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Network storages e sua importância para infraestrutura virtualizada

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Muitas empresas adotam a virtualização para otimizar recursos, mas frequentemente enfrentam gargalos com o armazenamento local. Um servidor com discos internos, conhecido como DAS (Direct Attached Storage), limita severamente a mobilidade das máquinas virtuais (VMs). Qualquer falha nesse hardware pode comprometer diversas aplicações críticas, pois elas ficam presas a um único ponto físico.

Essa arquitetura centralizada em um único host dificulta bastante a alta disponibilidade e o balanceamento de cargas. A migração de uma VM para outro servidor, por exemplo, exige uma demorada cópia de dados pela rede, o que causa indisponibilidade. Por isso, a infraestrutura virtualizada moderna depende quase sempre de um armazenamento compartilhado, acessível por múltiplos servidores simultaneamente.

Os network storages (armazenamentos de rede) surgem como a solução para esse problema. Ao desacoplar o armazenamento dos servidores, eles criam um repositório de dados centralizado e acessível via rede. Essa mudança fundamental simplifica o gerenciamento e abre portas para recursos avançados de virtualização, que seriam impossíveis com discos locais.

O que é um network storage e por que ele é fundamental na virtualização?

Um network storage é um dispositivo de armazenamento dedicado que conecta-se a uma rede e serve dados para múltiplos clientes ou servidores. Diferente do armazenamento direto (DAS), ele funciona como um recurso compartilhado, geralmente acessível por protocolos como NFS e SMB/CIFS (em storages NAS) ou iSCSI e Fibre Channel (em redes SAN). Essa centralização é a chave para a flexibilidade em ambientes virtualizados.

A sua importância para a virtualização é imensa, porque os hipervisores (como VMware vSphere ou Microsoft Hyper-V) conseguem acessar os arquivos das máquinas virtuais de um local único. Assim, vários hosts podem executar VMs que residem no mesmo storage. Essa arquitetura possibilita recursos como a migração ao vivo (vMotion), onde uma VM muda de servidor físico sem qualquer interrupção para o usuário final, algo que raramente funciona bem sem um armazenamento compartilhado.

Além disso, o equipamento centraliza o gerenciamento dos dados, o que melhora a segurança e a eficiência dos backups. Em vez de gerenciar o armazenamento de dezenas de servidores individualmente, o administrador de TI foca em um único ponto. Essa abordagem também otimiza o uso do espaço em disco com tecnologias como thin provisioning, que aloca capacidade sob demanda e evita o desperdício de recursos.

Centralização de dados e seus efeitos na mobilidade das VMs

A centralização dos arquivos das máquinas virtuais em um network storage elimina a dependência do hardware de um servidor específico. Todas as VMs, com seus discos virtuais (VMDKs, VHDXs), ficam em um repositório comum. Essa configuração transforma os servidores físicos em meros recursos de computação, que podem ser substituídos ou gerenciados com muito mais agilidade.

O principal benefício dessa arquitetura é a mobilidade quase irrestrita das VMs. Com o armazenamento centralizado, um administrador pode mover uma máquina virtual de um host sobrecarregado para outro com mais recursos em poucos segundos. Esse processo, frequentemente automatizado por sistemas como o DRS (Distributed Resource Scheduler), otimiza o desempenho de toda a infraestrutura sem intervenção manual.

Essa mobilidade também é crucial para a manutenção do hardware. Quando um servidor físico precisa de uma atualização ou reparo, suas VMs são migradas para outros hosts sem downtime. Após a conclusão do serviço, elas retornam ao host original. Portanto, a centralização dos dados não apenas simplifica a gestão, mas também aumenta a resiliência e a disponibilidade das aplicações.

NAS vs. SAN: Qual protocolo escolher para sua infraestrutura?

A escolha entre NAS (Network Attached Storage) e SAN (Storage Area Network) depende bastante da carga de trabalho e do orçamento. Um NAS opera no nível de arquivos e usa protocolos baseados em Ethernet, como NFS e SMB. Ele é geralmente mais simples de configurar e gerenciar, por isso muitas pequenas e médias empresas o adotam para seus ambientes virtualizados.

O protocolo NFS, por exemplo, é muito popular em ambientes VMware, pois oferece um bom desempenho e uma configuração descomplicada. Já o SMB/CIFS é a escolha natural para infraestruturas baseadas em Hyper-V. Um storage NAS é ideal para compartilhamento de arquivos e para hospedar VMs com requisitos de I/O moderados. Sua principal vantagem é o custo-benefício, já que utiliza a infraestrutura de rede Ethernet existente.

Por outro lado, uma SAN entrega armazenamento em nível de bloco, o que faz o sistema operacional do servidor enxergar o disco remoto como se fosse local. Os protocolos mais comuns são iSCSI, que também usa redes Ethernet, e Fibre Channel (FC), que exige uma rede dedicada e hardware específico. Uma SAN geralmente oferece menor latência e maior taxa de transferência, sendo a escolha preferida para bancos de dados e aplicações com altíssima demanda de IOPS.

O impacto do armazenamento em rede na alta disponibilidade

A alta disponibilidade (High Availability ou HA) é um dos pilares da virtualização, e os network storages são seu principal viabilizador. Em um cluster de virtualização, os sistemas de HA monitoram constantemente a saúde dos servidores físicos. Se um host falha inesperadamente, suas máquinas virtuais são reiniciadas automaticamente em outros servidores do cluster.

Esse processo de failover só é possível porque os arquivos das VMs estão em um armazenamento compartilhado, acessível por todos os hosts. Sem um network storage, a falha de um servidor significaria a perda de todas as suas VMs até que o hardware fosse reparado. Com o armazenamento centralizado, a interrupção é de apenas alguns minutos, o tempo necessário para as VMs reiniciarem em um host funcional.

Além do failover automático, algumas soluções de armazenamento em rede oferecem redundância interna, como controladoras e fontes de alimentação duplicadas. Esses recursos minimizam a chance do próprio storage se tornar um ponto único de falha. Para uma resiliência ainda maior, é possível replicar os dados entre dois storages distintos, algumas vezes em locais geográficos diferentes, para uma recuperação de desastres completa.

Como os recursos de snapshot e replicação protegem os dados

Os network storages modernos frequentemente incluem recursos avançados de proteção de dados, como snapshots. Um snapshot captura o estado de um volume ou LUN em um ponto específico no tempo, quase instantaneamente e com mínimo impacto no desempenho. Se ocorrer um problema, como a corrupção de arquivos por um ransomware, o administrador pode reverter todo o volume para um estado anterior em poucos minutos.

Essa tecnologia é muito mais eficiente que os backups tradicionais para recuperações rápidas. Muitos sistemas de virtualização se integram diretamente com a funcionalidade de snapshot do storage. Isso garante que as capturas sejam consistentes com as aplicações em execução dentro das VMs, o que evita a perda de dados durante a restauração.

A replicação, por sua vez, copia os dados de um storage primário para um secundário, que pode estar no mesmo datacenter ou em outro local. A replicação pode ser síncrona, onde cada escrita é confirmada nos dois storages, ou assíncrona, com cópias periódicas. Esse mecanismo é fundamental para planos de recuperação de desastres (DR), pois garante que uma cópia atualizada dos dados sobreviva a uma falha total do site principal.

Escalabilidade do armazenamento em ambientes virtualizados

Ambientes virtualizados crescem dinamicamente, e o armazenamento precisa acompanhar essa expansão. Os network storages oferecem dois modelos principais de escalabilidade: scale-up e scale-out. A abordagem scale-up consiste em adicionar mais discos a um storage existente ou substituir as controladoras por modelos mais potentes. É uma solução simples, mas que possui um limite físico.

Já a arquitetura scale-out permite adicionar novos storages (nós) ao sistema, distribuindo a carga e a capacidade entre eles. Essa abordagem é muito mais flexível e evita os gargalos de desempenho que podem surgir em um sistema scale-up sobrecarregado. Para grandes infraestruturas, a escalabilidade horizontal é quase sempre a melhor opção, pois cresce de forma linear tanto em capacidade quanto em performance.

A capacidade de expandir o armazenamento sem interromper os serviços é vital. A maioria dos storages corporativos suporta a adição de discos ou novos nós com o sistema em plena operação. Isso garante que a infraestrutura de TI possa suportar o crescimento do negócio sem a necessidade de janelas de manutenção complexas e arriscadas.

Otimização de desempenho com cache e tiering

O desempenho das máquinas virtuais está diretamente ligado à velocidade do armazenamento, especialmente em relação à latência e ao IOPS (operações de entrada e saída por segundo). Muitos network storages utilizam SSDs como cache para acelerar as operações de leitura e escrita. Os dados acessados com mais frequência são mantidos no cache, o que reduz drasticamente o tempo de resposta para as VMs.

Outra tecnologia importante é o tiering automático, que move os dados entre diferentes tipos de discos (tiers) com base na frequência de uso. Dados "quentes", acessados constantemente, são armazenados em SSDs de alta performance. Conforme esfriam, são migrados para discos SAS ou SATA de maior capacidade e menor custo. Esse processo otimiza o uso de mídias caras e melhora o custo total de propriedade.

Para cargas de trabalho extremamente exigentes, os storages all-flash, que usam apenas SSDs, se tornaram a norma. Embora o custo por terabyte seja maior, a redução da latência e o aumento massivo de IOPS justificam o investimento para aplicações críticas, como bancos de dados e sistemas de VDI (Virtual Desktop Infrastructure). A performance consistente de um all-flash melhora a experiência do usuário e a produtividade.

A importância da rede para o desempenho do armazenamento

Como o nome sugere, um network storage depende totalmente da infraestrutura de rede para entregar seu desempenho. Uma rede lenta ou mal configurada pode transformar um storage de alta performance em um grande gargalo. Por isso, é fundamental projetar uma rede dedicada e redundante para o tráfego de armazenamento.

Para storages baseados em iSCSI ou NFS, redes de 10GbE são o padrão mínimo hoje, com muitas empresas já migrando para 25GbE ou mais. O uso de switches com baixa latência e a configuração de recursos como Jumbo Frames e agregação de link (LACP) também são práticas recomendadas. Em redes SAN com Fibre Channel, a infraestrutura é naturalmente separada, mas ainda exige um planejamento cuidadoso para garantir a resiliência.

A segmentação do tráfego de armazenamento com VLANs ou redes físicas separadas é uma medida de segurança e desempenho essencial. Isso evita que o tráfego de usuários ou de outras aplicações interfira com as operações de I/O das máquinas virtuais. Uma rede bem planejada é, portanto, tão importante quanto o próprio storage para o sucesso de uma infraestrutura virtualizada.

O papel estratégico do armazenamento centralizado

O armazenamento em rede deixou de ser um simples repositório de dados para se tornar um componente estratégico da infraestrutura de TI. Ele é a base que sustenta a agilidade, a resiliência e a eficiência dos ambientes virtualizados modernos. Sem ele, recursos como migração ao vivo, alta disponibilidade e recuperação de desastres seriam complexos e ineficientes.

A escolha correta de um network storage, alinhada com as demandas de desempenho e capacidade do negócio, simplifica a gestão e reduz custos operacionais. A centralização dos dados também prepara a empresa para futuras tecnologias, como a conteinerização e as nuvens híbridas, que dependem dos mesmos princípios de armazenamento compartilhado e flexível.

Portanto, investir em uma solução de armazenamento em rede robusta e bem planejada não é apenas uma decisão técnica, mas um movimento estratégico. Essa infraestrutura garante que as aplicações de negócio funcionem com o desempenho e a disponibilidade necessários para competir no mercado atual. O armazenamento em rede é a resposta para destravar todo o potencial da virtualização.


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