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Storage NAS: Como estruturar replicação e contingência para falhas críticas(DR)

Índice:

A centralização dos dados em um storage NAS simplifica bastante o gerenciamento e o acesso às informações, mas também cria um ponto único de falha. Qualquer indisponibilidade no equipamento, seja por falha de hardware, ataque de ransomware ou erro humano, pode paralisar as operações de uma empresa inteira. O impacto financeiro de algumas horas de inatividade frequentemente supera o custo de uma infraestrutura de contingência.

Por isso, estruturar um plano de replicação e contingência para falhas críticas, conhecido como Disaster Recovery (DR), não é um luxo, mas uma necessidade estratégica. Um bom plano garante que, mesmo diante de um evento adverso, os dados essenciais permaneçam acessíveis e as operações possam ser retomadas rapidamente. Essa abordagem transforma um desastre potencial em um incidente controlado.

Como estruturar replicação e contingência para falhas críticas (DR) em um Storage NAS?

Estruturar uma estratégia de DR para um storage NAS envolve criar uma cópia contínua ou periódica dos dados em um segundo equipamento, preferencialmente em outra localidade. Esse processo visa garantir a continuidade dos negócios após uma falha grave no sistema principal. A replicação de dados é a tecnologia central, pois mantém o ambiente secundário sincronizado com o primário.

A replicação difere fundamentalmente do backup tradicional. Enquanto o backup cria cópias pontuais dos dados para restauração, a replicação mantém um espelho quase em tempo real do ambiente de produção. Em um cenário de desastre, o storage secundário pode assumir as operações quase instantaneamente, um processo conhecido como failover. Muitas estratégias de DR, inclusive, combinam as duas técnicas para uma proteção mais completa.

O papel da replicação síncrona versus assíncrona

A replicação síncrona grava os dados simultaneamente no storage primário e no secundário. O sistema só confirma a escrita para a aplicação após receber a confirmação de ambos os equipamentos. Essa abordagem oferece um RPO (Recovery Point Objective) zero, pois não há perda de dados em caso de falha. No entanto, ela exige altíssima largura de banda e baixa latência, o que geralmente limita seu uso a ambientes locais, como dentro do mesmo datacenter.

Já a replicação assíncrona primeiro grava os dados no storage principal e, alguns instantes depois, os copia para o destino secundário. Esse método tolera maior latência e consome menos banda, por isso é ideal para replicação entre localidades geográficas distintas. O RPO é ligeiramente maior que zero, talvez alguns segundos ou minutos, mas o impacto no desempenho da aplicação primária é quase nulo. Para a maioria das empresas, essa pequena janela de perda de dados é um compromisso aceitável.

Escolhendo o hardware secundário ideal

O equipamento secundário não precisa ser necessariamente idêntico ao primário em capacidade ou desempenho, mas a compatibilidade de software é fundamental. Utilizar storages do mesmo fabricante simplifica enormemente a configuração e o gerenciamento da replicação. Muitas soluções de NAS possuem ferramentas nativas que só funcionam entre sistemas da mesma família, o que melhora a automação do processo.

Ainda assim, o hardware secundário precisa ter desempenho suficiente para duas tarefas críticas. Primeiro, ele deve suportar a carga de trabalho da replicação sem criar gargalos. Segundo, em um evento de failover, ele precisa atender às demandas dos usuários e aplicações. Por isso, é importante avaliar as portas de rede, como as de 10GbE, e a capacidade de processamento do sistema de destino.

Configurando a rede para uma replicação eficiente

A infraestrutura de rede é talvez o componente mais crítico em uma estratégia de replicação. O tráfego gerado pela sincronização de dados é intenso e pode facilmente saturar uma rede corporativa compartilhada. Para evitar a degradação do desempenho para os usuários, é uma prática recomendada isolar o tráfego de replicação em uma VLAN dedicada ou, em cenários ideais, através de uma conexão física direta entre os dois storages.

A largura de banda disponível determina a eficiência e a frequência da replicação. Antes de implementar a solução, é essencial calcular a taxa diária de alteração dos dados para dimensionar o link corretamente. Uma conexão de 1GbE pode ser suficiente para pequenos volumes, mas ambientes com grandes bancos de dados ou arquivos de mídia frequentemente exigem links de 10GbE ou superiores para manter um RPO baixo.

Snapshots como primeira linha de defesa

Os snapshots, ou instantâneos, são registros do estado de um volume ou pasta em um ponto específico no tempo. Eles não são backups completos, pois apenas registram as alterações, mas são extremamente rápidos para criar e restaurar. Em muitos casos de falhas lógicas, como a exclusão acidental de um arquivo ou um ataque de ransomware que criptografa os dados, um snapshot recente resolve o problema em poucos minutos.

Uma estratégia de DR muito eficaz combina snapshots com replicação. O sistema primário cria snapshots em intervalos regulares, como a cada hora, e a ferramenta de replicação envia essas cópias para o storage secundário. Essa abordagem oferece o melhor dos dois mundos. Ela protege contra desastres físicos através da replicação e também fornece múltiplos pontos de recuperação no local remoto para reverter erros lógicos.

O que são RPO e RTO em um plano de DR para NAS?

O RPO (Recovery Point Objective) define a quantidade máxima de dados que uma empresa aceita perder em caso de desastre. Ele é medido em tempo, como "15 minutos de RPO". Se a replicação ocorre a cada 15 minutos, esse é o RPO, pois, no pior cenário, os dados dos últimos 14 minutos e 59 segundos seriam perdidos. A escolha da tecnologia de replicação, síncrona ou assíncrona, impacta diretamente esse indicador.

O RTO (Recovery Time Objective), por sua vez, mede o tempo máximo que o sistema pode permanecer offline após uma falha. Ele representa o tempo necessário para ativar o ambiente de contingência e restaurar os serviços. Um RTO baixo, como "5 minutos", exige processos de failover automatizados e bem testados. Definir RPO e RTO realistas é o primeiro passo para projetar uma solução de DR que atenda às necessidades do negócio.

Automatizando o processo de failover

O failover é o processo de transferir a carga de trabalho do storage primário para o secundário. Realizar esse procedimento manualmente durante uma crise é uma receita para o desastre, pois a pressão do momento aumenta a chance de erros. Por isso, a automação é um componente vital para um RTO baixo. Muitos sistemas de NAS corporativos oferecem recursos de failover automático ou semi-automático.

Essa automação geralmente envolve scripts que monitoram a saúde do sistema primário. Se uma falha é detectada, o script promove o storage secundário, remapeia os compartilhamentos de rede (SMB/NFS), atualiza entradas de DNS e ativa as LUNs iSCSI no novo host. Embora a configuração inicial seja complexa, o resultado é um processo de recuperação muito mais rápido e confiável.

Testes de contingência: a etapa frequentemente esquecida

Um plano de DR que nunca foi testado é apenas um documento teórico. Muitas empresas investem em hardware e software de replicação, mas raramente validam se o processo de failover realmente funciona. Testes periódicos são essenciais para garantir que a tecnologia está operando como esperado e que a equipe de TI sabe exatamente o que fazer durante uma emergência real.

Um bom teste de DR deve simular uma falha do sistema primário em um ambiente controlado, sem afetar a produção. O objetivo é executar todo o procedimento de failover, medir o tempo real de recuperação (RTO) e validar a integridade dos dados no site secundário. Esses testes frequentemente revelam problemas inesperados na configuração da rede ou nos scripts de automação, o que permite corrigi-los antes que um desastre real ocorra.

A importância da localização geográfica do site secundário

Para uma proteção eficaz contra desastres de grande escala, como incêndios, inundações ou apagões regionais, o storage secundário deve estar fisicamente distante do primário. Manter os dois equipamentos no mesmo prédio ou até na mesma cidade pode invalidar todo o investimento em DR se um evento afetar toda a área. A separação geográfica é o que verdadeiramente define uma estratégia de Disaster Recovery.

Essa distância, no entanto, introduz latência na rede, o que torna a replicação síncrona inviável na maioria dos casos. A replicação assíncrona é a escolha padrão para DR entre sites, pois foi projetada para funcionar de forma eficiente em links de longa distância. A escolha da localização secundária deve, portanto, equilibrar a segurança contra desastres regionais com a qualidade da conexão de rede disponível.

Integrando a nuvem na estratégia de DR

A nuvem pública se tornou uma alternativa bastante atraente para hospedar o site de DR. Em vez de investir em um segundo datacenter e comprar mais hardware, as empresas podem replicar os dados de seu NAS local para serviços de armazenamento em nuvem ou para uma instância de NAS virtual. Essa abordagem, conhecida como DRaaS (Disaster Recovery as a Service), troca o investimento de capital (CapEx) por custos operacionais (OpEx).

Essa estratégia oferece grande flexibilidade e escalabilidade, mas também apresenta seus próprios desafios. A velocidade e a confiabilidade da conexão com a internet são cruciais, e os custos de saída de dados (egress) podem ser significativos durante uma restauração em larga escala. Além disso, a segurança e a conformidade dos dados na nuvem precisam ser cuidadosamente avaliadas para atender às políticas da empresa.

Um plano de DR bem estruturado é a resposta para a continuidade

Proteger os dados de um storage NAS contra falhas críticas exige mais do que apenas comprar um segundo equipamento. Uma estratégia de DR eficaz é um ecossistema que combina hardware compatível, uma rede bem dimensionada, software de replicação adequado e processos de failover automatizados. A definição clara de RPO e RTO guia todas as decisões técnicas e alinha a solução com as expectativas do negócio.

Além da tecnologia, o fator humano é decisivo. Testes regulares e documentação clara garantem que a equipe de TI possa executar o plano de recuperação com confiança e precisão, mesmo sob pressão. No final, o investimento em uma arquitetura de contingência robusta é a única forma de transformar a pergunta "e se o nosso NAS falhar?" em uma afirmação tranquila: "quando ele falhar, estaremos prontos".


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