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Seagate Network Storage: o que é mito e o que é fato

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Muitos usuários e até alguns profissionais de TI ainda têm dúvidas sobre a linha Seagate Network Storage. Esses equipamentos, populares há alguns anos, frequentemente geram discussões sobre seu desempenho, segurança e utilidade nos dias de hoje. A confusão surge porque a Seagate é mais conhecida por seus discos rígidos do que por soluções completas de armazenamento em rede.

Este artigo desmistifica os principais pontos sobre esses dispositivos. Vamos separar os mitos das verdades para que você entenda o que esperar de um desses storages. Essa análise ajuda tanto quem possui um desses aparelhos quanto quem considera adquirir um modelo usado para projetos específicos, como um backup local.

O que eram os dispositivos Seagate Network Storage?

Os equipamentos da linha Seagate Network Storage eram, em essência, servidores NAS (Network Attached Storage) voltados para pequenos escritórios e usuários domésticos. Eles não eram simplesmente HDs externos com uma porta de rede. Cada aparelho possuía seu próprio sistema operacional, geralmente uma versão customizada de Linux, que gerenciava o compartilhamento de arquivos, as contas de usuário e outras aplicações básicas.

A proposta era oferecer uma solução centralizada e simples para armazenamento de dados. Em vez de arquivos espalhados por vários computadores, o storage centralizava tudo em um único local acessível pela rede. Frequentemente, esses sistemas também incluíam softwares para backup automático e acesso remoto, o que simplificava bastante a vida dos usuários menos técnicos.

Mito: Eles possuem o mesmo desempenho de um NAS Synology ou QNAP

Um mito bastante comum compara o desempenho dos storages Seagate com modelos de marcas especializadas como Synology ou QNAP. Na prática, o hardware dos equipamentos Seagate era quase sempre mais modesto. Seus processadores e a quantidade de memória RAM eram dimensionados para tarefas básicas, como servir arquivos para poucos usuários simultaneamente.

Enquanto um NAS corporativo moderno executa múltiplas tarefas, como virtualização e transcodificação de vídeo, os modelos Seagate raramente conseguiam ir além do compartilhamento de arquivos sem quedas de velocidade. A sua arquitetura de hardware simplesmente não foi projetada para cargas de trabalho intensas, por isso qualquer comparação direta de performance é inadequada.

Fato: Os discos internos podem ser lidos em um computador com Linux

Muitos acreditam que, se o gabinete do NAS falhar, os dados estarão perdidos para sempre. Felizmente, isso não é verdade para a maioria dos modelos Seagate Network Storage. Os discos rígidos internos eram geralmente formatados com sistemas de arquivos padrão para Linux, como o EXT4. Essa escolha técnica é uma grande vantagem em cenários de desastre.

Se a placa-mãe do storage queimar, um técnico pode remover os HDs e conectá-los a um computador que rode Linux. O sistema operacional reconhecerá as partições e os arquivos, o que viabiliza a recuperação completa dos dados. Esse procedimento é muito mais simples do que lidar com sistemas de arquivos proprietários que exigiriam softwares específicos e caros.

Mito: Qualquer disco rígido da Seagate funciona perfeitamente neles

Embora os storages fossem compatíveis com vários HDs da própria Seagate, a ideia de que qualquer modelo funcionaria perfeitamente é um equívoco. Discos para desktop, por exemplo, não são otimizados para operar 24/7 em arranjos RAID. O uso contínuo em um NAS aumenta a vibração e o calor, o que desgasta componentes que não foram projetados para essa carga.

Para obter maior confiabilidade, o ideal sempre foi usar discos específicos para NAS, como os da linha IronWolf da própria Seagate. Esses HDs possuem firmware otimizado para trabalho em conjunto, sensores de vibração rotacional e maior durabilidade (MTBF). Usar um disco inadequado frequentemente resultava em falhas prematuras e perda de dados.

Fato: O acesso remoto dependia dos servidores da Seagate

Uma das funcionalidades mais divulgadas era o acesso remoto aos arquivos por meio de um portal web ou aplicativo. Essa comodidade, no entanto, tinha uma dependência crítica. A conexão entre o usuário e o seu NAS era intermediada pelos servidores da Seagate. Isso simplificava a configuração, pois não exigia redirecionamento de portas no roteador.

O problema dessa arquitetura centralizada é que, com a descontinuação do suporte a muitos desses produtos, os serviços de acesso remoto também foram desligados. Assim, um aparelho que funcionava perfeitamente para acesso externo pode ter perdido essa capacidade. Hoje, para acessar os arquivos remotamente, seria necessário configurar uma VPN na rede local, um processo bem mais técnico.

Mito: É possível instalar um sistema operacional alternativo

Alguns usuários avançados imaginam que poderiam substituir o software original por um sistema operacional mais robusto, como o FreeNAS (atual TrueNAS) ou o OpenMediaVault. Essa tarefa, porém, é extremamente complexa e quase sempre inviável na prática. O hardware desses dispositivos é muito específico e possui um bootloader bloqueado.

A comunidade de desenvolvedores independentes raramente dedicou tempo para criar firmwares alternativos para esses modelos, pois o hardware limitado oferecia pouco retorno. Sem drivers adequados para a controladora de disco, a placa de rede e outros componentes, o sistema alternativo simplesmente não funcionaria. Portanto, o usuário fica preso ao sistema operacional original, com todas as suas limitações.

Fato: São vulneráveis a ataques se expostos diretamente à internet

A segurança é uma preocupação legítima, especialmente com equipamentos mais antigos. O firmware dos Seagate Network Storage não recebe mais atualizações de segurança há bastante tempo. Isso significa que qualquer vulnerabilidade descoberta após o fim do suporte permanece sem correção. É um risco considerável.

Expor um desses dispositivos diretamente à internet é uma péssima ideia. Um invasor poderia explorar uma falha conhecida para acessar, sequestrar ou apagar todos os seus dados. Para um uso seguro hoje, o storage deve operar apenas na rede local (LAN), sem qualquer tipo de encaminhamento de porta no roteador. Ele ainda serve bem para backups locais, mas nunca como um servidor de nuvem pessoal.

Ainda vale a pena usar um Seagate NAS em 2024?

A resposta depende muito do seu objetivo. Para quem precisa de uma solução de armazenamento em rede com alto desempenho, segurança atualizada e um ecossistema de aplicativos, um Seagate Network Storage antigo definitivamente não é a melhor escolha. Modelos novos de outras marcas oferecem uma experiência muito superior e mais segura.

No entanto, se você já possui um ou encontrou um modelo usado por um preço muito baixo, ele ainda pode ter alguma utilidade. Ele funciona bem como um destino secundário para backups na sua rede interna ou para armazenar arquivos de mídia que não sejam críticos. A chave é entender suas limitações e, principalmente, nunca conectá-lo diretamente à internet.


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