Lenovo NAS: do storage à performance no dia a dia
Índice:
- O que define a performance de um Lenovo NAS?
- A importância do sistema operacional nos storages Lenovo
- Como os arranjos RAID protegem seus dados?
- Conectividade de rede: o gargalo do desempenho
- Armazenamento híbrido com SSDs e HDDs
- Protocolos de compartilhamento: SMB, NFS e iSCSI
- Backup e recuperação como uma função central
- Segurança dos dados em um ambiente compartilhado
- Integrando o Lenovo NAS na sua infraestrutura
Muitas empresas e usuários avançados frequentemente buscam centralizar seus dados para simplificar o acesso e a segurança. Um Network Attached Storage (NAS) surge como uma solução eficaz, pois conecta o armazenamento diretamente à rede local. Dessa forma, vários usuários e dispositivos acessam arquivos e pastas de um único ponto, o que melhora bastante a colaboração.
A Lenovo, com sua ampla experiência em infraestrutura de TI, oferece diversos modelos de NAS que atendem desde pequenos escritórios até datacenters. Esses equipamentos vão muito além do simples armazenamento. Eles incorporam processadores, memória e sistemas operacionais próprios, que transformam um conjunto de discos rígidos em um servidor de arquivos inteligente e com múltiplos recursos.
O que define a performance de um Lenovo NAS?
A performance de um Lenovo NAS é uma combinação de hardware e software. O desempenho real depende do processador, da quantidade de memória RAM e da interface de rede. Um hardware mais potente processa mais requisições simultâneas, enquanto mais memória acelera operações de cache e a execução de aplicativos internos.
Um processador dual-core com 2 GB de RAM, por exemplo, atende bem a um pequeno grupo de usuários para compartilhamento de arquivos. No entanto, um ambiente com dezenas de acessos simultâneos, backup e talvez alguma aplicação de virtualização exige um processador quad-core e pelo menos 8 GB de RAM para evitar gargalos. A conectividade de rede, como portas de 2.5GbE ou 10GbE, também é fundamental para que a velocidade do storage não seja limitada pela infraestrutura da LAN.
A importância do sistema operacional nos storages Lenovo
O sistema operacional é o cérebro do NAS e gerencia todos os seus recursos. Os sistemas embarcados da Lenovo geralmente possuem uma interface web intuitiva, que simplifica tarefas complexas como a configuração de arranjos RAID, o gerenciamento de usuários e a criação de pastas compartilhadas. Essa facilidade de uso é um grande diferencial, pois reduz a curva de aprendizado para administradores de sistemas.
Além das funções básicas, o software frequentemente inclui um ecossistema de aplicativos. É possível instalar clientes de backup, servidores de mídia, ferramentas de sincronização com a nuvem e até sistemas de vigilância. Essa versatilidade transforma o NAS em um servidor multifuncional, que centraliza vários serviços de TI em um único equipamento e otimiza o investimento.
Como os arranjos RAID protegem seus dados?
Um arranjo RAID (Redundant Array of Independent Disks) combina múltiplos discos rígidos para funcionar como uma única unidade lógica. Sua principal função é aumentar a redundância e, em alguns casos, o desempenho. Um Lenovo NAS sem RAID é apenas um amontoado de discos; com RAID, ele se torna um sistema de armazenamento tolerante a falhas, o que é essencial para qualquer ambiente corporativo.
Por exemplo, o RAID 5 distribui os dados e a paridade entre três ou mais discos. Se um dos discos falhar, o sistema continua funcionando em modo degradado e os dados permanecem acessíveis. O administrador pode então substituir o disco defeituoso, e o arranjo se reconstrói automaticamente. Já o RAID 1 espelha o conteúdo de um disco em outro, oferecendo uma proteção simples e eficaz para dados críticos, embora reduza a capacidade útil pela metade.
Conectividade de rede: o gargalo do desempenho
A interface de rede pode ser o principal gargalo de um NAS. Muitos modelos de entrada ainda vêm com uma porta Gigabit Ethernet (1GbE), que limita a taxa de transferência a cerca de 125 MB/s. Esse valor é frequentemente insuficiente para ambientes com múltiplos usuários ou para tarefas intensivas como edição de vídeo diretamente do servidor.
Os modelos mais avançados da Lenovo já incluem portas de 2.5GbE, 10GbE ou até mesmo suporte para agregação de link. Uma conexão de 10GbE, por exemplo, eleva o teto teórico para mais de 1.200 MB/s, uma velocidade que rivaliza com a de SSDs internos. Para aproveitar esse potencial, toda a infraestrutura de rede, incluindo switches e placas nos computadores clientes, também precisa ser compatível.
Armazenamento híbrido com SSDs e HDDs
Uma abordagem híbrida que combina a capacidade dos HDDs com a velocidade dos SSDs melhora drasticamente a performance. Alguns storages da Lenovo suportam o uso de SSDs como cache de leitura e escrita. Nesse cenário, os dados acessados com mais frequência são armazenados temporariamente nos SSDs, o que acelera muito o tempo de resposta para os usuários.
Essa técnica é especialmente útil para bancos de dados, máquinas virtuais e arquivos muito requisitados. O sistema gerencia o cache de forma automática, movendo os blocos de dados entre os tiers de armazenamento sem qualquer intervenção manual. Como resultado, o administrador obtém um desempenho próximo ao de uma solução all-flash com um custo por terabyte muito mais baixo.
Protocolos de compartilhamento: SMB, NFS e iSCSI
Um Lenovo NAS suporta vários protocolos para atender a diferentes sistemas operacionais e aplicações. O SMB (Server Message Block) é o protocolo nativo para ambientes Windows, ideal para compartilhamento de arquivos e pastas entre desktops. Já o NFS (Network File System) cumpre uma função semelhante, mas é o padrão para sistemas Linux e Unix.
Para aplicações que exigem armazenamento em nível de bloco, como servidores de virtualização ou bancos de dados, o protocolo iSCSI é a melhor escolha. Ele encapsula comandos SCSI em pacotes de rede e apresenta o armazenamento do NAS para o servidor como se fosse um disco local (LUN). Essa abordagem geralmente entrega menor latência e maior performance para cargas de trabalho específicas.
Backup e recuperação como uma função central
Um dos usos mais comuns para um NAS é servir como um destino centralizado para backups. Os equipamentos da Lenovo frequentemente vêm com softwares nativos que automatizam a cópia de segurança de servidores e estações de trabalho. Além disso, eles são compatíveis com as principais ferramentas de mercado, o que facilita sua integração em uma política de backup já existente.
A capacidade de criar snapshots é outra ferramenta poderosa. Um snapshot captura o estado de um volume ou pasta em um ponto específico no tempo, quase instantaneamente. Se ocorrer um ataque de ransomware ou uma exclusão acidental de arquivos, o administrador pode reverter o sistema para um estado anterior em poucos minutos, minimizando o tempo de inatividade e a perda de dados.
Segurança dos dados em um ambiente compartilhado
Centralizar dados em um NAS exige um controle de acesso rigoroso. As soluções da Lenovo integram-se com serviços de diretório como o Active Directory, o que permite aplicar as mesmas permissões de usuário e grupo da rede corporativa diretamente nas pastas do storage. Isso simplifica muito a administração e garante que cada usuário acesse apenas os arquivos que lhe são permitidos.
Além do controle de acesso, a criptografia dos volumes protege os dados contra acesso físico não autorizado. Se o equipamento for roubado, os dados permanecem ilegíveis sem a chave de criptografia. Muitos sistemas também oferecem mecanismos de proteção contra ransomware, que monitoram atividades suspeitas de escrita e podem bloquear usuários maliciosos automaticamente.
Integrando o Lenovo NAS na sua infraestrutura
A escolha de um Lenovo NAS vai além da simples análise da sua capacidade em terabytes. É preciso avaliar como o processador, a memória e, principalmente, a conectividade de rede se alinham com a demanda diária dos usuários e das aplicações. Um modelo subdimensionado pode criar frustração, enquanto um superdimensionado representa um desperdício de recursos.
Portanto, entender a interação entre hardware, software e a rede é fundamental para extrair o máximo de performance do equipamento. Um NAS bem configurado não apenas centraliza e protege os dados, mas também acelera fluxos de trabalho e se torna uma peça chave na produtividade de qualquer empresa. A versatilidade desses sistemas é a resposta para muitos desafios modernos de armazenamento.
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