NAS corporativos para datacenter
Índice:
- O que define um NAS corporativo para datacenter?
- A importância da redundância e da alta disponibilidade
- Protocolos de rede e o impacto no desempenho
- Escalabilidade: Scale-up vs. Scale-out
- Gerenciamento de dados com snapshots e replicação
- Integração com ambientes virtualizados
- O papel dos discos all-flash e do cache SSD
- Segurança e controle de acesso em um NAS corporativo
- Escolhendo a solução de armazenamento ideal para o seu datacenter
Muitas empresas enfrentam um crescimento exponencial no volume de dados, o que torna o gerenciamento do armazenamento uma tarefa cada vez mais complexa. Um servidor de arquivos tradicional frequentemente não consegue acompanhar as demandas por desempenho, disponibilidade e escalabilidade. Essa limitação impulsiona a busca por soluções mais adequadas ao ambiente corporativo.
Nesse cenário, um NAS corporativo surge como uma alternativa especializada para datacenters. Diferente dos modelos domésticos, esses equipamentos são projetados para operação contínua, com recursos avançados de hardware e software. Eles centralizam o armazenamento de arquivos e simplificam o acesso para múltiplos usuários e aplicações simultaneamente.
O que define um NAS corporativo para datacenter?
Um NAS corporativo para datacenter define um sistema de armazenamento centralizado e de alto desempenho. Ele compartilha arquivos em rede com múltiplos servidores e usuários, quase sempre usando protocolos como SMB e NFS. Sua principal função é oferecer um repositório de dados confiável, rápido e altamente disponível para as operações críticas da empresa.
O hardware desses sistemas é bastante distinto dos modelos mais simples. Geralmente, eles vêm em gabinetes para rack, possuem fontes de alimentação e controladoras redundantes, além de portas de rede de alta velocidade como 10GbE ou 25GbE. Essa arquitetura robusta minimiza pontos únicos de falha e sustenta a continuidade dos negócios.
O software embarcado também agrega um valor imenso. Ele inclui funcionalidades como snapshots para recuperação rápida de dados, replicação remota para disaster recovery e integração com plataformas de virtualização. Tais recursos são essenciais para proteger os dados e otimizar a infraestrutura do datacenter.
A importância da redundância e da alta disponibilidade
A indisponibilidade de dados em um ambiente corporativo gera prejuízos financeiros e operacionais imediatos. Por isso, um NAS para datacenter é construído com múltiplos componentes redundantes. Fontes de alimentação duplicadas, por exemplo, asseguram que o equipamento continue funcionando mesmo se uma delas falhar.
Muitos modelos avançados também contam com controladoras duplas em modo ativo-passivo ou ativo-ativo. Se a controladora principal apresentar algum problema, a secundária assume as operações de forma transparente, sem interromper o acesso aos dados. Essa transição, conhecida como failover, é frequentemente automática e quase instantânea.
Além do hardware, a redundância se estende aos discos com arranjos RAID e às conexões de rede. A agregação de link combina várias portas Ethernet para aumentar a largura de banda e criar um caminho alternativo caso um cabo ou switch falhe. Juntas, essas medidas protetivas criam um sistema com altíssima disponibilidade.
Protocolos de rede e o impacto no desempenho
Um NAS corporativo depende totalmente da rede para entregar os dados, por isso a escolha dos protocolos e da infraestrutura é fundamental. Os protocolos mais comuns são o SMB (Server Message Block), usado principalmente em ambientes Windows, e o NFS (Network File System), popular em sistemas Linux e ambientes de virtualização como o VMware.
A velocidade da conexão de rede impacta diretamente a performance do storage. Conexões de 1GbE são hoje insuficientes para a maioria das cargas de trabalho em datacenters. Por essa razão, os storages corporativos adotam portas de 10GbE, 25GbE ou superiores, que evitam gargalos e aceleram a transferência de arquivos grandes.
Para otimizar ainda mais o fluxo de dados, muitos administradores de sistemas configuram VLANs dedicadas para o tráfego de armazenamento. Essa prática isola a comunicação entre os servidores e o NAS, o que reduz a latência e melhora a segurança, pois impede que outros tráfegos da rede interfiram no desempenho.
Escalabilidade: Scale-up vs. Scale-out
O volume de dados corporativos nunca para de crescer, então a escalabilidade é um requisito essencial. A abordagem mais tradicional é o scale-up, que consiste em adicionar mais discos ao NAS existente ou conectar unidades de expansão. Essa estratégia é simples, mas possui um limite físico de capacidade e processamento.
Uma alternativa mais moderna e flexível é a arquitetura scale-out. Nesse modelo, em vez de expandir um único sistema, novos equipamentos (nós) são adicionados a um cluster. Cada novo nó contribui com mais capacidade de armazenamento e poder de processamento, o que melhora o desempenho geral do conjunto.
A arquitetura scale-out é particularmente útil para ambientes com crescimento imprevisível ou que exigem altíssimo desempenho, como renderização de vídeo e análise de big data. Ela distribui a carga de trabalho entre vários nós e elimina os gargalos de um sistema único, o que resulta em uma infraestrutura muito mais resiliente.
Gerenciamento de dados com snapshots e replicação
Proteger os dados contra falhas humanas, ataques de ransomware ou desastres é uma das principais funções de um NAS corporativo. Os snapshots são uma ferramenta poderosa para isso, pois criam cópias de um volume ou pasta em um ponto específico no tempo. Se um arquivo for corrompido ou deletado acidentalmente, a restauração a partir de um snapshot é quase imediata.
Para uma proteção ainda maior, a replicação de dados copia as informações para um segundo NAS, que pode estar no mesmo local ou em um site remoto. A replicação assíncrona, mais comum, envia os dados em intervalos programados, com um impacto mínimo no desempenho. Já a síncrona garante que os dois sistemas estejam sempre idênticos, mas exige uma rede de baixa latência.
Combinar snapshots locais com replicação remota cria uma estratégia de backup e recuperação de desastres muito eficaz. Os snapshots resolvem problemas do dia a dia rapidamente, enquanto a réplica remota garante a continuidade dos negócios caso o datacenter principal sofra uma falha catastrófica.
Integração com ambientes virtualizados
A maioria dos datacenters modernos utiliza virtualização para consolidar servidores e otimizar recursos. Um NAS corporativo se integra perfeitamente a esses ambientes, atuando como um datastore compartilhado para máquinas virtuais (VMs). Usar o protocolo NFS para armazenar os arquivos das VMs simplifica bastante o gerenciamento.
Os principais fabricantes de NAS oferecem certificações para plataformas como VMware vSphere, Microsoft Hyper-V e Citrix XenServer. Essas certificações asseguram a compatibilidade e o suporte técnico. Além disso, muitos sistemas incluem plugins que se integram diretamente ao hypervisor.
Esses plugins, como o VMware VAAI (vStorage APIs for Array Integration), descarregam tarefas de armazenamento do servidor para o NAS. Por exemplo, ao clonar uma VM, a operação ocorre inteiramente dentro do storage, sem consumir recursos da CPU do host ou tráfego da rede. Isso acelera as operações e melhora a eficiência geral do ambiente virtualizado.
O papel dos discos all-flash e do cache SSD
Para aplicações que exigem baixa latência e alto número de operações de entrada e saída por segundo (IOPS), como bancos de dados e VDI (Virtual Desktop Infrastructure), um NAS equipado apenas com discos rígidos (HDDs) pode não ser suficiente. Nesses casos, as soluções all-flash, que usam exclusivamente SSDs, entregam um desempenho muito superior.
No entanto, um sistema all-flash pode ter um custo elevado. Uma abordagem híbrida oferece um excelente equilíbrio entre custo e performance. Nela, um pequeno número de SSDs é usado como cache para os dados mais acessados (dados "quentes"), enquanto a maior parte dos dados ("frios") permanece em HDDs de alta capacidade.
O software do NAS identifica automaticamente os dados mais requisitados e os move para o cache SSD. Quando um usuário ou aplicação solicita esses dados, o acesso é extremamente rápido. Essa técnica, conhecida como tiering ou cacheamento, acelera significativamente o desempenho geral do sistema com um investimento menor que um arranjo totalmente flash.
Segurança e controle de acesso em um NAS corporativo
Centralizar os dados em um único local exige mecanismos de segurança robustos para controlar quem pode acessá-los. Um NAS corporativo geralmente se integra a serviços de diretório como o Microsoft Active Directory (AD) ou LDAP. Isso permite que os administradores usem as mesmas contas de usuário e grupos existentes para gerenciar as permissões.
As Listas de Controle de Acesso (ACLs) oferecem um controle granular sobre pastas e arquivos. Com elas, é possível definir permissões específicas de leitura, escrita e execução para diferentes usuários ou grupos. Essa funcionalidade é essencial para garantir que apenas pessoas autorizadas acessem informações sensíveis.
A segurança também se estende à proteção dos dados armazenados nos discos. A criptografia de dados em repouso (data-at-rest encryption) codifica todas as informações gravadas, o que as torna ilegíveis caso os discos sejam fisicamente roubados. Esse recurso é fundamental para empresas que precisam cumprir regulamentações de conformidade como a LGPD.
Escolhendo a solução de armazenamento ideal para o seu datacenter
A escolha de um NAS corporativo para um datacenter depende de uma análise cuidadosa das necessidades da empresa. É preciso avaliar as cargas de trabalho, os requisitos de desempenho em IOPS e taxa de transferência, a capacidade de armazenamento necessária e as projeções de crescimento futuro.
Para ambientes com foco em compartilhamento de arquivos e backup, um modelo híbrido com bom suporte a protocolos de rede pode ser suficiente. Já para aplicações críticas como bancos de dados ou virtualização em larga escala, um sistema all-flash ou com arquitetura scale-out talvez seja a melhor opção. A integração com o ecossistema existente, como plataformas de virtualização e serviços de diretório, também é um fator decisivo.
Portanto, um NAS corporativo bem dimensionado e configurado deixa de ser apenas um repositório de arquivos. Ele se transforma em um pilar estratégico que sustenta a agilidade, a segurança e a resiliência de toda a infraestrutura de TI.
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