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Storage All Flash da Synology: guia prático atualizado para 2026

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Muitas empresas enfrentam gargalos de desempenho com seus sistemas de armazenamento tradicionais baseados em discos rígidos. A latência inerente aos HDDs mecânicos frequentemente limita a velocidade de aplicações críticas, como bancos de dados e ambientes de virtualização, onde o acesso rápido aos dados é fundamental. Esse atraso impacta diretamente a produtividade e a experiência do usuário.

As soluções de storage All Flash surgiram como uma resposta direta a esse problema. Ao substituir completamente os discos rígidos por SSDs, esses sistemas eliminam as barreiras mecânicas e entregam taxas de IOPS (operações de entrada e saída por segundo) muito superiores. A Synology, conhecida por seus sistemas operacionais intuitivos, oferece uma linha de produtos All Flash que simplifica a transição para essa tecnologia, tornando o alto desempenho acessível para diversas infraestruturas.

O que define um storage All Flash da Synology?

Um storage All Flash da Synology é um sistema de armazenamento em rede, seja NAS ou SAN, que utiliza exclusivamente unidades de estado sólido (SSDs) para guardar dados. A ausência de partes móveis, característica dos SSDs, reduz drasticamente a latência e acelera as operações de leitura e escrita. Essa arquitetura é projetada para cargas de trabalho que exigem milhares de IOPS e respostas quase instantâneas.

Esses equipamentos combinam hardware potente, como processadores multi-core e interfaces de rede de alta velocidade (10GbE ou superior), com o sistema operacional DiskStation Manager (DSM). O DSM é o cérebro da operação, pois gerencia os SSDs, otimiza o fluxo de dados e oferece uma suíte completa de softwares para virtualização, backup e compartilhamento de arquivos. O conjunto entrega um desempenho que os sistemas híbridos ou baseados em HDDs raramente alcançam.

Como o sistema operacional DSM otimiza o desempenho dos SSDs?

O DiskStation Manager (DSM) possui várias tecnologias para extrair o máximo dos SSDs. O sistema suporta nativamente o comando TRIM, que informa aos SSDs quais blocos de dados não estão mais em uso, o que melhora o processo de coleta de lixo e mantém o desempenho de escrita consistente ao longo do tempo. Além disso, seus algoritmos de gerenciamento de cache são ajustados para as características da memória flash.

O uso do sistema de arquivos Btrfs também é um grande diferencial. Ele oferece funcionalidades como snapshots quase instantâneos e replicação de dados, essenciais para a proteção de ambientes críticos. O Btrfs ainda conta com mecanismos de autorrecuperação que detectam e corrigem a corrupção silenciosa de dados, uma camada adicional de segurança para os arquivos armazenados nos velozes SSDs.

Quais são os principais casos de uso para um All Flash em 2026?

Os storages All Flash são ideais para ambientes de virtualização com VMware, Hyper-V ou Citrix. Nesses cenários, várias máquinas virtuais competem por recursos de I/O, e a baixa latência dos SSDs evita o efeito "I/O blender", que degrada o desempenho. Como resultado, as VMs iniciam mais rápido e as aplicações dentro delas respondem de forma mais ágil.

Outras aplicações que se beneficiam imensamente são os bancos de dados transacionais, como SQL e Oracle, e as plataformas de edição de vídeo em 4K ou 8K. Em ambos os casos, o sistema precisa processar um volume massivo de pequenas leituras e escritas aleatórias. Um arranjo All Flash consegue sustentar essa carga de trabalho intensa sem dificuldades, o que acelera consultas complexas e a renderização de projetos pesados.

A importância da escolha dos SSDs corretos

Utilizar SSDs de nível consumidor em um ambiente corporativo é um erro grave. Esses drives não foram projetados para a carga de trabalho contínua de um servidor e falham prematuramente. Os SSDs empresariais, por outro lado, possuem métricas de durabilidade muito superiores, como DWPD (gravações de disco por dia) e TBW (terabytes gravados), além de tecnologias que protegem os dados em caso de perda de energia.

A Synology oferece sua própria linha de SSDs SATA e NVMe, que são validados para funcionar perfeitamente com seus sistemas. Embora seja possível usar drives de terceiros em alguns modelos, a utilização dos SSDs da própria marca garante compatibilidade total e simplifica o suporte técnico. Nossos testes mostram que essa combinação frequentemente resulta em um desempenho mais estável e previsível.

Configurando arranjos RAID em um ambiente All Flash

Para arranjos All Flash, as configurações RAID 5 e RAID 6 continuam sendo escolhas populares, pois oferecem um bom equilíbrio entre capacidade útil, desempenho e proteção contra falha de um ou dois discos. O RAID 10, que espelha e segmenta os dados, entrega uma performance de escrita ainda maior, mas com o custo de perder metade da capacidade bruta total.

Vale ressaltar que a Synology desenvolveu o RAID F1, um tipo de arranjo projetado especificamente para SSDs. Ele funciona de maneira semelhante ao RAID 5, mas distribui a paridade de forma assimétrica, o que força um dos SSDs a receber mais escritas. A ideia é que essa unidade falhe antes das outras, o que evita a falha simultânea de múltiplos drives e aumenta a longevidade geral do array.

Conectividade de rede: gargalos a evitar

Um dos erros mais comuns ao implementar um storage All Flash é conectá-lo a uma rede de 1GbE. Essa interface de rede cria um gargalo imenso, pois sua capacidade de transferência é muito inferior à velocidade que o arranjo de SSDs pode entregar. Na prática, o desempenho do storage será limitado pela rede, e o investimento em flash será subutilizado.

Para extrair o potencial máximo, uma rede de 10GbE é o ponto de partida mínimo. Em ambientes mais exigentes, como aqueles com dezenas de máquinas virtuais ou edição de vídeo colaborativa, interfaces de 25GbE ou superiores são recomendadas. A agregação de link (LACP) também pode ser usada para combinar a largura de banda de múltiplas portas, o que aumenta o throughput e a redundância da conexão.

Gerenciamento de LUNs iSCSI para virtualização

Em ambientes de virtualização, o storage All Flash geralmente se conecta aos servidores hypervisors via protocolo iSCSI, que transporta comandos SCSI sobre redes IP. O storage apresenta aos servidores um ou mais volumes de bloco chamados LUNs (Logical Unit Numbers). Para o hypervisor, como o VMware ESXi, uma LUN aparece como um disco local, onde ele pode criar datastores para armazenar as máquinas virtuais.

Uma boa prática é isolar o tráfego iSCSI em uma VLAN ou rede física dedicada. Isso evita que o tráfego de armazenamento compita com o tráfego geral da rede, o que garante latência baixa e previsível. O DSM também oferece a funcionalidade de Thin Provisioning para as LUNs, que aloca espaço de armazenamento dinamicamente, otimizando o uso da capacidade disponível.

Estratégias de backup para dados em alta velocidade

A alta velocidade de um sistema All Flash não elimina a necessidade de uma estratégia de backup sólida. Dados podem ser corrompidos, deletados acidentalmente ou comprometidos por ransomware, independentemente da performance do storage. O pacote Hyper Backup da Synology permite automatizar o backup de pastas compartilhadas e LUNs para múltiplos destinos, como outro Synology NAS, um servidor rsync ou a nuvem.

Para uma recuperação ainda mais rápida, a ferramenta Snapshot Replication é extremamente eficaz. Ela cria cópias de ponto-no-tempo de pastas e LUNs em questão de segundos, com impacto mínimo no desempenho. Esses snapshots podem ser replicados para um segundo equipamento, o que cria uma cópia de segurança pronta para ser ativada em caso de desastre no site principal.

Monitoramento e manutenção da saúde dos SSDs

Diferente dos HDDs, os SSDs têm uma vida útil limitada pela quantidade de dados gravados. Por isso, o monitoramento da saúde dos drives é fundamental. O DSM exibe informações detalhadas sobre cada SSD, incluindo a porcentagem de vida útil restante com base no TBW. Acompanhar essa métrica ajuda a planejar a substituição dos drives antes que eles falhem.

É altamente recomendável configurar alertas por e-mail ou notificação push para qualquer aviso relacionado à saúde dos discos. A detecção precoce de um problema permite uma troca proativa, o que mantém a integridade do arranjo RAID e evita a degradação do desempenho ou, em casos piores, a perda de dados. Essa manutenção preventiva simplifica muito a gestão do sistema a longo prazo.

O futuro do armazenamento All Flash da Synology

Olhando para 2026, a tendência é uma adoção ainda maior de SSDs NVMe, que se conectam diretamente ao barramento PCIe do sistema e oferecem latências ainda menores que os SSDs SATA. Consequentemente, protocolos como NVMe-oF (NVMe over Fabrics) devem se popularizar, pois estendem essa baixa latência pela rede e eliminam os últimos gargalos de comunicação.

A inteligência artificial também deve desempenhar um papel cada vez mais importante no gerenciamento do armazenamento. Podemos esperar que futuras versões do DSM utilizem algoritmos de aprendizado de máquina para prever falhas de disco com mais precisão, otimizar automaticamente a alocação de dados e ajustar dinamicamente os parâmetros de cache com base nos padrões de uso, o que tornará os sistemas ainda mais eficientes e autônomos.

A resposta definitiva para gargalos de desempenho

Um storage All Flash da Synology ataca diretamente a causa raiz dos problemas de lentidão em muitas infraestruturas de TI: a latência do armazenamento. Ao fornecer acesso quase instantâneo aos dados, ele libera o verdadeiro potencial das aplicações modernas, melhora a produtividade dos usuários e suporta cargas de trabalho que antes eram impraticáveis com discos tradicionais.

No entanto, o sucesso da implementação depende de uma visão completa do ambiente. A escolha correta dos SSDs, uma configuração de RAID adequada e uma infraestrutura de rede veloz são componentes igualmente importantes. Quando esses elementos são alinhados, o sistema All Flash se torna a base sólida e performática que sustenta o crescimento do negócio. Para quem busca eliminar gargalos de I/O, essa é a resposta.


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