequentemente se concentra apenas na capacidade em terabytes e no preço inicial, o que é um equívoco comum. Fatores como a carga de trabalho das aplicações, os protocolos de rede, os mecanismos para proteção dos dados e a escalabilidade futura são igualmente importantes. Ignorar esses pontos quase sempre leva a uma solução inadequada em poucos meses.

Este guia técnico ajuda a estruturar o raciocínio para essa escolha. Abordaremos os principais critérios que você deve analisar para definir qual será seu próximo sistema de armazenamento em rede. Assim, você poderá investir em um equipamento que realmente atenda suas demandas atuais e futuras.

Como decidir qual será seu próximo network storage?

A decisão sobre um novo network storage começa com uma análise detalhada da sua carga de trabalho, da capacidade necessária e do orçamento disponível. A escolha correta alinha desempenho, escalabilidade e segurança com as demandas específicas do seu ambiente, seja ele doméstico ou corporativo. Frequentemente, a melhor solução não é a mais cara, mas sim a mais adequada.

Muitos profissionais focam apenas no custo por terabyte, mas essa métrica raramente conta a história completa. É preciso avaliar quais aplicações acessarão os dados. Um servidor para virtualização, por exemplo, exige um perfil de desempenho muito diferente de um simples repositório para backups. O tipo de acesso, seja sequencial ou aleatório, também influencia diretamente na escolha da tecnologia.

Além disso, o equipamento precisa se integrar ao ecossistema existente. A compatibilidade com seu sistema operacional, seu software de backup e sua infraestrutura de rede é fundamental. Um storage que não conversa com as outras peças do ambiente acaba se tornando um problema, em vez de uma solução. Portanto, o planejamento cuidadoso evita muitas dores de cabeça no futuro.

Qual a capacidade de armazenamento realmente necessária?

Estimar a capacidade correta é um dos primeiros e mais importantes passos. Comece calculando o volume atual de dados e projete o crescimento para os próximos três a cinco anos. Muitas empresas subestimam essa taxa de crescimento e acabam com um sistema lotado em pouco tempo. Considere também os diferentes tipos de arquivos, pois vídeos e bancos de dados ocupam espaço de maneiras distintas.

Existem dois modelos principais para expansão: scale-up e scale-out. Um sistema scale-up cresce com a adição de mais discos ao mesmo equipamento, uma abordagem mais simples e geralmente mais barata no início. Já um storage scale-out expande com a adição de novos nós ao cluster, o que melhora tanto a capacidade quanto o desempenho. A sua escolha entre os dois modelos dependerá bastante da previsibilidade do seu crescimento.

Algumas tecnologias, como o thin provisioning, ajudam a otimizar o uso do espaço. Esse recurso aloca blocos de armazenamento sob demanda, em vez de reservar todo o espaço de uma vez. No entanto, essa abordagem exige um monitoramento cuidadoso. Se o espaço físico se esgotar, todas as aplicações que dependem dele podem parar de funcionar subitamente.

O desempenho atende sua carga de trabalho?

O desempenho de um storage impacta diretamente a experiência do usuário e a agilidade das operações. As métricas mais importantes são o IOPS (operações de entrada e saída por segundo) e a taxa de transferência (throughput). Cargas de trabalho com muitos arquivos pequenos e acessos aleatórios, como bancos de dados, precisam de alto IOPS. Já o streaming de vídeo ou grandes backups se beneficiam mais de uma alta taxa de transferência.

A escolha dos discos é crucial para o desempenho. Os HDDs (discos rígidos) ainda oferecem a melhor relação custo por terabyte e são ideais para grandes volumes de dados com acesso menos frequente. Por outro lado, os SSDs (unidades de estado sólido) entregam latência muito menor e IOPS bastante superior, sendo perfeitos para aplicações críticas. Muitas soluções híbridas combinam os dois tipos, usando SSDs como cache para acelerar o acesso aos dados mais quentes.

Vale ressaltar que a rede é frequentemente o principal gargalo. Um storage all-flash com dezenas de SSDs não entregará seu potencial máximo se estiver conectado a uma rede de 1GbE. Para extrair o melhor desempenho, a infraestrutura de rede deve ser compatível, com portas de 10GbE, 25GbE ou até mesmo Fibre Channel, dependendo do protocolo utilizado. A agregação de link também melhora a redundância e o throughput.

Qual protocolo de acesso aos dados utilizar?

Os network storages se dividem em dois tipos principais de acesso: em nível de arquivo e em nível de bloco. Um NAS (Network Attached Storage) opera em nível de arquivo e utiliza protocolos como SMB/CIFS (para ambientes Windows) e NFS (para ambientes Linux/Unix). Ele funciona de forma muito parecida com um servidor de arquivos tradicional, simplificando o compartilhamento e a colaboração.

Já uma SAN (Storage Area Network) trabalha em nível de bloco, com protocolos como iSCSI e Fibre Channel (FC). Nesse modelo, o sistema operacional enxerga o armazenamento como um disco local, o que geralmente resulta em melhor desempenho para aplicações que exigem baixa latência, como servidores de virtualização e bancos de dados. A configuração de uma SAN é tipicamente mais complexa que a de um NAS.

Atualmente, muitos equipamentos são unificados e suportam múltiplos protocolos simultaneamente. Esses sistemas oferecem grande flexibilidade, pois podem servir arquivos via SMB para os usuários e, ao mesmo tempo, apresentar LUNs iSCSI para os servidores de virtualização. Essa versatilidade pode simplificar a infraestrutura, mas também exige um gerenciamento mais atento para evitar conflitos de performance entre as diferentes cargas de trabalho.

A redundância e a proteção dos dados são suficientes?

A proteção contra falhas de hardware é um requisito básico para qualquer sistema de armazenamento corporativo. A tecnologia RAID (Redundant Array of Independent Disks) é a primeira linha de defesa. Níveis como RAID 5 e RAID 6 protegem contra a falha de um ou dois discos, respectivamente, sem perda de dados. O RAID 10, por sua vez, oferece melhor desempenho de escrita, mas com um custo maior em capacidade útil.

A redundância, no entanto, vai muito além dos discos. Um storage verdadeiramente resiliente possui fontes de alimentação duplas, controladoras redundantes e múltiplas portas de rede. Se uma fonte queimar ou uma controladora falhar, a outra assume a operação automaticamente, um processo conhecido como failover. Esse tipo de arquitetura é fundamental para manter a continuidade dos negócios e evitar paradas não programadas.

Para um nível ainda maior de proteção, recursos como snapshots e replicação são essenciais. Os snapshots criam cópias pontuais dos dados, o que permite reverter rapidamente para um estado anterior em caso de erro humano ou ataque de ransomware. A replicação, por sua vez, copia os dados para um segundo storage, geralmente em outro local físico, para garantir a recuperação em caso de um desastre completo no datacenter principal.

Como o backup e a recuperação se integram ao sistema?

É fundamental entender que RAID não é backup. A redundância protege contra falhas de hardware, mas não contra exclusão acidental, corrupção de arquivos ou ataques maliciosos. Por isso, seu novo network storage deve se integrar perfeitamente à sua estratégia de backup existente. Verifique a compatibilidade do equipamento com seu software de backup para garantir que os processos sejam eficientes e confiáveis.

Muitos storages modernos oferecem recursos nativos que simplificam essa tarefa. Alguns sistemas incluem agentes de backup que podem ser instalados diretamente nas máquinas virtuais ou servidores. Outros possuem integração direta com serviços de nuvem, como Amazon S3 ou Microsoft Azure Blob Storage, o que facilita a criação de uma cópia externa dos dados, seguindo a conhecida regra 3-2-1.

A velocidade para recuperar os dados é tão importante quanto a capacidade de fazer o backup. Teste os tempos de restauração para diferentes cenários, desde um único arquivo até um servidor inteiro. Um bom storage deve agilizar esse processo, seja pela performance dos discos ou por funcionalidades específicas que aceleram a recuperação. Afinal, durante uma crise, cada minuto de indisponibilidade conta.

A complexidade do gerenciamento é compatível com sua equipe?

Um sistema de armazenamento pode ter dezenas de recursos avançados, mas eles perdem o valor se a sua equipe não souber como usá-los. A interface de gerenciamento deve ser intuitiva e clara. Sistemas com uma curva de aprendizado muito acentuada podem levar a erros de configuração que comprometem a segurança ou o desempenho. Por isso, avalie a usabilidade do software de gestão durante o processo de escolha.

Alguns equipamentos dependem fortemente de linhas de comando (CLI), o que exige conhecimento técnico especializado. Outros oferecem interfaces gráficas (GUI) baseadas na web, que são geralmente mais acessíveis para administradores com menos experiência. A escolha ideal depende da expertise da sua equipe. Lembre-se que o tempo gasto com gerenciamento também entra no cálculo do custo total de propriedade (TCO).

Recursos que automatizam tarefas rotineiras podem reduzir drasticamente a carga de trabalho administrativo. Procure por sistemas que ofereçam alertas automáticos sobre o estado dos discos, relatórios de uso da capacidade e assistentes que guiam o usuário na configuração de novas LUNs ou compartilhamentos. Essas pequenas ajudas simplificam a vida da equipe de TI e liberam tempo para atividades mais estratégicas.

O orçamento inclui todos os custos?

O preço de compra do hardware é apenas a ponta do iceberg. Para ter uma visão financeira precisa, você precisa calcular o custo total de propriedade (TCO) ao longo da vida útil do equipamento, que geralmente é de três a cinco anos. Esse cálculo deve incluir diversos fatores que muitas vezes são esquecidos na análise inicial.

Considere os custos de licenciamento de software. Muitos fabricantes vendem recursos avançados, como replicação remota, tiering automático ou criptografia, como licenças separadas. Além disso, os contratos de suporte e manutenção são essenciais para garantir que você tenha acesso a atualizações e substituição de peças em caso de falha. Esses custos recorrentes podem impactar significativamente o orçamento.

Outros custos operacionais também devem ser contabilizados. Um storage de alta performance consome mais energia elétrica e gera mais calor, o que aumenta os gastos com refrigeração no datacenter. Ao comparar diferentes soluções, avalie o TCO completo em vez de se guiar apenas pelo valor inicial. Frequentemente, um equipamento um pouco mais caro na aquisição se mostra mais econômico a longo prazo.

A escolha certa para o futuro da sua infraestrutura

Ao final do processo, a decisão sobre o próximo network storage deve ser um balanço entre capacidade, desempenho, proteção e gerenciamento. Não existe uma solução única que sirva para todos. A melhor escolha sempre será aquela que se alinha mais de perto com as necessidades específicas do seu negócio ou projeto pessoal, tanto no presente quanto no futuro.

Revise cada um dos pontos abordados, desde a projeção de crescimento até a complexidade da administração diária. Envolva diferentes membros da equipe na discussão, pois um desenvolvedor pode ter uma visão de performance diferente de um analista de infraestrutura. Essa colaboração enriquece a análise e reduz as chances de uma escolha equivocada.

Um sistema de armazenamento bem selecionado deixa de ser apenas um repositório passivo de dados. Ele se transforma em um componente ativo e estratégico da infraestrutura de TI, que sustenta as operações, garante a continuidade dos negócios e oferece a agilidade necessária para o crescimento. Portanto, essa é a resposta para construir um ambiente de dados resiliente e eficiente.


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