Flash Storage: conheça melhor essa tecnologia de armazenamento
Índice:
- O que é o flash storage?
- Como a memória NAND funciona nesse tipo de armazenamento?
- Quais são os principais formatos do flash storage?
- A diferença de desempenho para os discos rígidos tradicionais
- Durabilidade e o ciclo de vida dos dispositivos flash
- Aplicações corporativas para o armazenamento flash
- O papel do flash storage em soluções de nuvem e datacenters
- Gerenciamento de custos em implementações all-flash
- O futuro do armazenamento com a tecnologia flash
- A tecnologia flash como padrão para o alto desempenho
Muitas empresas ainda enfrentam gargalos de desempenho com tecnologias de armazenamento mais antigas. A lentidão para acessar dados críticos frequentemente compromete operações inteiras, desde bancos de dados até ambientes virtualizados. O flash storage surgiu como uma resposta direta a esse problema, pois elimina as barreiras mecânicas dos discos rígidos tradicionais.
Essa tecnologia usa chips de memória para armazenar informações, o que resulta em um acesso quase instantâneo aos arquivos. A ausência de partes móveis não apenas acelera drasticamente as operações de leitura e escrita, mas também aumenta a durabilidade dos dispositivos. Por isso, o armazenamento flash se tornou fundamental em muitos equipamentos, desde smartphones até complexos datacenters.
O que é o flash storage?
O flash storage é um tipo de armazenamento de estado sólido que usa células de memória flash para guardar dados digitalmente. Diferente dos discos rígidos (HDDs), ele não possui pratos giratórios ou cabeçotes de leitura. Essa característica elimina a latência mecânica, que é o tempo necessário para o disco girar e o braço se posicionar sobre o local correto dos dados.
A tecnologia se baseia na memória NAND, um tipo de memória não volátil que retém as informações mesmo sem energia elétrica. Sua arquitetura permite que muitos dados sejam lidos ou escritos de forma paralela, o que melhora bastante o desempenho em cargas de trabalho intensas. Quase todos os sistemas modernos se beneficiam dessa velocidade, desde a inicialização do sistema operacional até a execução de aplicações complexas.
Como a memória NAND funciona nesse tipo de armazenamento?
A memória NAND armazena dados em um arranjo de células compostas por transistores de porta flutuante. Cada célula guarda um ou mais bits de informação ao aprisionar elétrons. A presença ou ausência dessa carga elétrica define o valor binário (0 ou 1) do bit. Esse processo é muito rápido e consome pouca energia, o que torna a tecnologia bastante eficiente.
Existem vários tipos de células NAND, como SLC, MLC, TLC e QLC, que armazenam um, dois, três ou quatro bits por célula, respectivamente. A SLC é a mais rápida e durável, porém oferece menor capacidade e tem um custo mais alto. Em contrapartida, a QLC apresenta uma densidade muito maior e um preço por gigabyte menor, mas sua performance e vida útil são inferiores. A escolha do tipo de NAND geralmente depende da aplicação final do dispositivo.
Quais são os principais formatos do flash storage?
O formato mais conhecido do flash storage é o Solid-State Drive (SSD), que substitui diretamente os HDDs em notebooks e servidores. Os SSDs usam interfaces comuns como SATA e SAS, mas também aproveitam barramentos mais rápidos como o NVMe (Non-Volatile Memory Express) sobre PCIe para atingir velocidades muito superiores. Essa versatilidade simplifica a atualização de sistemas legados.
Além dos SSDs individuais, existem os All-Flash Arrays (AFAs), que são sistemas de armazenamento totalmente compostos por memória flash. Esses equipamentos são projetados para datacenters e entregam milhões de IOPS com latência baixíssima. Também existem as soluções híbridas, que combinam alguns SSDs com muitos HDDs para equilibrar custo e desempenho, usando o flash como um cache rápido para os dados mais acessados.
A diferença de desempenho para os discos rígidos tradicionais
A principal vantagem do flash storage sobre os discos rígidos é a sua performance em operações de entrada e saída por segundo (IOPS). Enquanto um HDD corporativo de alta rotação raramente ultrapassa algumas centenas de IOPS, um único SSD NVMe pode entregar centenas de milhares. Essa diferença é gritante em ambientes com muitos acessos simultâneos, como servidores de banco de dados.
Outro ponto fundamental é a latência. Um disco rígido leva vários milissegundos para encontrar um dado, por causa do tempo de busca e da rotação dos pratos. No armazenamento flash, esse tempo é medido em microssegundos, pois o acesso aos dados é eletrônico. Como resultado, as aplicações respondem mais rápido e a experiência do usuário melhora consideravelmente.
Durabilidade e o ciclo de vida dos dispositivos flash
Uma preocupação comum com a tecnologia flash é a sua durabilidade, já que as células de memória NAND possuem um número finito de ciclos de escrita e apagamento. Cada operação de escrita desgasta ligeiramente a camada de óxido que aprisiona os elétrons na célula. No entanto, os dispositivos modernos incorporam várias tecnologias para mitigar esse efeito e prolongar sua vida útil.
Os fabricantes especificam a durabilidade através de métricas como TBW (Terabytes Written) ou DWPD (Drive Writes Per Day). O TBW indica a quantidade total de terabytes que podem ser escritos no dispositivo durante sua vida útil. Já o DWPD informa quantas vezes a capacidade total do drive pode ser reescrita por dia durante o período de garantia. Além disso, algoritmos de wear leveling distribuem as escritas uniformemente por todas as células, o que evita o desgaste prematuro de algumas partes do drive.
Aplicações corporativas para o armazenamento flash
Muitos ambientes corporativos adotaram o flash storage para acelerar suas aplicações mais críticas. Bancos de dados transacionais, por exemplo, se beneficiam imensamente da baixa latência, pois processam um grande volume de pequenas transações que seriam lentas em HDDs. Isso garante que sistemas de vendas, finanças e logística operem sem atrasos.
A virtualização é outra área que se transforma com o uso do flash. Em ambientes de VDI (Virtual Desktop Infrastructure), centenas de máquinas virtuais podem iniciar simultaneamente sem causar o famoso "boot storm", um gargalo comum em sistemas baseados em disco. Servidores que hospedam dezenas de VMs também operam com mais fluidez, já que o armazenamento consegue atender a todas as requisições de I/O rapidamente.
O papel do flash storage em soluções de nuvem e datacenters
Os provedores de nuvem pública, como AWS, Azure e Google Cloud, utilizam massivamente o flash storage para oferecer diferentes camadas de desempenho aos seus clientes. As instâncias de máquinas virtuais e os serviços de banco de dados de alta performance quase sempre rodam sobre armazenamento flash. Isso permite que as empresas executem suas cargas de trabalho mais exigentes na nuvem com a mesma agilidade de uma infraestrutura local.
Nos datacenters modernos, os All-Flash Arrays se tornaram o padrão para redes SAN (Storage Area Network) que atendem aplicações sensíveis à latência. A tecnologia também é um pilar das infraestruturas hiperconvergentes (HCI), onde o armazenamento, o processamento e a rede são combinados em um único nó. Essa arquitetura simplifica o gerenciamento e escala de forma mais previsível, em grande parte graças à velocidade do flash.
Gerenciamento de custos em implementações all-flash
Embora o custo por gigabyte do flash storage ainda seja mais alto que o dos HDDs, o custo total de propriedade (TCO) é frequentemente menor. Um sistema all-flash ocupa muito menos espaço físico em um rack de datacenter para entregar o mesmo desempenho que dezenas de discos rígidos. Essa compactação resulta em economia de energia elétrica e refrigeração, que são despesas operacionais significativas.
As soluções de armazenamento flash também incluem tecnologias de redução de dados, como a desduplicação e a compressão. A desduplicação elimina cópias repetidas de blocos de dados, enquanto a compressão reduz o tamanho dos arquivos. Em muitos casos, essas técnicas podem diminuir a necessidade de espaço em cinco vezes ou mais, o que torna o investimento em flash bastante competitivo.
O futuro do armazenamento com a tecnologia flash
A evolução da memória NAND não para. Os fabricantes continuam a aumentar a densidade dos chips, com o desenvolvimento de tecnologias como a PLC (Penta-Level Cell), que armazena cinco bits por célula. Além disso, a arquitetura 3D NAND, que empilha camadas de células verticalmente, permite um aumento expressivo da capacidade sem expandir a área física do chip.
Outra tendência importante é o armazenamento computacional. Nesses dispositivos, parte do processamento de dados ocorre diretamente no drive de armazenamento, o que reduz a necessidade de mover grandes volumes de informação para a CPU principal. Essa abordagem descentralizada promete acelerar ainda mais as análises de big data e as aplicações de inteligência artificial, pois aproxima o poder de cálculo dos dados.
A tecnologia flash como padrão para o alto desempenho
O flash storage deixou de ser uma tecnologia de nicho para se tornar um componente essencial em praticamente qualquer infraestrutura de TI que demande velocidade. Sua capacidade de entregar baixa latência e um alto número de IOPS resolveu gargalos que por muitos anos limitaram o potencial das aplicações. A escolha entre flash e disco tradicional hoje depende menos do custo e mais do perfil da carga de trabalho.
Desde o usuário doméstico que busca um computador mais ágil até grandes corporações que processam petabytes de dados, a tecnologia oferece benefícios claros. Com a contínua queda dos preços e o avanço da densidade dos chips, o armazenamento flash não é apenas uma opção para o presente. Essa tecnologia é a resposta para as futuras demandas por desempenho.
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