Atendimento por WhatsApp

Storage em rede: peça central do ambiente corporativo

Índice:

Muitas empresas enfrentam o desafio de gerenciar dados espalhados por dezenas de computadores e servidores. Essa descentralização frequentemente causa problemas de controle de versão, dificulta a colaboração entre equipes e abre brechas de segurança. Sem um repositório único, o backup se torna uma tarefa complexa e pouco confiável, o que expõe a organização a perdas de informação. A busca por uma solução que unifique o acesso aos arquivos é, portanto, uma necessidade estratégica.

O storage em rede surge como a resposta para esse cenário caótico. Ao consolidar os dados corporativos em um único local, ele simplifica o gerenciamento, melhora a segurança e otimiza o trabalho colaborativo. Esses sistemas evoluíram muito, desde simples servidores de arquivos até infraestruturas complexas com alta disponibilidade e desempenho. Hoje, um storage de rede é a peça que sustenta a maior parte das operações críticas em qualquer ambiente de TI moderno.

O que define um storage em rede?

Um storage em rede é qualquer equipamento de armazenamento conectado a uma rede local, projetado para que múltiplos usuários e servidores acessem os dados simultaneamente. Sua principal característica é o compartilhamento, que o diferencia do armazenamento diretamente conectado (DAS), pois este último atende a apenas uma máquina. Essa arquitetura centraliza a gestão dos arquivos.

Esses equipamentos combinam hardware e software para entregar suas funcionalidades. O hardware geralmente inclui múltiplos discos rígidos (HDDs ou SSDs), controladoras, fontes de alimentação e várias portas de rede para redundância. O software, por sua vez, é um sistema operacional otimizado que gerencia os arranjos de disco (RAID) e oferece acesso aos dados por meio de protocolos de rede específicos, como SMB, NFS ou iSCSI.

A diferença fundamental entre NAS, SAN e DAS

O DAS (Direct-Attached Storage) representa a forma mais básica de armazenamento, pois se conecta diretamente a um único servidor, muitas vezes por cabos SAS ou USB. Embora entregue alta velocidade para essa máquina, ele não permite o compartilhamento nativo dos dados com outros computadores na rede. Essa limitação quase sempre cria silos de informação, o que dificulta a colaboração e a administração centralizada.

Um NAS (Network-Attached Storage) funciona como um servidor de arquivos especializado, que se conecta à rede Ethernet e atende requisições no nível de arquivo. Ele usa protocolos como SMB/CIFS, comuns em ambientes Windows, ou NFS, popular em sistemas Linux. Sua configuração é relativamente simples, por isso se torna a escolha ideal para compartilhamento de documentos, armazenamento de backups e dados não estruturados em pequenas e médias empresas.

Já a SAN (Storage Area Network) opera em um nível mais baixo, o de bloco, e apresenta o armazenamento aos servidores como se fossem discos locais. Para isso, ela utiliza protocolos como iSCSI, que trafega sobre redes Ethernet, ou Fibre Channel (FC), que exige uma infraestrutura de rede dedicada. Uma SAN oferece um desempenho muito superior e é a base para ambientes de virtualização e bancos de dados que demandam baixa latência e alto IOPS.

Centralização de dados como estratégia de negócio

A fragmentação dos dados é um problema grave para muitas organizações. Quando os arquivos importantes ficam espalhados pelas estações de trabalho dos colaboradores, surgem inúmeros conflitos de versão e o risco de perda de informação aumenta bastante. Além disso, auditar e proteger esses dados dispersos se torna uma tarefa praticamente impossível para a equipe de TI.

Um storage centralizado resolve essa questão, pois estabelece uma única fonte de verdade para os dados da empresa. Essa abordagem simplifica drasticamente a execução de rotinas de backup, a aplicação de políticas de segurança e o controle de acesso. Como resultado, a integridade dos dados melhora, e os administradores ganham uma visão completa sobre todo o ambiente, o que facilita o planejamento de capacidade e a conformidade com as regulações.

O papel do storage na virtualização de servidores

Ambientes de virtualização dependem fundamentalmente de um armazenamento compartilhado. Para que vários servidores físicos (hypervisors) executem e gerenciem as mesmas máquinas virtuais, todos precisam acessar os mesmos arquivos de disco virtual, como os VMDKs ou VHDXs. Um storage local em cada servidor simplesmente não funciona para esse propósito.

Recursos avançados como a migração de máquinas virtuais sem downtime (vMotion) ou a alta disponibilidade (High Availability) exigem um storage em rede robusto, geralmente uma SAN ou um NAS de alto desempenho. Essas tecnologias precisam de um datastore ou LUN compartilhado para mover as cargas de trabalho entre os hosts em caso de falha ou para balanceamento de recursos. Sem esse componente central, a virtualização perde grande parte de seus benefícios.

Protocolos de acesso: a linguagem da rede

Os protocolos de nível de arquivo são os mais comuns para o compartilhamento de pastas e documentos. O SMB (Server Message Block), historicamente associado a ambientes Microsoft Windows, é hoje amplamente compatível com outros sistemas. Por outro lado, o NFS (Network File System) é a escolha padrão para sistemas baseados em Linux e Unix, conhecido por sua eficiência em redes locais.

Já os protocolos de nível de bloco tratam os dados como blocos brutos, sem um sistema de arquivos visível para o cliente. O iSCSI encapsula comandos SCSI em pacotes de rede TCP/IP, o que permite criar uma SAN usando a infraestrutura Ethernet existente. O Fibre Channel (FC), por sua vez, oferece um desempenho ainda maior e mais confiável, porém exige switches e adaptadores dedicados, o que eleva bastante o custo do projeto.

A importância da redundância e da tolerância a falhas

Ao centralizar todos os dados, o storage em rede se torna um ponto crítico da infraestrutura. Qualquer falha no equipamento pode paralisar as operações da empresa inteira. Por essa razão, a redundância é um requisito obrigatório. A primeira camada de proteção é o uso de arranjos RAID, como RAID 6 ou RAID 10, que protegem os dados contra a falha de um ou mais discos rígidos.

Entretanto, a proteção precisa ir além dos discos. Sistemas de armazenamento corporativos frequentemente incluem componentes duplicados para evitar a indisponibilidade. Fontes de alimentação redundantes, controladoras duplas em modo ativo-passivo ou ativo-ativo e múltiplas conexões de rede agregadas (Link Aggregation) são algumas das medidas que garantem a continuidade do serviço, mesmo que um componente de hardware falhe inesperadamente.

Gerenciamento de capacidade e escalabilidade

O volume de dados corporativos cresce de forma contínua e acelerada. Por isso, uma solução de armazenamento precisa escalar para acompanhar essa demanda. A escalabilidade pode ocorrer de duas formas principais. O modelo scale-up consiste em adicionar mais discos ou gavetas de expansão ao sistema existente, enquanto o modelo scale-out envolve adicionar novos equipamentos (nós) ao cluster, o que aumenta tanto a capacidade quanto o desempenho.

Para otimizar o uso do espaço disponível, muitas tecnologias foram desenvolvidas. O thin provisioning, por exemplo, é uma delas. Essa técnica aloca blocos de armazenamento apenas quando os dados são efetivamente escritos, em vez de reservar todo o espaço solicitado por uma aplicação desde o início. Isso melhora muito a eficiência e ajuda a adiar a compra de novos discos, o que reduz o custo total de propriedade do sistema.

Backup e recuperação de desastres com storage de rede

Um storage centralizado simplifica enormemente as estratégias de backup. Em vez de gerenciar agentes de backup em dezenas ou centenas de máquinas individuais, a equipe de TI pode focar em proteger um único repositório. Muitos sistemas de armazenamento também oferecem a tecnologia de snapshots, que cria cópias de um volume em um ponto no tempo quase instantaneamente, o que facilita a recuperação de arquivos deletados ou corrompidos.

Para a recuperação de desastres, a replicação remota é uma ferramenta poderosa. Essa funcionalidade copia os dados do storage principal para um segundo equipamento, geralmente localizado em outro prédio ou cidade. Se um desastre, como um incêndio ou uma inundação, destruir o datacenter primário, a empresa pode rapidamente ativar o sistema secundário e retomar suas operações, o que minimiza o prejuízo financeiro e de imagem.

Desafios de segurança no armazenamento centralizado

A centralização dos dados cria um alvo valioso para ataques cibernéticos, por isso a segurança é uma preocupação constante. A primeira linha de defesa é um controle de acesso rigoroso. O uso de listas de controle de acesso (ACLs) para definir permissões de leitura e escrita em pastas e arquivos garante que cada usuário acesse apenas as informações que são estritamente necessárias para seu trabalho.

A criptografia também desempenha um papel fundamental. A criptografia de dados em repouso protege as informações armazenadas nos discos caso o equipamento seja fisicamente roubado. Já a criptografia em trânsito protege os dados enquanto eles viajam pela rede, o que impede a interceptação por agentes maliciosos. Essas medidas são frequentemente exigidas por regulações de privacidade como a LGPD e a GDPR.

A evolução para soluções híbridas e all-flash

Os primeiros sistemas de armazenamento dependiam exclusivamente de discos rígidos mecânicos (HDDs), que ofereciam grande capacidade a um custo baixo. Atualmente, muitas soluções adotam uma abordagem híbrida, que combina a capacidade dos HDDs com a velocidade dos SSDs. Nesses sistemas, os SSDs são usados como cache ou como um tier de armazenamento rápido para os dados mais acessados, o que acelera o desempenho geral.

Os arranjos all-flash (AFAs) representam o próximo passo nessa evolução. Eles utilizam apenas SSDs e, por isso, entregam uma latência extremamente baixa e um número de operações por segundo (IOPS) muito elevado. Embora o custo por terabyte ainda seja superior ao dos HDDs, o ganho de desempenho justifica o investimento para aplicações críticas, como bancos de dados transacionais e infraestruturas de desktops virtuais (VDI).

O storage em rede é a base da TI moderna

Manter os dados da empresa dispersos em várias máquinas é uma prática ineficiente e bastante arriscada. Um sistema de armazenamento em rede aborda diretamente esse problema, pois cria uma infraestrutura centralizada que serve como a fonte definitiva para toda a informação corporativa. Esse equipamento se torna o coração do datacenter, sustentando quase todas as outras aplicações e serviços.

Seja para uma pequena empresa que precisa apenas compartilhar arquivos com segurança ou para uma grande corporação que executa um ambiente virtualizado complexo, a implementação de uma estratégia de armazenamento bem planejada é essencial. Um storage em rede não é apenas mais um componente da infraestrutura. Ele é a resposta para garantir a disponibilidade, a segurança e a gestão eficiente do ativo mais valioso de qualquer negócio: seus dados.


Leia mais sobre: Armazenamento de dados

Dicas, Novidades e Notícias sobre tudo relacionado ao armazenamento de dados, incluindo informações valiosas sobre tendências e tecnologias atuais e dicas para gerenciar e proteger os dados de maneira eficiente.


TELEFONE

(11) 91789-1293

Entre em contato com um de nossos especialistas por telefone!

E-MAIL

contato@storageja.com.br

Envie sua dúvida, crítica ou sugestão para nossa equipe!

SUPORTE

Técnicos Especializados

Nossa equipe é altamente qualificada para atender a sua necessidade.