Storage NAS: Integração com serviços em nuvem para backup híbrido
Índice:
- Como funciona a integração de um NAS com a nuvem?
- Quais são os principais serviços de nuvem compatíveis?
- O papel do NAS na estratégia de backup 3-2-1
- Configurando a sincronização com as melhores práticas
- Criptografia e segurança nos dados transferidos
- Como ocorre a recuperação de desastres com um backup híbrido
- Custos envolvidos na estratégia com a nuvem
- Limitações e desafios da abordagem híbrida
- Otimizando o desempenho da sincronização
- A evolução para a continuidade dos negócios
Muitas empresas enfrentam um grande desafio para proteger seus dados. Um backup exclusivamente local expõe as informações a riscos como incêndios, roubos ou falhas de hardware catastróficas. Por outro lado, depender apenas da nuvem pode gerar altos custos e dificultar a recuperação rápida para falhas pontuais, como a exclusão acidental de um arquivo.
A solução para esse dilema é o backup híbrido, uma estratégia que une o melhor dos dois mundos. Essa abordagem combina a velocidade e o acesso facilitado de um storage NAS local com a segurança e a resiliência geográfica dos serviços em nuvem. Assim, as organizações constroem uma camada extra de proteção, que aumenta a disponibilidade dos dados e otimiza os processos de recuperação.
Como funciona a integração de um NAS com a nuvem?
A integração de um storage NAS com a nuvem funciona através de aplicativos nativos no sistema operacional do equipamento, que se conectam a provedores de armazenamento remotos. Esses aplicativos criam uma ponte segura entre o armazenamento local e a infraestrutura da nuvem, por isso automatizam a cópia dos dados para um local externo.
O processo geralmente começa com a configuração de uma tarefa de backup no NAS. O administrador seleciona as pastas ou volumes que precisam ser protegidos e escolhe um serviço de nuvem como destino. O software do storage então estabelece uma conexão, frequentemente via API, e inicia a transferência dos arquivos. As cópias subsequentes são quase sempre incrementais, ou seja, enviam apenas os dados alterados desde o último backup, o que economiza bastante banda de internet.
Quais são os principais serviços de nuvem compatíveis?
A maioria dos fabricantes de NAS modernos oferece compatibilidade com uma vasta gama de serviços de nuvem. Os provedores mais populares, como Amazon S3, Microsoft Azure Blob Storage e Google Cloud Storage, são quase universalmente suportados. Esses gigantes da tecnologia fornecem infraestrutura confiável e escalável, ideal para armazenar grandes volumes de dados com segurança.
Além dos grandes players, existem também serviços especializados em backup, como o Backblaze B2, que frequentemente oferecem uma estrutura de custos mais simples e previsível. A compatibilidade geralmente se dá pelo protocolo S3, que se tornou um padrão de mercado para armazenamento de objetos. Portanto, qualquer serviço de nuvem que ofereça uma interface compatível com S3 pode, em teoria, ser integrado ao NAS.
O papel do NAS na estratégia de backup 3-2-1
A estratégia 3-2-1 é uma regra de ouro no mundo da proteção de dados. Ela recomenda manter três cópias dos seus dados, em dois tipos de mídia diferentes, com pelo menos uma cópia armazenada fora do local principal. Um sistema NAS integrado à nuvem simplifica a implementação dessa prática, que é bastante eficaz.
Nesse cenário, a primeira cópia são os dados originais, que residem nos servidores ou estações de trabalho. A segunda cópia é o backup local, armazenado no NAS, que serve para recuperações rápidas. A terceira cópia, que cumpre o requisito de estar em outra mídia e fora do local, é a que o NAS envia para o serviço de nuvem. Assim, a empresa se protege contra quase qualquer tipo de falha, desde um disco defeituoso até um desastre completo no datacenter.
Configurando a sincronização com as melhores práticas
Uma configuração inadequada pode comprometer toda a estratégia de backup híbrido. A primeira boa prática é agendar os backups para horários de baixa atividade, como durante a madrugada, para não impactar a performance da rede corporativa. Muitos sistemas também permitem controlar o uso da banda, uma funcionalidade útil para evitar a saturação do link com a internet.
Outro ponto fundamental é ativar o versionamento dos arquivos. Com o versionamento, o sistema guarda múltiplas versões de um mesmo arquivo, o que protege contra ransomware ou corrupção de dados. Se um arquivo for criptografado por um ataque, por exemplo, será possível restaurar uma versão anterior e limpa diretamente da nuvem. Sem essa funcionalidade, o backup poderia simplesmente replicar o arquivo corrompido, tornando a cópia remota inútil.
Criptografia e segurança nos dados transferidos
A segurança é uma preocupação central ao enviar dados corporativos para a nuvem. Felizmente, as soluções de NAS modernas tratam esse assunto com seriedade. A maioria dos aplicativos de sincronização oferece criptografia do lado do cliente, o que significa que os dados são criptografados no próprio NAS antes de serem transmitidos pela internet.
Essa abordagem é muito mais segura que a criptografia do lado do servidor, onde os dados viajam sem proteção até a nuvem. Com a criptografia na origem, apenas quem possui a chave de descriptografia pode acessar as informações, nem mesmo o provedor do serviço de nuvem consegue visualizar o conteúdo. Isso garante a confidencialidade e a integridade dos arquivos tanto em trânsito quanto em repouso no datacenter remoto.
Como ocorre a recuperação de desastres com um backup híbrido
A beleza do backup híbrido se revela nos momentos de crise. Para incidentes menores, como a exclusão acidental de uma pasta, a recuperação é feita a partir do NAS local. Esse processo é extremamente rápido, pois ocorre dentro da rede local (LAN) e restaura os dados em minutos, com impacto mínimo para os usuários.
No entanto, em um cenário de desastre maior, como a perda total do escritório, a cópia na nuvem se torna a principal ferramenta para a continuidade dos negócios. A empresa pode adquirir um novo hardware, instalá-lo em um local alternativo e iniciar a restauração completa dos dados a partir do provedor de nuvem. Embora esse processo seja mais demorado devido à dependência da velocidade da internet, ele garante que a empresa possa se reerguer, mesmo após uma falha catastrófica.
Custos envolvidos na estratégia com a nuvem
Adotar uma estratégia de backup híbrido envolve custos que vão além da aquisição do storage NAS. Os serviços de nuvem geralmente cobram pelo volume de dados armazenado mensalmente. Além disso, muitos provedores aplicam taxas sobre a transferência de dados, especialmente para a saída de dados (egress), que ocorre durante uma restauração.
É fundamental analisar a estrutura de preços de cada provedor. Alguns serviços, como o AWS S3 Glacier ou o Azure Archive Storage, oferecem um custo por gigabyte muito baixo, mas cobram mais caro para recuperar os dados rapidamente. Por isso, a escolha do plano deve estar alinhada com os objetivos de tempo de recuperação (RTO) da empresa. Um planejamento financeiro cuidadoso evita surpresas na fatura mensal da nuvem.
Limitações e desafios da abordagem híbrida
Apesar das suas inúmeras vantagens, a abordagem híbrida não é isenta de desafios. O principal deles é a dependência de uma conexão de internet estável e com boa largura de banda. Um link de internet lento ou instável pode transformar os backups em um processo demorado e frustrante, além de dificultar uma restauração em tempo hábil.
Outro desafio é a complexidade do gerenciamento. O administrador de TI precisa monitorar tanto o hardware local quanto o serviço na nuvem, o que exige um conjunto de habilidades mais amplo. Além disso, a restauração de grandes volumes de dados da nuvem pode ser um processo lento e caro, especialmente se a empresa precisar recuperar vários terabytes de informação de uma só vez.
Otimizando o desempenho da sincronização
Existem várias maneiras para otimizar o desempenho da sincronização entre o NAS e a nuvem. Primeiramente, investir em um storage com um processador potente e memória RAM suficiente acelera tarefas como a criptografia e a compressão dos dados antes do envio. Uma rede local rápida, com portas 2.5GbE ou 10GbE, também ajuda a reduzir gargalos internos.
Do lado do software, a escolha do método de backup faz toda a diferença. Muitos sistemas modernos suportam backup incremental em nível de bloco, que analisa as mudanças dentro dos arquivos e envia apenas os blocos de dados modificados. Essa técnica é muito mais eficiente que o backup em nível de arquivo, pois reduz drasticamente a quantidade de dados transferidos a cada ciclo.
A evolução para a continuidade dos negócios
A integração de um storage NAS com serviços em nuvem transcende a simples ideia de backup. Ela se torna um pilar para a estratégia de continuidade dos negócios. Ao garantir que os dados estejam sempre disponíveis, seja localmente para uma recuperação rápida ou na nuvem para um desastre, as empresas minimizam o tempo de inatividade e as perdas financeiras associadas.
Essa arquitetura flexível e escalável se adapta às necessidades de qualquer organização, desde pequenos escritórios até grandes corporações. Ela protege arquivos, bancos de dados e até mesmo máquinas virtuais. Em um mundo onde os dados são o ativo mais valioso, a combinação de um NAS local com a resiliência da nuvem é a resposta para uma proteção de dados verdadeiramente completa e moderna.
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