Storages rackmount da Western Digital: guia completo
Índice:
- O que define um storage rackmount da Western Digital?
- Principais linhas de produtos e suas diferenças
- A escolha dos discos rígidos e SSDs
- Configurações de RAID e a proteção dos dados
- Conectividade de rede e desempenho
- Sistema operacional e software de gerenciamento
- Aplicações comuns em ambientes corporativos
- Expansão de capacidade com JBODs
- Manutenção e redundância no hardware
- Onde a solução se encaixa no seu datacenter?
Muitas empresas enfrentam o desafio de gerenciar um volume crescente de dados com eficiência e segurança. Os storages em formato rackmount surgem como uma solução organizada para datacenters e salas de servidores, onde o espaço físico é um recurso valioso. A Western Digital, conhecida por sua longa trajetória em armazenamento, oferece várias linhas de produtos que atendem a essa demanda específica.
Esses equipamentos são projetados para se encaixar em gabinetes padronizados, o que simplifica bastante a instalação e a manutenção da infraestrutura. Diferente das soluções de desktop, os modelos rackmount geralmente incorporam recursos de alta disponibilidade, como fontes de alimentação e sistemas de ventilação redundantes. Este guia completo explora as principais características, aplicações e diferenciais dos storages rackmount da Western Digital.
O que define um storage rackmount da Western Digital?
Um storage rackmount da Western Digital é um sistema de armazenamento de dados projetado para ser montado em um rack de servidor padrão de 19 polegadas. Sua estrutura otimiza a densidade de armazenamento em datacenters, pois empilha várias unidades verticalmente. Esses equipamentos frequentemente integram discos rígidos e SSDs da própria marca, como as linhas Ultrastar e WD Gold, para garantir compatibilidade e desempenho.
A principal diferença para os modelos de mesa está na construção e no foco em ambientes corporativos. Os chassis são quase sempre metálicos e robustos, com alturas padronizadas em unidades de rack (U), como 1U, 2U ou 4U. Eles também incluem trilhos deslizantes que facilitam o acesso para manutenções. Por isso, essa abordagem melhora o fluxo de ar e a organização dos cabos, elementos essenciais em qualquer infraestrutura de TI bem planejada.
Principais linhas de produtos e suas diferenças
A Western Digital segmenta suas soluções rackmount em algumas categorias distintas, cada uma com um propósito claro. Uma das linhas mais comuns é a Ultrastar Data, que funciona como um JBOD (Just a Bunch of Disks). Basicamente, são gabinetes repletos de discos, mas que não possuem processamento próprio. Eles precisam ser conectados a um servidor anfitrião ou a um storage controller para que os discos sejam gerenciados.
Por outro lado, a empresa também oferece servidores de armazenamento completos, que incluem processador, memória e um sistema operacional embarcado. Esses sistemas operam de forma autônoma como um NAS (Network Attached Storage) ou até mesmo uma SAN (Storage Area Network). A escolha entre um JBOD e um servidor de armazenamento completo depende da infraestrutura existente e do nível de controle desejado. Um JBOD é ideal para expandir a capacidade de um servidor já em uso, enquanto um NAS autônomo simplifica o compartilhamento de arquivos em rede.
A escolha dos discos rígidos e SSDs
A seleção das unidades de armazenamento é talvez o fator mais importante para o desempenho e a confiabilidade de um storage rackmount. A Western Digital recomenda o uso de seus discos rígidos corporativos, como os modelos WD Gold e Ultrastar. Esses HDDs são projetados para operar 24 horas por dia, sete dias por semana, e possuem tecnologias que mitigam os efeitos da vibração, algo muito comum em racks densamente povoados.
O uso de discos de desktop em um ambiente desses é um risco considerável, porque eles não foram construídos para suportar cargas de trabalho contínuas ou a vibração de múltiplos drives. Além dos HDDs, a implementação de SSDs para cache ou para criar um pool all-flash acelera drasticamente o acesso aos dados. Em nossos testes, um cache de leitura e escrita com SSDs NVMe melhora o tempo de resposta para aplicações como bancos de dados e máquinas virtuais.
Configurações de RAID e a proteção dos dados
Qualquer storage corporativo depende de arranjos RAID (Redundant Array of Independent Disks) para proteger os dados contra a falha de um ou mais discos. Os equipamentos da Western Digital suportam vários níveis de RAID, e a escolha correta é fundamental. Para a maioria das aplicações, os níveis RAID 6 ou RAID 10 são os mais indicados. O RAID 6 tolera a falha de até dois discos simultaneamente, o que oferece uma segurança extra em arrays com muitos HDDs.
O RAID 10, por sua vez, combina espelhamento e distribuição, o que resulta em um ótimo desempenho de leitura e escrita, mas com um custo de 50% da capacidade bruta. Vale ressaltar que RAID não substitui uma rotina de backup. Ele apenas garante a continuidade das operações em caso de falha de hardware. A perda de dados por erro humano ou ataque de ransomware, por exemplo, ainda exige uma cópia externa para a recuperação.
Conectividade de rede e desempenho
A performance de um storage em rede está diretamente ligada à sua conectividade. Os modelos rackmount da Western Digital frequentemente vêm equipados com múltiplas portas de rede. Enquanto as portas Gigabit Ethernet (1GbE) são suficientes para pequenas empresas e cargas de trabalho leves, ambientes mais exigentes precisam de conexões mais rápidas, como 10GbE ou 25GbE, via SFP+ ou RJ45.
Muitos desses sistemas também suportam a agregação de link (LACP), que combina duas ou mais portas de rede para aumentar a largura de banda total e fornecer redundância. Se um cabo ou uma porta falhar, o tráfego é automaticamente redirecionado pelas outras, o que evita a interrupção do serviço. Para aplicações de virtualização ou edição de vídeo em alta resolução, uma rede de 10GbE é quase sempre o requisito mínimo para evitar gargalos.
Sistema operacional e software de gerenciamento
O software que gerencia o storage é o cérebro da operação, pois define suas funcionalidades e a facilidade de uso. Alguns servidores de armazenamento da Western Digital podem rodar sistemas operacionais baseados em Linux ou Windows Storage Server. Já as unidades de expansão JBOD são totalmente dependentes do sistema operacional do servidor ao qual estão conectadas, que pode ser um Windows Server com Storage Spaces ou um Linux com ZFS.
Independentemente da plataforma, a interface de gerenciamento precisa ser intuitiva para simplificar tarefas complexas. A criação de volumes, o gerenciamento de LUNs iSCSI, a configuração de permissões de acesso para usuários e a monitorização da saúde dos discos são tarefas rotineiras. Um bom software também fornece alertas proativos sobre possíveis falhas, o que ajuda os administradores de TI a agirem antes que um problema maior aconteça.
Aplicações comuns em ambientes corporativos
Os storages rackmount da Western Digital são bastante versáteis e se encaixam em diversas funções dentro de uma empresa. Uma das aplicações mais comuns é como um servidor de arquivos centralizado, que usa protocolos como SMB/CIFS para redes Windows e NFS para ambientes Linux. Isso consolida os dados que antes estavam espalhados por várias máquinas.
Outro uso frequente é como alvo de backup. Softwares como Veeam, Acronis ou o próprio Backup do Windows Server podem direcionar as cópias de segurança para o storage, que oferece grande capacidade e segurança com RAID. Além disso, esses equipamentos funcionam muito bem como armazenamento para ambientes de virtualização, fornecendo datastores para VMware vSphere ou Hyper-V via iSCSI ou NFS, o que melhora a flexibilidade e o gerenciamento das máquinas virtuais.
Expansão de capacidade com JBODs
Quando a capacidade de armazenamento de um servidor ou NAS se esgota, a alternativa mais eficiente é quase sempre usar uma unidade de expansão JBOD. A Western Digital oferece vários modelos Ultrastar Data para essa finalidade. Esses chassis são conectados ao servidor principal através de uma interface de alta velocidade, geralmente SAS (Serial Attached SCSI), que entrega desempenho e baixa latência.
Essa abordagem, conhecida como scale-up, permite adicionar dezenas ou até centenas de terabytes a uma infraestrutura existente sem a necessidade de migrar todos os dados para um sistema novo e maior. O servidor principal continua sendo o cérebro, enquanto o JBOD atua como um braço de armazenamento massivo. Isso simplifica o gerenciamento e reduz o custo total de propriedade ao longo do tempo.
Manutenção e redundância no hardware
A continuidade dos negócios depende diretamente da disponibilidade do hardware. Por isso, os storages rackmount da Western Digital são construídos com vários componentes redundantes. As fontes de alimentação duplas são um recurso padrão, pois garantem que o sistema continue funcionando mesmo que uma das fontes de energia falhe ou seja desconectada acidentalmente.
As gavetas de disco hot-swappable também são essenciais. Elas permitem que um administrador de TI substitua um disco defeituoso sem precisar desligar o equipamento, o que evita o downtime. Da mesma forma, os módulos de ventoinha redundantes mantêm a temperatura operacional ideal, mesmo que uma das ventoinhas pare de funcionar. Esses recursos, somados, aumentam muito a resiliência da infraestrutura de armazenamento.
Onde a solução se encaixa no seu datacenter?
A escolha de um storage rackmount da Western Digital depende fundamentalmente da análise da carga de trabalho, dos requisitos de capacidade e do orçamento disponível. Para pequenas e médias empresas que buscam centralizar arquivos e backups, um servidor NAS 2U com discos WD Gold em RAID 6 pode ser uma solução equilibrada e bastante confiável.
Para datacenters maiores ou ambientes com demandas de desempenho extremas, uma combinação de um servidor de alta performance com várias unidades de expansão JBOD all-flash ou híbridas pode ser necessária. Esses sistemas escalam para petabytes de dados e atendem a aplicações críticas como bancos de dados, virtualização em larga escala e análise de big data. Em qualquer cenário, a integração de hardware e software da Western Digital é a resposta para construir uma base de armazenamento sólida e preparada para o futuro.
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